segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Caráter Missionário da Bíblia


O conteúdo geral da Bíblia é missionário. Missão nunca foi invenção ou produto humano, pois este princípio partiu de Deus e está no centro da Bíblia. Se Deus é um Deus Missionário e se a Bíblia é inspirada por Deus, logo, significa que a Bíblia é um Livro Missionário. Não existe missão sem as Escrituras Sagradas, nem podemos entender a Bíblia à parte da Missão de Deus. Vemos que na própria natureza de Deus existe o imperativo de missão, logo, o caráter do seu Livro também é missionário. Há na Bíblia um apelo missionário.
John Stott asseverou:

“Por meio da Bíblia o próprio Deus está evangelizando, isto é, comunicando as boas novas ao mundo. Você deve estar lembrado da declaração de Paulo acerca de Gênesis 12.3, segundo a qual ‘a Escritura [...] preanunciou o evangelho a Abraão’ (Gl 3.8)”.

A responsabilidade missionária da Igreja não começa na Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.18-20), nem em At 1.8. É a partir da vocação de Abraão, a Grande Comissão no Antigo Testamento (Gn 12.1-3) que, segundo a promessa de Deus, tanto seria abençoado como seria bênção a outras nações. Israel como nação, Igreja veterotestamentária, deveria compartilhar suas bênçãos com outras nações. Em vez disso, procurou receber a bênção sem realmente haver tentado ser uma bênção a outros povos. Mas houve um propósito divino e missionário na desobediência de Israel.
Continua Stott:

“Toda a Escritura prega o evangelho. Deus evangeliza por meio dela”.

A Bíblia não contém missão. Ela própria é o meio e o alvo da missão.
Afirma ainda Stott:

“Sem a Bíblia, a evangelização mundial é impossível. Sem a Bíblia não temos nenhum evangelho para anunciar às nações, nenhuma garantia para ir até elas, nenhuma ideia de como ir e realizar a tarefa, e nenhuma esperança de sucesso. O grau de compromisso da igreja com a evangelização mundial é medido com o grau de sua convicção da autoridade da Bíblia. Quando os crentes perdem sua confiança na Bíblia, eles também perdem o zelo pelo evangelismo. Por outro lado, quando confiam na Bíblia, ficam determinados a evangelizar”.

A Bíblia é a nossa autoridade em missão. Ela nos revela a mensagem do Evangelho, os motivos corretos para missão e os objetivos e métodos que agradam a Deus. Todo trabalho missionário deve ser fundamentado e dirigido pelas Escrituras Sagradas. A Bíblia inteira enfoca o propósito de Deus de se revelar a todos os povos na face da Terra através do seu povo.
Stott apresenta quatro razões por que a Bíblia é fundamental na evangelização:

“Primeiramente, a Bíblia nos dá o mandato de evangelização. Em segundo lugar, a Bíblia nos dá a mensagem. Em terceiro lugar, a Bíblia nos dá o modelo para a evangelização. Em quarto lugar, nos dá o poder para evangelizar”.

Edison Queiroz nos fala sobre a base bíblica da missão:

“A Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse, é um livro missionário, a partir do ponto de vista bíblico, o propósito de Deus é simplesmente reconciliar o homem consigo mesmo. O problema é que muitas vezes estudamos a Bíblia, não para buscar o propósito de Deus e sim para buscar respostas ou bases para nossas ideias. Precisamos avaliar nossa hermenêutica a partir do ponto de vista dos propósitos de Deus”.

Greenway cita o missiólogo europeu, Johannes Verkuyl, referindo-se ao Novo Testamento:

“Do começo ao fim, o Novo Testamento é um livro missionário. Ele deve sua própria existência ao trabalho missionário das igrejas cristãs primitivas, tanto a judia como a helenística. Os Evangelhos são ‘recordações vivas’ da pregação missionária, e as Epístolas, mais do que uma forma de apologética missionária, são instrumentos atuais e autênticos do trabalho missionário”.

Segundo Roger Greenway, os quatro Evangelhos podem ser vistos como “literatura missionária”:

1. O Evangelho segundo Mateus foi escrito para os judeus, para ensiná-los sobre Jesus e fazer deles a base para a missão da Igreja junto aos gentios;
2. O Evangelho segundo Marcos foi um “tratado” missionário para os gentios que precisavam de um breve relato sobre a vida e os ensinamentos de Jesus;
3. O Evangelho segundo Lucas, um gentio convertido à fé em Jesus, escreveu para os gentios como ele, os quais careciam saber que Jesus os queria em seu Reino tanto quanto os judeus;
4. O Evangelho segundo João foi escrito com o seguinte propósito missionário: “Para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Assim sendo, é impossível entender devidamente missão no Novo Testamento sem considerar suas raízes no Antigo Testamento.
Russell Shedd comenta:

“A ordem de fazer missões é muito clara no Novo Testamento, porém Jesus buscou no Antigo Testamento a base para essa declaração. Se lermos a Bíblia toda sem observar sua ênfase sobre missões, provavelmente a estamos lendo superficialmente, como eu lia o Antigo Testamento, sem notar a centralidade do plano de Deus para as nações. Agora penso de modo diferente. Foi uma mudança de paradigma para mim!”

O Antigo Testamento confirma o propósito claro de Deus de alcançar todos os povos. A promessa do Salvador em Gn 3.15 foi dada aos pais de toda a raça humana. A aliança com Noé inclui seus três filhos, não exclusivamente Sem. Abraão foi escolhido para ser o pai duma nação com propósito universal. É esclarecido mais ainda na aliança com Moisés que Israel era um povo escolhido de Deus para servir entre as nações (Is 40-44), e para ser sacerdote de Deus no mundo (Ex 10.4-6). Finalmente, os resultados da aliança com Davi e Salomão mostram sua amplidão mundial. A ideia principal nos salmos é que Deus merece o louvor de toda a criação, e na dedicação do Templo, Deus declarou o Seu desejo de que todos O conhecessem (1Rs 8.43,60).
Os profetas igualmente difundem o grande desejo de Deus de alcançar o mundo todo. Sofonias 1.2,3 fala que todas as nações vão ser julgadas, por isso precisam do Salvador. Habacuque 2.14 esclarece nitidamente o propósito missionário de Deus: "Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar".
Jonas, Amós, Isaías e Miqueias são modelos de como Deus ansiava mostrar-Se para as nações que Lhe pertencem. Ele elegeu Israel para ser o caminho do Seu conhecimento. O Antigo Testamento está repleto do conceito missionário de Deus em querer anunciar Seu amor e Sua mensagem de Salvação a todos os povos.
Portanto, missão está no centro da Bíblia e está também no centro da vida do verdadeiro cristão. Não há lugar mais seguro do que o lugar em que Deus nos colocou. A Bíblia inteira enfoca o propósito de Deus de Se revelar a todos os povos na face da Terra através do Seu povo. A Bíblia não contém missão. Missão é central na Bíblia.
Deus é o Senhor da missão. Deus é um Deus de coração missionário. É Ele quem envia:

1. Abraão (Gn 12.1-9);
2. Jonas (Jn 3.1-10);
3. Jesus (Lc 19.10);
4. O Consolador (Jo 16.7-15);
5. Os doze (Mt 10);
6. Os setenta (Lc 10.1-12);
7. Paulo (At 13.1 ao 14.28; 15.36 ao 18.22 e 18.23 ao 20.28);
8. O cumprimento da missão (Ap 5.9-14); e etc.

Soli Deo Gloria!

Nos laços co Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Carriker, C. Timóteo. (1992). Missões na Bíblia, princípios gerais. São Paulo, SP: Vida Nova.

_________________. (2005). A Visão Missionária na Bíblia, uma história de amor. Viçosa, MG: Editora Ultimato.

_________________. (2005). O Caminho Missionário de Deus, uma teologia bíblica de missões. Brasília, DF: Editora Palavra.

_________________. (2008). Proclamando Boas Novas, bases sólidas para o evangelismo. Brasília, DF: Editora Palavra.

Edison, Queiroz. (2009). A Igreja Local e Missões. São Paulo, SP: Vida Nova.

Greenway, Roger. (2001). Ide e Fazei Discípulos. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Peters, George W. (2000). Teologia Bíblica de Missões. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Winter, Ralph D. & Hawthorne, Steven C & Bradford, Kevin D. (Editores). (2009). Perspectivas no Movimento Cristão Mundial. São Paulo, SP: Vida Nova.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Missões – Obra Exclusiva da Igreja


Jesus, o Autor de missões, disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19-20). No grego original a palavra traduzida por “ide” expressa uma grande urgência. O sentido é “não percam tempo, não demorem, vão logo”. Missões é caso de vida ou morte. A urgência da proclamação do Evangelho é inata aos cristãos.
Mas, qual o propósito e alvo da Igreja? Para que serve a Igreja?
Jesus ordenou que seus discípulos levassem o Evangelho ao mundo todo. Para Jesus o engajamento missionário é uma responsabilidade contínua da Igreja, até a sua volta.
Em 1 Co 11.18 – Assembleia – Eclésia – Igreja - não é um edifício ou prédio, mas um ajuntamento – não uma instituição, mas uma entidade orgânica. Em Rm 11.28 – o Povo de Deus – Igreja - é a vitrine de Deus – quando alguém quiser ver como se comporta um povo em que Deus está presente, deve olhar para a Igreja. Como ela se comporta na tribulação e aflição, como se comporta na bonança e calmaria, como se comporta em tempos de prosperidade e beleza. Em Gl 6.16 – Israel de Deus – Igreja - são aqueles que circuncidaram o coração – “somos agora os ramos da oliveira que foram enxertados, juntamente com aqueles que se tornaram fieis aos desígnios eternos de Deus”. E em 1Co 6.19 – o Templo de Deus – nos tornamos o templo onde Deus habita, nós somos a morada de Deus..
A empreitada de evangelizar vidas é ofício da Igreja na Terra. A Igreja é, por natureza e caráter, missionária. Uma igreja que não evangeliza não pode ser considerada evangélica. Nenhuma ocupação deve sobrepor a briosa missão de evangelizar vidas para o Senhor. Quando há a anástrofe e inversão oficional da Igreja, esquecendo o trabalho de anunciar o sacrifício vicário de Cristo, essa Igreja está na contra mão da vontade de Deus. Está seguindo um cristianismo sem Cristo. A mesma está fazendo aquilo que Cristo não mandou e não fazendo o que o Senhor ordenou.
Fazer missões é a nobre obra que os cristãos devem apresentar a Deus. É a filosofia da Bíblia. É a essência da Palavra de Deus. Sua base estende-se de Gênesis 1 até Apocalipse 22. Do primeiro ao último versículo, a Bíblia é um livro essencialmente missionário, visto que sua inspiração deriva de um Deus Missionário, o Deus que envia. Ou seja, toda a Escritura forma o alicerce para que o Evangelho alcance o mundo todo. “Missões é o enredo decisivo das Escrituras, sem o qual não se consegue seguir adequadamente a narrativa toda” . É a obra que pulsa no coração de Deus e daqueles que O ama de verdade. É anunciar a glória de Deus e a adoração somente a Ele.
O Rev. Hernandes Dias Lopes afirmou: “O propósito de Deus é o Evangelho todo, pregado por toda a Igreja, em todo o mundo, a cada criatura. A visão de Deus é o mundo todo, o método de Deus é a Igreja toda e o tempo de Deus é agora”. Isso tudo nos demonstra que missões é uma obra indispensável, cogente, inadiável, impreterível e intransferível. Missões ainda é uma obra incompleta e de consequências eternas (ver Ez 33.8,9).
É impossível, esdrúxulo e excêntrico ser crente em Jesus Cristo sem ser uma testemunha do Redentor (At 1.8).
Missões é uma ordem soberana e absoluta do Deus Missionário. Não fazer missões é um pecado de desobediência. Missões não está apenas ao alcance de alguns, mas, sim ao alcance de todos os filhos de Deus. Todos os que foram evangelizados e salvos por Cristo são enviados por Cristo à pregar o Evangelho aos não alcançados, aos perdidos. Alguém que se diz ser cristão, todavia não evangeliza precisa ser evangelizado. Um crente que não faz missões torna-se um campo missionário.
Alguém afirmou: “Cada coração com Cristo é um missionário. Cada coração sem Cristo é um campo missionário”.
O Evangelho deve se espalhar. Não pode ficar parado em lugar algum! Já que o Evangelho é do reino, isto tem dimensões as mais amplas e universais possíveis. Fica, portanto, implícita sua divulgação por toda parte, atravessando todas as barreiras geográficas. Tem que estar sempre em movimento, até que todos recebam as boas novas.
Missões é obra exclusiva da Igreja. Nenhuma instituição humana e terrena pode evangelizar.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CURSO BÁSICO DE MISSÕES - GRATUITO


Disciplinas:
- Introdução à Missões
- Bases Bíblicas de Missões
- O Desafio Missionário Mundial
- A Igreja Local e Missões
- História de Missões
- Missões Transculturais
- Antropologia Missionária

Observações:
- O curso é grátis
- Os módulos são enviados por e-mail (auto-didático)
- O período dependerá da disponibilidade de tempo do aluno (a)
- Na conclusão, o aluno (a) receberá, pelos Correios, gratuitamente um certificado.

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Contatos:
E-mail: lucianolandim@hotmail.com

terça-feira, 31 de maio de 2011

DESPEDIDA DE SÃO SEBASTIÃO/DF

DOIS ANOS DE BATALHAS E GLÓRIAS

Completamos dois anos que estamos servindo a Deus na comunidade de São Sebastião-DF. O tempo passado aqui é muito valioso para as nossas vidas. Temos aprendido muito com Deus e com os irmãos na fé. Verdadeiramente, as promessas de Deus estão se cumprindo. Deus nos ensinou a amar a Igreja Cristã Presbiteriana nesta cidade de tal forma que doamos as nossas vidas em prol desta causa. Sabemos que a caminhada é muito longa, entretanto, também sabemos que na jornada da fé nunca ficamos sós, pois Deus está sempre ao nosso lado nos auxiliando.
Os nossos dias são breves aqui. Deus está nos chamando para outro lugar. As nossas vidas são como folhas que são levadas pelo vento (Espírito)... Mas, o mais importante é está onde Deus quer que estejamos. Temos o espírito missionário. Chegou a hora de passar o “bastão” para outra pessoa. Alguém que muito contribuirá para o crescimento desta Igreja. Recebam-no como nos receberam. Ou seja, com muita vontade, amor e auxílio.
Vamos com os nossos corações partidos, mas com a certeza de missão cumprida. Anelamos continuar com este laço de fraternidade. Isto será possível através de nosso Núcleo da Missão SAEM na cidade de São Sebastião. Continuaremos juntos na oração e na proclamação da poderosa Palavra de Deus.
As nossas palavras são de gratidão a Deus por ter nos guardado e concedido graça durante estes dois anos. Muitas foram as lutas e obstáculos. Todavia, olhávamos para as barreiras como oportunidades para crescermos. O nosso lema era: “Evangelizando vidas a qualquer custo!” Foi assim que dedicamos as nossas vidas na certeza das recompensas divinas. Agradecemos também aos amados irmãos que nos apoiaram e nos deram o total apoio. Sem vocês não teríamos alcançado as bênçãos de Deus. Louvamos ao Senhor pelo grupo de varões (UCPH), mulheres (SAF), jovens (UMCP), crianças (UCCP), música, GOI, professores da EBD e Junta Diaconal. Certamente, a recompensa de cada um virá das mãos de Deus.
Lembrem-se: o verdadeiro caminho é Jesus. Sirvam-no de coração aberto e amor. Esforçam-se para proclamarem o Evangelho. Nunca desanimem diante das dificuldades. Deus é Fiel para nos salvar.

Um grande beijo em seu coração!

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim
Brasília, 11 de janeiro de 2009.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Valor Inestimável da Pregação


A pregação é o fundamental meio de graça. É a ocupação primordial da Igreja e do proclamador do Evangelho. É a baliza essencial da verdadeira Igreja. É o meio pelo qual o Reino de Deus é acessível ou fechado aos pecadores. A mesma não pode ser desprezada. A igreja cresce ou diminui por causa da pregação. Daí, a importância e o valor da pregação. A pregação deve ser feita para a glória de Deus, para a edificação da Igreja e para a salvação dos pecadores.
A pregação da Palavra de Deus não é um privilégio exclusivo de pastores ou pessoas que estudaram num seminário teológico. Pelo contrário, ela está ao alcance de cada cristão que se prepara espiritual, moral e intelectualmente segundo o padrão das Escrituras. Ser um pregador do Evangelho não é uma opção, mas um mandamento divino (Mt 28.19-20).
Deve-se sustentar a viabilidade da pregação como meio escolhido por Deus para ser anunciado. Pregar é anunciar a salvação de Deus em Jesus Cristo. Os métodos são diversos, e não podem ser limitados, contudo nunca se deve abrir mão da fidelidade às Escrituras. O pregador deve considerar alguns pontos em sua mensagem:

1. Autoridade bíblica.
2. Cristocentricidade do sermão.
3. Espiritualidade e preparo do pregador.
4. Clareza e objetividade na ministração.
5. Exegese, relevância e contemporaneidade da mensagem.
6. Criatividade na comunicação. Etc.

O mais importante na pregação é a lealdade às Escrituras. Deus não tem compromisso com as palavras do pregador, mas com as palavras das Escrituras. Assim, pregador é aquele que “repete”, comunica e prega a Bíblia. A Palavra de Deus não volta vazia, e, portanto, não se deve desprezar o valor inestimável da pregação.

Nos laços do Calvário que nos une,
E no amor Daquele que disse “Ide, pregai, e fazei discípulos”,
Rev. Luciano Paes Landim

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Perseguição e galardão, nossa recompensa vem do Senhor

Perseguição e galardão, nossa recompensa vem do Senhor

Incontestavelmente, a fé cristã nos desafia a sofrer e padecer prélios em prol da causa do Evangelho. Nosso Mestre nos repta a encarar perseguições, sofrimentos e embustes. Nossa confiança celebra a glória de Deus e a nossa pequenez diante da grandeza do Todo Poderoso. O Senhor nos chama a negar-nos a nós mesmos, tomar a nossa cruz e depois segui-Lo. O Evangelho exige de nós renúncia e desambição para galgar a trilha do céu. Para seguir e servir a Cristo é necessário entregar o ser inteiramente ao Senhor e saber que não terá escolha alguma, mas que será guiado e conduzido por Ele. Para viver os milagres é imprescindível abdicar a própria vida para viver Cristo no coração. Para conhecer a Deus é cogente acreditar piamente em Sua Palavra. As Sagradas Escrituras são puras e verdadeiras. Elas libertam e acalmam o coração aflito e flébil.
Somos peregrinos nesta terra. Não somos habitantes desta cidade. Somos cidadãos dos céus. Herdeiros de Cristo. Nosso prestígio é o encalço. Somos a escória e o restolho do mundo. Fomos chamados para ser escarnecidos, gracejados e difamados. Devemos seguir os passos de Cristo – chegar até a cruz. A extenuação é a nossa auréola. Nossa alegria é a vida eterna em Cristo. Nosso gozo está na esperança que permanece em Cristo. Não nascemos para o fracasso. Portanto, nossa vitória é a perseguição por causa de Cristo. Perseguição não é derrota. Nosso prêmio não é dinheiro, nem fama ou prazeres deste mundo. Nosso galardão é a coroa da vida. Não podemos esperar recompensas deste mundo. Nossos lauréis vêm de Deus exclusivamente.
As pelejas não podem nos desestimular. Nem os combates sofridos nos desanimar. A perseguição deve ser o combustível do nosso sucesso. Mesmo cansados necessitamos prosseguir. O nosso trabalho não é vão no Senhor. Deus vê e recompensa todas as coisas. Nada passa despercebido ante Seus olhos. Nossas armas para alcançar o prêmio são:

1. Insistência: a persistência é uma arma que nos faz prosseguir. É uma lança que fere o inimigo e nos faz acreditar na vitória.
2. Paciência: uma virtude que deve permear a vida de quem quer vencer. Calma e resignação faz com que o lutador aguarde o momento certo de cantar o hino da vitória.
3. Fé: não se pode vencer sem crer; é preciso acreditar que a derrota pode se reverter em vitória, que a morte pode virar vida, e o deserto em campina.
4. Coragem: entusiasmo é força que nos faz insistir. Ânimo que impulsiona a caminhar.

Assim sendo, devemos marchar resolutos na certeza de que em Cristo podemos passar por várias situações e que em nenhuma delas estamos sós. Cristo é a confiança que tanto esperamos. No grande Dia veremos e discerniremos os mistérios ocultos. Será o Dia da nossa recompensa e gozo. Será o Dia do castigo do ímpio.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim

TUDO ENTREGO A DEUS

Tudo Entrego a Deus

Sem sombra de dúvida, Deus está no controle de todas as coisas. Tudo foi criado por Ele e por intermédio Dele. Tudo foi construído para a glória Dele. O universo é regido e sustentado pela potente mão do Senhor. Nada do que acontece no céu, na terra e debaixo da terra é sem a permissão de Deus. Sabedor disso, o ser humano deve entregar-se inteiramente ao grande Rei na certeza de que tudo é circunspecto por Ele.

Nada foge do controle do bom Deus. Tudo está determinado. Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que foram chamados segundo o seu propósito. Cristo governa o mundo e decide todas as coisas. Até mesmo aquelas que aparentemente parecem fugir da compreensão humana. Até mesmo aquelas que duvidamos de que estão subjugadas ao Deus Eterno.

Tudo que vemos é temporário. Tudo que vemos é passageiro. Os ventos vêem e passam. As tempestades surgem e vão. Só existe uma coisa eterna – a salvação em Cristo. Essa é a certeza que temos e a esperança de que dias melhores virão, isto é, na eternidade. Não podemos ser pessimistas ao ponto de pensarmos que só obteremos sofrimentos nesta existência, mas que glórias alcançamos neste mundo e no vindouro. Bem aventurados somos nós quando somos injuriados por causa de Cristo.

Nada do que somos e do que temos é nosso. Tudo é do Senhor. Nosso passado, nosso presente e o nosso futuro pertencem a Deus. Não podemos pensar que somos donos de nossas próprias vidas. Fomos criados para a glória de Deus.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...