terça-feira, 10 de janeiro de 2012
ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA (Parte 01)
“mas recebereis poder, aos descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
INTRODUÇÃO:
Como prometido, estaremos falando sobre algumas estratégias de evangelização urbana. Assim, é necessário fazer algumas perguntas: O que fazem as igrejas locais em nível de evangelização urbana? Como atingir a população ao redor da igreja?
A conversão de indivíduos à fé cristã, sua busca e transformação operados pela ação do Espírito Santo, se dá apenas mediante a pregação da Palavra de Deus e a aplicação interna desta feita pelo Espírito Santo (1Co 1.21). Precisamos de ousadia, entusiasmo e sabedoria. O mundo é dinâmico, e não estático.
Precisamos estudar a população ao redor da igreja, e na sabedoria do Espírito Santo, escolher os métodos, estabelecer as estratégias, lembrando sempre que a oração precede a ação.
A FORMAÇÃO DE GRUPOS DE ORAÇÃO:
“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30).
A igreja precisa sentir o desejo de orar pelos ainda não convertidos. Interceder significa literalmente “interpor-se”, “colocar-se entre”. O maior exemplo de intercessão é o de Jesus: “pelos transgressores intercedeu” (Is 5.12). Jerram Barrs disse: “Oração sincera, apaixonada, poderosa deve brotar dos nossos corações em favor daqueles a quem amamos, e daqueles cujas vidas são ligadas conosco, na teia da existência diária”.
O TESTEMUNHO PESSOAL:
O evangelismo pessoal ou testemunho pessoal de vida é um dos mais eficientes métodos evangelísticos. É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Tornamos o Evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra. Francisco de Assis disse aos seus discípulos: “Evangelize sempre; se necessário, use palavras”.
A RECEPTIVIDADE:
Boa receptividade da parte dos membros da igreja local é muito importante para com os visitantes. É necessário ter uma equipe treinada de recepcionistas, os quais darão atenção antes, durante e depois do culto aos visitantes e membros ausentes que retornam. Um cafezinho após o culto oportuniza a confraternização entre todos.
CONCLUSÃO:
Portanto, a igreja na cidade deve decidir saturar a comunidade local com o Evangelho de Cristo, mover-se para fora das quatro paredes da igreja local, por proclamar o Evangelho pela voz e pela vida, testemunhando em palavras e em obras, na missão integral da igreja, por mover-se para frente, mas somente em unidade e de jamais barganhar o Evangelho da graça, em nenhuma circunstância.
Acompanhe as próximas publicações sobre estratégias de missões urbanas.
Nos laços do Calvário que nos une,
Pr. Luciano Paes Landim.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A ORAÇÃO É A CHAVE PARA A OBRA MISSIONÁRIA
“Quando o homem trabalha, o homem trabalha. Quando o homem ora, Deus trabalha.” Patrick Johnstone
INTRODUÇÃO
O mundo luta com armas químicas, biológicas, bombas atômicas e etc.. São armas consideradas de muito poder. No entanto, existe uma arma mais poderosa do que essas citadas: a oração do justo (Tg 5.16). Ela é mais potente do que os mísseis norte-americanos, pois nunca erra o alvo. A nossa arma é a oração. A oração nos orienta a tomar decisões importantes na obra missionária e em tudo na vida. Ela promove comunhão na igreja (At 2.42).
A oração é a marca distintiva da igreja missionária. A oração é um meio para enfrentar a perseguição. Em At 12.1 diz: “Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar.” No versículo 5 diz que enquanto o apóstolo Pedro estava aguardando o seu martírio: “... havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele.” Toda igreja que faz missão passa por perseguição. Todavia, a perseguição não é capaz de acorrentar o avanço da obra missionária, pelo contrário, a obra de Deus avança mais ainda.
1. A ORAÇÃO PRECEDE A AÇÃO MISSIONÁRIA.
Quando oramos Deus abre as portas da fé para os pecadores perdidos, os quais são salvos pela fé única e exclusivamente em Jesus Cristo, como consequência da pregação da Palavra (At 16.13,16,25). É importante ressaltar que a oração não salva, porém a Escritura afirma: “... aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação”.
2. A ORAÇÃO ESTREMECE OS MONTES E ABALA O INFERNO.
A oração vai à frente do missionário abrindo um caminho por entre a escuridão espiritual. David Bryant conta um caso de um cristão da Índia, membro de um movimento indiano nativo, que lhe apresentou um contraste entre a maioria das pessoas em seu país (onde existem milhões que nunca ouviram falar uma única vez de Cristo) e as dos Estados Unidos: “Nos Estados Unidos você têm trevas, mas na Índia nós temos trevas profundas”. Para adentrarmos em lugar assim é preciso orar com objetividade crendo no poder do Espírito Santo para abrir as portas e entrarmos com a Luz do Evangelho de maneira que as trevas sejam dissipadas e dissolvidas. Quando deixamos de orar por lugares assim estamos deixando o inimigo dominar sobre as vidas que ali vivem. Ao orarmos pelos perdidos espiritualmente estamos invadindo o território inimigo. Sem oração o trabalho missionário é fraco. A igreja deve prover oração consistente e constante para o sustento da obra missionária.
3. A ORAÇÃO ERA O SEGREDO ESPIRITUAL DA IGREJA PRIMITIVA.
A Igreja Primitiva não era uma igreja que possuía grandes e muitos recursos. Porém, não negligenciava o poder da oração. Não era retentora de bens materiais, mas sabia e desfrutava do poder da oração. A igreja em Atos preocupava-se com a prática da oração. Em At 1.12-14 nos fala que a primeira reunião da Igreja Primitiva foi uma reunião de oração: “Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. {Jornada de um sábado: cerca de um quilômetro}. Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.”
Segundo Arival Dias Casimiro, podemos tirar três lições importantes sobre oração desse texto:
a) Quem estava orando? Todos os membros da igreja, homens e mulheres, líderes e liderados.
b) Como eles oravam? Todos oravam de forma perseverante e unânime (At 2.46 e 4.24). Indica oração determinada e em comum acordo, pois a oração é o melhor meio de unir o povo de Deus.
c) Por que estavam orando? Eles oravam enquanto aguardavam o agir de Deus, o cumprimento da promessa do derramar do Espírito.
4. É PRECISO HAVER SUSTENTO EM ORAÇÃO.
Para que o missionário no campo tenha êxito no seu trabalho, é preciso haver sustento em oração. É responsabilidade da igreja segurar as cordas, como disse William Carey, um dos primeiros missionários da era moderna. Ele disse aos seus “sócios” no projeto missionário: “Eu vou lá para o fundo do poço buscar os perdidos, mas vocês segurarão as cordas?” Tudo começa com oração. Oração e missão são tão unidas que é impossível pensar em uma sem a outra. Não se deve pensar em missão sem oração. Tudo deve começar, continuar e terminar com oração. Quando oramos, Deus opera. A obra missionária avança quando oramos.
5. MOTIVOS PARA SE ORAR POR MISSÃO.
Veja algumas das razões para se interceder por missão:
a) É uma ordem de Jesus (Mt 9.37,38);
b) Jesus deixou-nos o exemplo (Lc 6.12,13);
c) É o meio de conseguir missionários no campo (Lc 10.2);
d) É o meio de enfraquecer as forças malignas (Ef 6.12).
6. A ORAÇÃO MISSIONÁRIA, OU QUALQUER OUTRA, DEVE SER ESPECÍFICA E PRÁTICA.
A falta de verdadeiros missionários é resultado da ausência de oração direcionada, pois o Senhor diz em Mt 9.37,38: “A seara é grande e poucos são os trabalhadores, portanto rogai ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara”. A oração era o principal instrumento nas missões primitivas. Deve-se interceder com peculiaridade pelos missionários. A oração não deve ser vaga e sem finalidade. Precisa-se orar com propósitos. Um exemplo positivo disso é o boletim de oração da Missão Portas Abertas. Esta missão fornece um calendário mensal em prol de missões onde cada dia tem um pedido específico. Por exemplo, no dia 1º de setembro de 2010 o pedido de oração é: “China [13º]. Uma igreja não registrada foi a uma igreja oficial a fim de comprar algumas Bíblias. Depois de viajar metade de um dia, só conseguiram comprar cinco Bíblias, muito menos do que precisavam. Ore para que a Bíblia esteja mais à disposição. Peça pela segurança e pela proteção de quem ajuda a suprir essa crescente carência de Bíblias na China” . Não se pode orar sem mencionar os pedidos nomeadamente. O objetivo deve ser exclusivo e não geral. O leitor pode fazer o download dos boletins de oração no site da Portas Abertas: www.portasabertas.org.br.
7. A ORAÇÃO É O SEGREDO DO SUCESSO MISSIONÁRIO HOJE.
Para fazer missão é necessário que sejam levantados intercessores para sustentarem os missionários que estão combatendo contra os poderes malignos. Há lugares que o trabalho de evangelização se constitui por muito tempo apenas de oração, para que o domínio de Cristo seja implantado. Podemos ver a importância da sustentação em intercessão na passagem de Êxodo 17.8-16, onde Josué estava com o exército no combate dos amalequitas contra Israel, embora a vitória de Israel dependesse das mãos levantadas de Moisés (Ex 17.11).
8. DESAFIOS PARA QUE SE INTERCEDA POR MISSÃO.
Veja, agora, alguns dos desafios para que se interceda por missão:
a) Orar a Deus para que sejam levantados obreiros (Mt 9.38);
b) Orar pedindo a Deus para que conceda graça e intrepidez aos missionários para pregarem o Evangelho (At 4.29-31 e Ef 6.18-19);
c) Orar a Deus para que confirme a sua Palavra com sinais e prodígios (At 4.29-30);
d) Orar a Deus para que levante um exército de obreiros no campo;
e) Orar por um despertamento e avivamento naquele lugar;
f) Orar pela saúde dos missionários;
g) Orar pelas famílias dos missionários;
h) Orar pelos novos convertidos;
i) Orar pelos não alcançados pelo Evangelho;
j) Agradecer a Deus pelas suas respostas; e etc.
CONCLUSÃO
Lembremo-nos de que devemos orar com fé (Mc 11.24), perseverança (Lc 11.9,10; Rm 12.12), objetividade e determinação (2Co 1.11). E isto diariamente em casa, individualmente, em grupo, em todos os lugares e momentos. Note que os mesmos que deveriam orar por ceifeiros em Mt 9 são os mesmos que foram enviados por Jesus para ceifar em Mt 10. Isso nos mostra que oração é: ora-ação. Devemos orar para que Deus nos levante e nos use no resgate das pobres vidas que vivem distantes do Caminho (Jo 14.6).
Certa vez alguém disse: “Se mais crentes se pusessem de joelhos em oração, mais crentes se poriam de pé na evangelização”. O crente deve entrar em missão de joelhos. Todo cristão foi escolhido por Deus para orar por missão, e isto de forma constante e sem esmorecer. Deus nos responde na hora certa e no tempo certo.Quem ora prepara o caminho.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
PASTOREANDO A CIDADE
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).
O século XX começou com 15% da população mundial vivendo nas cidades e terminou com 15% vivendo fora das cidades. Podemos mencionar pelo menos cinco fatores determinantes da urbanização: a industrialização; o crescimento populacional; o desejo de melhores condições de vida; a atração dos grandes centros; a mecanização da agricultura, trazendo a instabilidade agrícola e o desemprego na zona rural. Assim, os problemas relacionados com a missão da igreja na cidade exigem uma missiologia urbana.
As necessidades do homem urbano tornam imperativo o estudo de uma teologia e uma práxis de evangelização compatíveis com os princípios e modelos bíblicos. Deste modo, podemos definir missão urbana como “a ação de evangelização da igreja na sua própria cidade”.
A cidade está de cabeça para baixo, precisamos virá-la de cabeça para cima, com o poder do Evangelho de Jesus Cristo. Missão urbana é tarefa da Igreja. Não é ocupação apenas do pastor, ou de um pequeno grupo da Igreja, mas de todos os crentes salvos em Jesus. Lembrando que, o trabalho missionário urbano só terá valor se houver uma preocupação séria com o discipulado.
Ficam aqui algumas sugestões para o pastoreamento da cidade:
Aqueles que desejam servir (evangelizar) a cidade devem aprender a amar a cidade.
Os missionários urbanos devem conhecer (pesquisar) a cidade.
Os missionários urbanos devem aprender a apreciar (unidade) o corpo de Cristo existente na cidade.
Um trabalho missionário urbano bem sucedido implica em se condoer (compaixão e ação) pela cidade.
Bons missionários urbanos possuem uma paixão (amor e determinação) por evangelização profunda e genuína.
Assim sendo, as cidades representam o grande desafio para as missões cristãs devido ao seu tamanho, sua influência e suas necessidades. As cidades oferecem facilidades e dificuldades no que tange à evangelização. A Igreja é chamada para ministrar na cidade. Deus ama a cidade. Cristo morreu por ela. Há diferenças, entre evangelizar numa metrópole e num lugar interiorano. As igrejas precisam ter estratégias de trabalho para alcançar as cidades. Na próxima edição, falaremos sobre algumas estratégias de evangelização urbana.
Nos laços do Calvário que nos une,
Pr. Luciano Paes Landim.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
PROJETO: PEGUE SUA PALAVRA DE BÊNÇÃO
JESUS QUER FALAR COM VOCÊ!
Projeto: Pegue Sua Palavra de Bênção
Fundado no dia 24 de outubro de 2010 em São Sebastião/DF, pelo irmão Antenorio Cariolano da Silva, o Projeto PEGUE SUA PALAVRA DE BÊNÇÃO é uma idealização interdenominacional, sem fins lucrativos, que tem como propósito glorificar a Deus, ser um canal de Deus para a edificação da Igreja e a salvação dos pecadores.
Através do Projeto PEGUE SUA PALAVRA DE BÊNÇÃO é possível proclamar a mensagem de salvação através de folhetos evangelísticos que são depositados em caixinhas fixadas nos pontos de ônibus e nos comércios da cidade. Assim, passageiros que aguardam o ônibus podem pegar gratuitamente uma porção da Bíblia e lê-la durante a viagem e clientes dos comércios podem levar para suas casas folhetos que contêm a Palavra de Deus.
Por meio da leitura realizada, das porções bíblicas, contidas nos folhetos e através da intercessão dos parceiros do Projeto PEGUE SUA PALAVRA DE BÊNÇÃO, o Espírito Santo está efetuando salvação, edificação, libertação e transformação. Cremos que a Palavra de Deus não volta vazia. Portanto, acreditamos na eficiência da evangelização através da distribuição de folhetos.
A nossa visão é a de evangelizar vidas através de folhetos, onde se tem a Bíblia como única regra de fé e prática, e Jesus Cristo como único Senhor e Salvador. Os nossos valores são: O Senhor Deus-Eterno; a Bíblia Sagrada como Palavra de Deus; a família como alicerce da sociedade; e a Igreja como povo de Deus e proclamadora do Evangelho.
A justificativa é a de que a Palavra de Deus é a preciosa semente que deve ser levada por cada cristão (Mt 28.19-20). Ela é fonte de salvação, conforto, segurança, esperança e vida eterna.
E você pode colaborar para o Projeto PEGUE SUA PALAVRA DE BÊNÇÃO da seguinte forma:
Orando: A oração é a chave do sucesso missionário. Acreditamos que a oração é a maior contribuição que alguém pode oferecer.
Contribuindo: Além de orar, você também pode contribuir para a confecção de caixinhas e a manutenção de folhetos.
Sendo um Parceiro: A Grande Comissão diz que todo cristão deve proclamar o Evangelho. Você pode fazer parte da nossa equipe de voluntários.
Nos laços do Calvário que nos une,
Pr. Luciano Paes Landim
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Somente a Escritura
Publicarei aqui um estudo realizado a partir de pesquisas na Bíblia MacArthur e no livro "Mensagens Selecionadas" de Hernandes Dias Lopes.
Leitura bíblica: Jo 17.17
Considerações Preliminares:
1. Todas as doutrinas e ensinos estranhos à Escritura devem ser rejeitados.
2. A Bíblia é a voz de Deus em linguagem humana.
3. Os reformadores reafirmaram a supremacia da Escritura sobre a tradição.
4. “A Escritura é a escola do Espírito Santo na qual nem se tem deixado de pôr coisa alguma necessária e útil de conhecer, nem se ensina mais do que é preciso saber” (João Calvino).
Introdução:
O propósito das Sagradas Escrituras:
1. Regenerar (Tg 1.18; 1Pe 1.23).
2. Vivificar (Sl 119.50,93).
3. Esclarecer (Sl 119.130).
4. Santificar (Jo 17.17; Ef 5.26).
5. Produzir fé (Jo 20.31).
6. Sustentar a vida (Dt 8.3; Mt 4.4).
7. Promover crescimento na graça (1Pe 2.2).
8. Admoestar (Sl 19.11; 1Co 10.11).
9. Consolar (Sl 119.82; Rm 15.4).
I. Inspiração (2Tm 3.16):
1. Toda a Escritura é inspirada por Deus.
2. Ela não é fruto da lucubração humana, mas da revelação divina.
3. Nenhum homem ou igreja tem autoridade para acrescentar a ela coisa alguma ou dela retirar sequer uma palavra.
II. Autoridade (Is 8.20):
1. A Bíblia é a suprema autoridade em questão de fé e conduta.
2. Nenhum dogma ou experiência pode ser aceito se não tiver base na Palavra de Deus.
3. A Bíblia não tem uma opinião ou uma palavra sobre as questões vitais que aborda, mas a verdade última, final e absoluta.
III. Inerrância (Jo 10.35):
1. A Bíblia não contém erros.
2. Ela é infalível em sua mensagem e inerrante em seu conteúdo.
3. O Senhor Jesus foi categórico quando afirmou: “... a Escritura não pode falhar” (Jo 10.35).
IV. Suficiência (2Tm 3.16,17):
1. A Bíblia é absolutamente suficiente para nos ensinar, exortar e equipar para conhecermos a vontade de Deus e obedecê-la.
2. Buscar outros meios fora da Escritura, como profecias, revelações, sonhos e visões, está em total desacordo com o ensino da própria Escritura.
3. Não podemos aceitar a autoridade da Bíblia e ao mesmo tempo corrermos atrás de outras fontes para conhecermos o que Deus tem para nós.
Conclusão:
Atitudes que o cristão deve ter para com a Bíblia:
1. Meditá-la (Js 1.8).
2. Praticá-la (Mt 7.24-27).
3. Pregá-la (Mt 28.19-20).
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O dia em que o meu coração quase parou
08 de outubro de 2009. O dia que nunca esquecerei. Numa tarde funesta, algo que meus irmãos e eu jamais esperaríamos. Uma notícia nada agradável. O ônibus da empresa TRANSPIAUÍ, depois de sair da rodoviária de Brasília às 12h45min, com destino a São Raimundo Nonato, Piauí, chegando ainda a Formosa, Goiás, colide de frente com uma carreta. Na primeira poltrona estava minha querida mãe. Minha rainha, minha heroína, criatura e beleza desenhada por Deus. Isso que faço agora (... escrever) é somente em momentos especiais. Isso era o que eu fazia para orgulhá-la, por ter um filho que ama escrever. Só que dessa vez, para noticiar (desabafar) a dor que sinto no peito. Foi nessa data que o Dono da vida predestinou para fazê-la dormir na terra e acordá-la no paraíso. Ela não suportou os ferimentos. Antes de desembarcar, ela pediu ao meu cunhado para levá-la à igreja para entregar o precioso dízimo e pedir ao pastor que orasse por ela. Satisfeita, com o dever cumprido, cheia de prazer, juntamente com a minha tia, Cidinha, entra no ônibus com destino à eternidade. Cidinha ainda está conosco, mas minha mãezinha encontra-se agora com meu Jesus.
Confesso que nunca conheci uma mulher tão fiel, submissa e temente a Deus como a minha mãe. Mulher de valor e exemplo que jamais esquecerei. Mulher que criou e educou 06 filhos na lealdade e honestidade. Generosidade e hospitalidade são as principais virtudes que Deus a agraciou. O maior legado que nos deixou foi a humildade e simplicidade. Brandura tão rara no mundo em que vivemos...
O meu coração chora e geme. Não de sofrimento inútil. Mas de saudades que sinto. Sei que sua palavra na hora da morte é mais um exemplo de fé que nos deixou. Ela disse aos seus socorristas, quando estava presa nas ferragens: “Ajudem-me! Estou sentindo muita dor. Mas estou com Deus!” Expressão essa que me enche de orgulho de ter tido a melhor e a mais bela mãe do mundo!
Alegro-me em saber que Deus é Soberano e tem o controle de tudo nas mãos. Ele que planta e colhe as flores que plantou. Ele que todo dia escolhe as melhores pessoas na terra para levá-las para seus braços. A morte do justo é preciosa aos olhos do Senhor. Agrada a Deus chamar os seus. Como disse um amigo, nesse dia de lágrimas, ao mandar uma mensagem para o meu celular: “Com a morte, a vida atinge seu ápice: a ressurreição em Cristo!” Glória a Deus!
Portanto, não digo à minha mãe que amanhã será devolvida ao pó: Adeus. Mas digo: Até breve! Pois um dia nos encontraremos nos braços do Pai. O lugar que nos foi preparado antes da fundação do mundo. Louvado seja Deus por ter me dado, para ser minha mãe, a mais linda e perfeita das criaturas. Obrigado dona-Rai (Raimunda Paes Landim) que nos deu tantas alegrias e que nos deixa tantas saudades! Beijos...
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
Confesso que nunca conheci uma mulher tão fiel, submissa e temente a Deus como a minha mãe. Mulher de valor e exemplo que jamais esquecerei. Mulher que criou e educou 06 filhos na lealdade e honestidade. Generosidade e hospitalidade são as principais virtudes que Deus a agraciou. O maior legado que nos deixou foi a humildade e simplicidade. Brandura tão rara no mundo em que vivemos...
O meu coração chora e geme. Não de sofrimento inútil. Mas de saudades que sinto. Sei que sua palavra na hora da morte é mais um exemplo de fé que nos deixou. Ela disse aos seus socorristas, quando estava presa nas ferragens: “Ajudem-me! Estou sentindo muita dor. Mas estou com Deus!” Expressão essa que me enche de orgulho de ter tido a melhor e a mais bela mãe do mundo!
Alegro-me em saber que Deus é Soberano e tem o controle de tudo nas mãos. Ele que planta e colhe as flores que plantou. Ele que todo dia escolhe as melhores pessoas na terra para levá-las para seus braços. A morte do justo é preciosa aos olhos do Senhor. Agrada a Deus chamar os seus. Como disse um amigo, nesse dia de lágrimas, ao mandar uma mensagem para o meu celular: “Com a morte, a vida atinge seu ápice: a ressurreição em Cristo!” Glória a Deus!
Portanto, não digo à minha mãe que amanhã será devolvida ao pó: Adeus. Mas digo: Até breve! Pois um dia nos encontraremos nos braços do Pai. O lugar que nos foi preparado antes da fundação do mundo. Louvado seja Deus por ter me dado, para ser minha mãe, a mais linda e perfeita das criaturas. Obrigado dona-Rai (Raimunda Paes Landim) que nos deu tantas alegrias e que nos deixa tantas saudades! Beijos...
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MISSIO DEI
Em 1876, Don Capricio, bispo católico romano, ministrava a palavra inicial na convenção regional hospedada em Taranto, sul da Itália, quando afirmou que “A Missio Dei, pela sua supremacia bíblica, dispensa a Missão da Igreja. Somos apenas contempladores das maravilhas do Deus que faz”. Apesar da ênfase deísta, esta teoria é contestada. Teoria esta que se apoderou etogenicamente da consciência cristã pós-moderna. A Igreja não é um membro contemplativo do Reino de Deus, excluída da Missio Dei e chamada a ser exangue, alienada, sem vida e sem paixão. Ela é parte do projeto de redenção escrito pelo Senhor para a salvação de todo aquele que crê. Don Capricio, entretanto, não se distancia muito da irregular tendência cristã atual, que tenta incluir-se nas bênçãos do Evangelho e auto-excluir-se de sua prática: a antibíblica vontade de ver a terra arada sem pôr as mãos no arado, e de pregar o Evangelho sem crer na possibilidade do sacrifício.
O Autor, Realizador e Consumador da missão é o Deus Trino. O centro da missão é o próprio Deus, pois Ele é um Deus Missionário. Assim, a visão que a Igreja deve ter é a visão que a missão é da Trindade. Ela é a verdadeira protagonista da missão. A Igreja é coadjuvante. Ela não tem missão própria. Por sua graça, Deus a inclui na sua missão. Nesta missão a Igreja não está sozinha. Jesus não a deixou órfã. O Pai e o Filho enviaram o Espírito à Igreja para garantir o sucesso da Missio Dei. Assim, a Igreja deve proclamar o Evangelho em cada geração, sem discriminação racial, social ou cultural para a glória de Deus.
Devemos rogar ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.38).
O mundo precisa de melhores apologetas, mais profetas, bons pastores, mas a nossa oração deve ser que, sobretudo, Deus mande mais e melhores missionários aos campos não alcançados, sejam próximos ou distantes.
Sem fidelidade da nossa parte nenhuma obra missionária pode prosperar. Missão é a chamada para anunciar o senhorio de Jesus Cristo. Uma igreja que tem visão missionária é, antes, uma igreja que proclama a glória de Deus. É uma igreja que legitimamente glorifica a Deus, que ama, que está voltada para fora de si mesma, que expressa a todos os demais o amor redentor de Deus de forma concreta, visível e vivencial.
Deste modo, nas Escrituras Sagradas, é Deus quem atribui aos homens o desempenho e o poder de levar Sua mensagem ao mundo. A missão acontece quando a Igreja sai de si, indo além de sua vida interna, e testemunha o Evangelho ao mundo.
Deus determinou os seus servos não só para encontrar, mas para trazer de volta a Ele os que se haviam perdidos. Só é missão quando:
1. A ovelha que se desviou volta para o rebanho (Lc 15.3-7);
2. Quando os convidados do grande Rei estão sentados à mesa do banquete (Mt 22.1-14);
3. E quando o filho que se distanciou se encontra reintegrado na família (Lc 15.11-32).
A Igreja foi criada para glorificar e anunciar a glória de Deus. Existi para Deus. A principal missão da Igreja, portanto, não é a evangelização, nem filantropia; mas a adoração ao Senhor. E a chave para a verdadeira adoração não é o homem, mas Deus. Esta adoração é uma realidade vivencial. Não é um tempo reservado para Deus, mas tudo para a glória de Deus. O apóstolo Paulo diz: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
A Igreja tem como missão ser. Ela é. Tudo que ela faz por palavras e ações são para a glória de Deus. Ela não existe para si e nem para o mundo. Ela existe para a glória de Deus. A missão dela é Deus. É promover a Sua glória.
Qual é a missão da Igreja? A resposta está numa única palavra, que na verdade é tudo: Deus.
Fica uma indagação: Como pode a Igreja querer servir ao Senhor da glória e ignorar as multidões que não estão glorificando o Senhor?
Para a glória de Deus, a Igreja deve proclamar o Evangelho aos pecadores.
Soli Deo Gloria.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
Assinar:
Postagens (Atom)
LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”
Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...
-
Disciplinas: - Introdução à Missões - Bases Bíblicas de Missões - O Desafio Missionário Mundial - A Igreja Local e Missões - História ...
-
Sou de naturalidade brasiliense, porém, sou filho de piauienses. Confesso que amo muito Brasília, apesar de tantos criticarem a política de...
-
“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samari...



