sábado, 18 de fevereiro de 2012

ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA (Parte 03)

INTRODUÇÃO: Quantas igrejas existem em sua cidade? Biblicamente, apenas uma. Existe somente um corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai (Ef 4.4-6; 1Co 12.12). John Stott afirmou: “A unidade da igreja é tão indestrutível quanto a unidade do próprio Deus. Dividir a igreja é tão absurdo quanto dividir o próprio Deus”. Ou seja, se as igrejas esperam evangelizar integral e transformadoramente as cidades, elas precisarão se unir e formalizar coalizões que expressem sua visão de Reino. Esta unidade, no entanto, opera também com diversidade. 

DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS: Oportunidades sem conta são perdidas porque não temos folhetos na hora certa. Devemos ter folhetos no emprego, em casa, na bolsa ou carteira, etc. Devemos distribuir folhetos em feiras, rodoviárias, escolas, universidades, etc. 

O ENVIO DE CARTAS E LITERATURAS PELOS CORREIOS: É uma forma de enviar convites pessoais, para participarem da programação da igreja, aos visitantes ou interessados que permitiram serem cadastrados. Também é uma forma de evangelizar através de literaturas: Bíblias, porções da Bíblia, livretos, folhetos evangelísticos, etc. 

TELE-EVANGELISMO: As ligações telefônicas deverão ser breves e terão por objetivo: mostrar o interesse da igreja pela pessoa contatada; convidar para os cultos da igreja; orar pela pessoa e sua família; anotar o pedido de oração do contatado. Quando entrar a secretária eletrônica, o “tele-evangelista” deixará uma breve mensagem gravada, a fim de aproveitar a ligação. 

ENVIO DE E-MAILS: Através do cadastro dos visitantes será possível enviar e-mails com mensagens bíblicas. Podem-se enviar e-mails como convites, quando houver programação especial na igreja: Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia da Mulher, Encontro de Casais, etc. 

AÇÃO SOCIAL: “... partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46). “A vida não me é mais preciosa que o laço sagrado que a liga ao bem estar público de nossa cidade” (João Calvino). A ação social cria pontes para a evangelização. Evangelização e ação social são os dois lados da mesma moeda. Devemos criar escolas, creches, orfanatos, casas de recuperação, hospitais, faculdades, etc. 

CONCLUSÃO: A igreja contemporânea precisa levar mais a sério a evangelização integral das cidades. Ela deve influenciar decisivamente a cultura e impactar o processo histórico das nações. Tudo isso só é possível com uma teologia mais vigorosa, a busca constante por uma visão saudável de mundo, a contribuição de cada igreja local para a transformação da sociedade e, fundamentalmente, mostrando suas marcas indeléveis, exercendo suas funções biblicamente, e atuando com plantação e revitalização de igrejas saudáveis. 

Nos laços do Calvário que nos une,
Pr. Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Sustento Missionário, Um Sacrifício Financeiro

“Se Deus quer a evangelização do mundo, mas te recusas a sustentar as missões, então opões-te à vontade de Deus.” Oswald Smith INTRODUÇÃO A Bíblia diz que a contribuição não é um peso, mas uma graça. Graça é um dom imerecido: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia” (2Co 8.1). A contribuição não é somente alguma coisa que apresentamos a Deus, porém, principalmente, uma graça que Deus concede a nós. Deus nos dá o privilégio de sermos parceiros no grande projeto de evangelização do mundo e assistência aos santos. A contribuição é uma semeadura e o dinheiro é uma semente. A sementeira que se multiplica é a que semeamos e não a que comemos. Quando semeamos com abundância, colhemos com abastança: “E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (2Co 9.6). 1. A DIFICULDADE MISSIONÁRIA DA IGREJA: Alguém disse que os jovens gastam mais com refrigerantes do que com a obra missionária, que as mulheres gastam mais com cosméticos do que com a obra missionária, que os homens gastam mais com sua bebida preferida ou seu esporte favorito do que com a obra missionária e que muitos gastam mais com o veterinário do seu cãozinho de estimação do que com a obra missionária. A dificuldade missionária da igreja não é carência de recursos, mas de uma mordomia, administração, certa dos recursos financeiros dados pelo Senhor. 2. DOIS OBSTÁCULOS POSTOS NA OBRA MISSIONÁRIA: Segundo Arival Dias Casimiro, sempre que uma igreja local é chamada para investir em missão dois obstáculos são postos: 1. “O que arrecadamos é pouco e mal dá para atender às nossas necessidades”. 2. “A nossa igreja é pobre e não tem recursos para investir em missão”. Biblicamente falando, não há qualquer base para estes dois argumentos. Quando o Espírito Santo age em uma igreja local as finanças da mesma são apreciadas puramente para demonstrar o amor de Deus por meio do auxílio aos necessitados: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum... Porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” (At 4.32,34,35). É o Espírito de Deus quem desperta a solidariedade na igreja. Lembremos que Ele não precisa de dinheiro para agir. Não é Deus quem precisa de dinheiro. Nós é que recebemos bondosamente a graça de poder contribuir para o Reino de Deus. Deus é o Dono dos nossos bens, por conseguinte, Ele independe dos nossos recursos materiais. O problema que existe hoje é que somos diferentes dos cristãos do primeiro século. Na Igreja Primitiva os crentes contavam o testemunho assim: “Antes de sermos cristãos tínhamos casas e fazendas, e agora que somos convertidos a Cristo vendemos tudo e distribuímos aos pobres”. Hoje em dia, o que falamos é o oposto: “Antes de sermos cristãos não tínhamos casa nem carro, agora que somos crentes temos casa e carro”. O testemunho que deve ser proclamado é o da mensagem da cruz, o Evangelho de Deus. 3. A IMPORTÂNCIA DE CONTRIBUIR PARA O SUSTENTO MISSIONÁRIO: É triste ouvir testemunhos de missionários que estão passando necessidades por negligência e descuidos de alguns que se dizem serem filhos de Deus. No entanto, são mercenários que roubam a Deus. Também é uma aflição vê o dinheiro ser gasto com e em coisas supérfluas. Sabemos que os dízimos e as ofertas são para manterem a casa do tesouro (os obreiros) e não para construir “palácios e castelos”, sendo que todos eles serão destruídos e que Deus não habita neles, mas, nos seres humanos . Segundo At 20.35 todo missionário deve ser o primeiro a ofertar, todo contribuinte na obra missionária é abençoado e todo recurso ofertado deve ser aplicado para suprir necessidades: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”. Apesar da negligência de alguns, Deus ainda providencia os recursos necessários para o sustento da obra missionária. A obra de Deus não para. Ela avança. 4. DEUS PROVIDENCIA OS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA A OBRA MISSIONÁRIA: Deus é tão gracioso que quando a igreja vive em obediência missionária, investindo em missão, Ele providencia os recursos materiais necessários: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Fp 4.18-20). Assim, Paulo demonstra que o poder que atua com eficiência na igreja é o poder do Espírito Santo e não do dinheiro. Aqui está um alerta: Deus julga nossas ofertas pela nossa motivação e não pela soma ofertada. Portanto, tenhamos cuidado com a maneira como ofertamos a Deus (ver At 5.1-11). 5. O SUSTENTO MISSIONÁRIO DE PAULO: O apóstolo Paulo nos motiva a contribuir para a obra de Deus: a) Mesmo quando as circunstâncias estão difíceis: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.” (2Co 8.1,2); b) Pela graça de contribuir: “Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos” (2Co 8.3,4); c) Seguindo o exemplo de Jesus (ver 2Co 8.5-9); d) Pela fé (ver 2Co 8.13-24). Agora, analisemos o sustento missionário de Paulo: a) Empregou-se de uma profissão alternativa (fazedor de tendas) para alçar o seu sustento para não escandalizar os irmãos de Corinto. Hoje, “fazedor de tendas” é o nome que se dá aos profissionais liberais que são enviados como voluntários para oferecerem serviços sociais às populações necessitadas nos países onde ser cristão ainda é crime. É uma solução usada para colocar legalmente um missionário num país desses; do contrário, ele nunca poderia ser aceito; b) Paulo e Barnabé foram enviados pela igreja de Antioquia e esta deve tê-los sustentado (ver At 13.1-4); c) Paulo afirma que recebeu ajuda da igreja filipense: “pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora” (Fp 1.5; ver 4.15-18); d) Paulo expõe que recebeu igualmente ajuda de outras igrejas macedônias: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (2Co 8.1-3); e) Paulo estimulou a igreja dos coríntios a contribuir: “o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós” (2Co 8.6); f) Paulo pensava que a igreja de Roma pudesse ajudá-lo em seu trabalho missionário na Espanha (Rm 15.2-24). Observemos, agora, o sustento financeiro em Filipenses 4.10-20. Lendo esta referência bíblica notaremos os princípios de contribuição financeira para a igreja. Lembremo-nos de que os irmãos filipenses se mostraram tão generosos, em seu apoio financeiro, que o missionário Paulo tinha tudo com abundância: a) A igreja deve estar associada ao missionário: “Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros” (14,15). b) A igreja deve cuidar e suprir as necessidades do missionário: “porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” (16). c) A igreja deve entender o princípio financeiro de Deus: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (19). d) A igreja deve saber que a oferta missionária agrada a Deus: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus (18). e) A igreja deve saber que a oferta missionária resulta em glória a Deus: “Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (20). 6. PADRÕES GERAIS DE SUSTENTO MISSIONÁRIO EM ALGUNS PAÍSES: Observemos agora alguns padrões gerais de sustento missionário em outros países citados pelo missionário Ronaldo Almeida Lidório: a) No noroeste africano as pequenas igrejas tribais plantam campos de arroz coletivamente. Quando 5 ou 6 campos são plantados eles separam o melhor deles para “missões”. O arroz produzido naquele campo é vendido e enviado a crentes que habitam em outras tribos com o intuito de levar ali o Evangelho. b) No sul da Índia há o costume de famílias de missionários serem “adotadas” por um grupo de famílias de uma determinada região que os sustentam de acordo com o seu padrão médio de vida. c) Na China vários crentes separam uma árvore em seu pomar, um dia de trabalho por semana ou uma galinha em seu galinheiro cujo lucro é destinado ao trabalho missionário. d) Na Indonésia algumas aldeias criaram o “dia da oferta” e todos naquele dia trazem parte da colheita a fim de enviarem aos seus missionários. e) Em Portugal uma pequena igreja no Porto desenvolve um projeto escolar no templo ajudando a comunidade local e destinando o lucro para o sustento de projetos missionários nacionais e transculturais. f) Algumas igrejas coreanas defendem a tese de que, havendo fidelidade nos dízimos, a igreja local ver-se-á sempre em condições de sustentar condignamente a obra missionária proposta. 7. COMO DEVEMOS CONTRIBUIR PARA A OBRA MISSIONÁRIA: Lendo as cartas de Paulo aos coríntios veremos que devemos contribuir para a obra de Deus com: a) Alegria: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7). b) Proporcionalidade: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16.2). c) Regularidade: (ver acima 1Co 16.2). d) Sacrifício: “Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus” (2Co 8.3-5). 8. FAZENDO O MAIOR INVESTIMENTO DO MUNDO: Contribuir para missão é fazer o maior investimento do mundo, é ajuntar tesouros no céu: “mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6.20). Precisamos contribuir para a obra missionária, afinal, “os que anunciam o evangelho que vivam do evangelho” (1Co 9.14). Missão é tarefa da igreja, portanto, devemos investir tudo o que somos e tudo o que temos na evangelização dos pecadores. Se não for assim, não estamos crendo que seja essa a tarefa da igreja. Se amamos as pessoas que não têm Jesus, precisamos contribuir para missão. Alguém disse: “Podemos dar sem amar, porém não podemos amar sem dar”. É pasmoso pensar, e muito menos aceitar, a triste e deprimente realidade de que os crentes brasileiros gastam mais com Coca-Cola do que com aquilo que dizem acreditar: Missão. Hudson Taylor disse: “A obra de Deus, feita segundo a vontade de Deus, no tempo de Deus, tem os recursos de Deus”. Mas é lamentável que ainda não estamos usando o potencial que temos como igrejas para o sustento de nossos missionários. Precisamos despertar para a sustentação financeira da obra missionária. O apoio financeiro de missões deixará de ser um problema quando a paixão pelos perdidos arder no coração da Igreja. Russel Shedd afirma: “O envolvimento das igrejas do Brasil em missões é ainda pequeno. No Congresso Brasileiro de Missões 1993 foi afirmado que a contribuição de cada crente era R$1.30 por ano. Temos em torno de um missionário para 10.000 crentes. Este quadro mudará radicalmente se Deus nos der uma visão nova que levantará centenas de candidatos para a obra transcultural. O temor que não teremos dinheiro suficiente para nossas necessidades locais para abençoar as nações evaporará. O temor que os nossos jovens não terão a coragem e perseverança para enfrentar os desafios tremendos que o missionário transcultural tem de enfrentar desaparecerá. O temor que o alto custo do envio e manutenção de obreiros não trará um retorno compensador entre os povos não-alcançados esvanecerá. O temor dos pais de orar para que seus filhos se ofereçam para missões diminuirá. Em fim, a promessa feita a Abraão e repetida por Jesus se cumprirá e Ele voltará para galardoar os seus destemidos servos”. CONCLUSÃO Portanto, o que se pode concluir é que: 1. O sustento financeiro de missão é uma responsabilidade básica e contínua das igrejas locais em todo lugar. 2. Que os missionários não devem ter que “implorar” por apoio, pois esta atividade deve ser natural da igreja local. 3. O sistema de apoio deve permitir que os missionários utilizem o máximo de seu tempo e energia no trabalho missionário e todo trabalho missionário é “uma obra de fé”, do começo ao fim. 4. Todo cristão deve ser um ofertante fiel na obra missionária. 5. Toda oferta deve ser vista como um privilégio da graça de Deus. 6. Deus não precisa da minha oferta, mas sou eu que preciso contribuir. 7. Generosidade nasce em momentos de escassez. 8. A maneira bíblica de aumentar a arrecadação da nossa igreja é investindo em missões. “Contribui de acordo com tua renda para que Deus não torne a tua renda segundo a tua contribuição.” Peter Marshall Nos laços do Calvário que nos une, Rev. Luciano Paes Landim. www.lucianopaeslandim.blogspot.com Bibliografia A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. Casimiro, Arival Dias. (2009). Plante Igrejas: princípios bíblicos para plantação e revitalização de igrejas. Santa Bárbara d’Oeste, SP: SOCEP Editora Editora Cristã Evangélica. Missões, o Grande Desafio Continua. (Ano XXIV, Nº 2). São José dos Campos, SP. Fábio, Caio. (1997). Uma Graça Que Poucos Desejam. Rio de Janeiro, RJ: VINDE. Lidório, Ronaldo Almeida. (2007). Restaurando o Ardor Missionário. Rio de Janeiro, RJ: CPAD. Murray, Andrew. (1999). A Chave do Problema Missionário. Camanducaia, MG: Editora Missão Horizontes. Nasser, Antonio C. (2004). A Igreja Apaixonada Por Missões. São Paulo, SP: Abba Press. Prado, Oswaldo. (2001). Do Chamado ao Campo. São Paulo, SP: Editora Sepal. Queiroz, Edison. (1998). Administrar Missões. São Paulo, SP: Vida Nova. _____________ (1999). A Administração das Finanças na Obra Missionária. Curitiba, PR: Editora Descoberta. _____________ (1999). O Melhor Para Missões. Curitiba, PR: Editora Descoberta. _____________ (2009). A Igreja Local e Missões. São Paulo, SP: Vida Nova. Revista Educação Cristã. (Volume X). A Igreja Local e Missões. Santa Bárbara D’Oeste, SP: SOCEP.

AS VÁRIAS FACES DA DOENÇA

Jesus Cristo dedicou boa parte do seu ministério aos enfermos. Os Evangelhos contêm numerosos relatos sobre curas que Jesus efetuou. Jesus é a esperança dos desesperados. Ao realizar diversas curas, mostrou as várias faces das enfermidades: 1ª Face: Existem casos em que o pecado gera a doença. Veja dois exemplos onde o pecado está relacionado profundamente com a enfermidade: a) O paralítico de Betesda: “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não pequeis mais, para que não te suceda coisa pior” (João 5.14, ARA); b) O paralítico em Cafarnaum (conferir Lucas 5.17-26). Observe que Jesus somente curou suas pernas depois de perdoar-lhe os pecados. 2ª Face: Existem casos em que tanto a doença quanto a morte não decorrem de um pecado específico, mas concorrem para a glória de Deus. Exemplos: a) O cego de nascença: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9.3, ARA); b) A grave enfermidade de Lázaro que posteriormente sucumbiu em morte: “Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado” (João 11.4, ARA). 3ª Face: Algumas vezes Jesus cura em resposta à fé do doente. Vejamos a questão da fé relacionada intimamente à enfermidade. Exemplos: a) O caso da mulher que sofria de um fluxo de sangue: “porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada” (Mateus 9.21, ARA); b) O leproso que apenas perguntou se Jesus queria curá-lo: “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Mateus 8.2, ARA); c) Em outras ocasiões é denunciado abertamente o seguinte: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mateus 13.58, ARA). Por outro lado, em algumas ocasiões Jesus curava tão soberanamente que mesmo um pai que clamava por seu filho, admitindo sua falta de fé, não impediu a manifestação do poder de Deus: “E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Marcos 9.24, ARA). Há registro de um caso em que a ação soberana de Jesus independeu da fé do enfermo, de amigos ou parentes, como no caso de doença ou deformação causada por espírito maligno (conferir Lucas 13.10-17). Finalmente, houve casos em que havia uma fé autêntica e não havia cura. Foi o caso do apóstolo Paulo que tinha um “espinho na carne” (embora o texto não diga claramente que o espinho na carne fosse uma doença); algo que o atormentava tanto quanto a dor dilacerada de um espinho na carne, mas para o apóstolo, era suficiente a graça de Deus: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12.7-10, ARA). Nos laços do Calvário que nos une, Rev. Luciano Paes Landim. Texto extraído do livro "Quando Deus Decide Não Curar", 2ª Edição.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Missão: O Tempo é Agora!

Observamos na Bíblia a urgência: “Escolhei hoje a quem sirvais... Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (grifo nosso, Js 24.15). “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação: eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação” (grifo nosso, 2Co 6.2). Pregar o Evangelho é a nossa missão (Mt 28.19,20). Mesmo que os outros não queiram ir, devemos partir. Devemos anunciar a Palavra de vida mesmo que os recursos sejam poucos ou que haja obstáculos. Necessitamos obedecer a voz do Mestre usando os meios disponíveis, caso contrário, estaremos cometendo pecado de desobediência. Verdadeiramente, a seara é grande e poucos são os ceifeiros (Mt 9.37). Entretanto, fomos salvos, chamados e escolhidos para exercer o maior ofício que alguém pode ter na Terra: o trabalho de um missionário. Legitimamente, somos privilegiados por sermos cooperadores de Deus no projeto de redenção. Pois, levando a sério a vocação missionária da Igreja, experimentaremos as grandes riquezas do nosso Senhor. A Igreja não é decorrência da ação humana. A sua procedência é divina. Foi Jesus quem disse: “... edificarei a minha igreja...” (Mt 16.18). Jesus Cristo é o Dono e Edificador da Igreja. Portanto, a missão de proclamar a mensagem do Evangelho foi conferida à Igreja. No entanto, quando isto não acontece, ela não tem o direito de ser chamada de “Igreja de Jesus”. Se realmente fomos alcançados pela graça salvadora de Deus, devemos evidenciá-la através da nossa obediência ao mandamento do IDE: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15; At 1.8). Sendo que a nossa missão é fazer discípulos para Cristo. Deste modo, teremos a grande recompensa. Nos laços do Calvário que nos une, Rev. Luciano Paes Landim

domingo, 29 de janeiro de 2012

A NECESSIDADE DE EVANGELIZAÇÃO BÍBLICA


É preciso que compreendamos a seriedade e a necessidade de uma vida cristã saudável com uma profunda paixão pela evangelização bíblica e cristocêntrica. Para evangelizar é preciso que antes sejamos cristãos. O que é ser cristão? Cristão é alguém que foi perdoado de seu pecado e reconciliado com Deus, por meio de Jesus Cristo. Evidenciamos ao mundo que somos cristãos e fomos transformados, não primariamente porque decoramos versículos bíblicos, oramos antes das refeições, damos o dízimo de nosso salário, usamos camisetas com frases bíblicas, colocamos adesivos em nossos carros do tipo “nas mãos de Deus”, “propriedade exclusiva de Deus” ou “a serviço do Rei”, ou quando ouvimos estações de rádio evangélicas. Demonstramos que somos cristãos quando mostramos de modo crescente uma disposição de suportar, perdoar e amar os inimigos. Confirmamos que somos cristãos quando refletimos o caráter de Cristo em nós de maneira que a nossa vida glorifica a Deus. Todo ser humano que recebeu vida em Cristo e o poder do Espírito Santo é chamado a exprimir o caráter e a glória de Deus a todo o mundo, testemunhando em atos e palavras a grande sabedoria de Deus e a sua obra de salvação. Assim, o nosso caráter de cristão (evangelista) se expressa nas mensagens que pregamos. Cada cristão prestará contas se e de como pregou o Evangelho aos perdidos. Se você diz ser cristão, mas não proclama o Evangelho, preocupa-me o fato de que você pode estar indo para o inferno. A tarefa do cristão é ouvir a Palavra de Deus e, depois, ecoá-la. Ou seja, o grande desafio que temos em nossos dias não é descobrir como podemos ser relevantes ou estratégicos, mas descobrir como ser fiel: ouvir e obedecer as Escrituras. A verdade é que muitas de nossas igrejas precisam ser evangelizadas. As mesmas não sabem o que é o Evangelho de Jesus Cristo. E, portanto, não manifestam ao mundo como o nosso Deus é santo e amável nem testemunham a maravilhosa glória de Deus porque ainda não o conhecem. Muitos estão pregando hoje todo tipo de coisas, menos o Evangelho. Tanto os pastores como os membros da igreja têm de se comprometer em evangelizar, porém, antes conhecer o Evangelho. Existem muitos pregadores que procuram tornar suas pregações mais relevantes e convenientes, comprometendo assim a essência da mensagem do Evangelho. São pessoas que ainda não entenderam a nossa suficiência em Cristo. Eles tentam ser mais sábios do que Deus. Não devemos seguir esse caminho. Somente o Espírito Santo efetua o novo nascimento no ser humano. A Palavra de Deus, somente a Palavra de Deus, dá vida. A autoridade do evangelista começa e termina nas Escrituras. Isto significa que o evangelista tem autoridade somente quando fala a Palavra de Deus. A Bíblia é a autoridade e a própria mensagem na vida do evangelista. O ministério de um evangelista tem de ser caracterizado pela forma prática de submissão à Palavra de Deus. O compromisso de evangelizar é um compromisso de obedecer a Palavra de Deus. Evangelizar é pregar a salvação tão somente pela obra de Jesus Cristo. O Evangelho não é a declaração de que tudo está bem conosco, nem de que Deus é amor, nem de que Jesus quer ser nosso amigo. O Evangelho não é a mensagem de que Deus tem um plano e um propósito maravilhoso para nós. O Evangelho é as boas novas de que Jesus morreu na cruz como um sacrifício vicário, em favor dos pecadores, e ressuscitou, estabelecendo o meio de sermos reconciliados com Deus. É a mensagem de que o Juiz se torna Pai, se tão somente nos arrependermos. Evangelho é a nova de boas novas. Portanto, devemos evangelizar porque Deus diz em sua Palavra que devemos fazer isso. Assim a evangelização é caracterizada pelo conteúdo bíblico. Rogo ao Senhor da missão que nós, cristãos, reconheçamos cada vez mais a nossa responsabilidade solene de anunciar somente e todo o Evangelho. 

Nos laços do Calvário que nos une, 
Rev. Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA (Parte 02)


INTRODUÇÃO: Os problemas relacionados com a missão da igreja na cidade exigem uma missiologia urbana. É imprescindível os cristãos tomarem consciência da realidade das cidades e seus desafios. Considerar os fatos bíblicos e os princípios neles presentes, relacionados com missões urbanas é de fundamental importância para a evangelização das cidades. Apreciar os métodos de missões urbanas, hoje adotados, com base nos princípios e modelos bíblicos é dever da igreja que almeja alcançar sua cidade para Cristo. Vejamos algumas estratégias de evangelização urbana: 

CULTOS AO AR LIVRE: Devem-se fazer uma boa divulgação do culto. Devem-se cantar hinos de fácil assimilação. A pregação deve mostrar claramente o plano de salvação em Jesus Cristo. Devem-se cadastrar os visitantes para efetuar uma futura visita ou enviar cartas ou literatura pelos Correios. E distribuir folhetos evangelísticos aos visitantes com a programação dos cultos e o endereço da igreja para um eficiente discipulado. 

EQUIPES DE VISITAÇÃO AOS LARES: Tem por objetivo visitar os crentes faltosos, doentes, visitantes, novos convertidos, etc. Na visita deve-se levar material de apoio: Bíblias, folhetos, livretos, etc. Razões da visitação: encorajamento (1Ts 5.11,14), admoestação (Cl 1.28; 3.16), repreensão aos desatentos (2Tm 3.16,17) e instrução na sã doutrina (2Tm 4.2). 

CADASTRO DE VISITANTES, NOVOS CONVERTIDOS E INTERESSADOS: “Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa” (Lc 14.23). A igreja deve imprimir as fichas para cadastro. A partir daí, em todas as reuniões no templo, nas casas, ao ar livre, etc., equipes de irmãos bem treinados e orientados colherão os nomes dos visitantes, novos convertidos e interessados para futuros contatos. 

PLANTAÇÃO DE IGREJAS: O crescimento das igrejas também acontece quando são iniciados pontos de pregação. Quantas igrejas têm expandido seu trabalho abrindo pontos de pregação em bairros onde residem vários membros ou às vezes apenas uma família, usando como local uma área simples, porém adequada. 

CONCLUSÃO: Portanto, a atividade missionária da igreja deve principiar sempre pelas ruas da sua própria cidade. Assim, o ensaio de elaboração de um projeto de missões urbanas, visando à evangelização das cidades é um grande desafio que cada igreja local deve aceitar. A palavra de Cristo à igreja não é uma opção e nem deve ser objeto de discussão. É uma ordem. É a filosofia de vida da igreja. Missões urbanas é tarefa da igreja. Lembrando que todo trabalho missionário urbano só terá valor se houver uma preocupação séria com o discipulado. Acompanhem nas próximas edições outras estratégias de missões urbanas. 

Nos laços do Calvário que nos une, 
Pr. Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MINHA CIDADE, MINHA MISSÃO



As cidades se apresentam como uma grande fronteira missionária. No mundo inteiro as cidades estão enfrentando uma explosão demográfica. Elas representam o grande desafio para as missões cristãs devido ao seu tamanho, sua influência e suas necessidades. O que acontece nas cidades acaba por afetar uma nação inteira e o mundo caminha na direção que as cidades seguem. A igreja é chamada para ministrar nas urbes.

A igreja contemporânea precisa levar mais a sério a evangelização integral das cidades. Ela deve influenciar decisivamente a cultura e impactar o processo histórico das nações. Tudo isso só é possível com uma teologia mais vigorosa, a busca constante por uma visão benéfica de mundo, a contribuição de cada igreja local para a transformação da sociedade e, fundamentalmente, mostrando suas marcas indeléveis, exercendo suas funções biblicamente, e atuando com plantação e revitalização de igrejas saudáveis. Cada igreja tem a missão de evangelizar pessoas ao seu redor, localizadas na sua própria cidade, bem como o desafio de plantar novas igrejas no seu próprio país e nas demais nações ao redor do mundo.

As cidades oferecem facilidades e dificuldades no que tange à evangelização. Há diferenças, entre evangelizar numa metrópole e num lugar interiorano. As igrejas precisam ter estratégias de trabalho para alcançar as cidades. As necessidades do homem urbano tornam imperativo o estudo de uma teologia e uma práxis de evangelização compatíveis com os princípios e modelos bíblicos. Missões urbanas exigem planejamento, organização e estratégias. Grupos de oração, boa recepção aos visitantes, assistência social, evangelismo através do rádio, televisão, literatura, internet e etc., mais precisamente o evangelismo pessoal, são estratégias que podem e devem ser usadas pelas igrejas que desejam evangelizar a cidade onde estão inseridas.

É necessário a igreja tomar algumas decisões imprescindíveis no que refere à cidade: decidir fazer uma séria pesquisa sócio-demográfica do contexto onde a igreja encontra-se inserida, desenvolver um ministério centrado na comunidade, no ministério do leigo e nos dons do Espírito Santo, saturar a comunidade local com o Evangelho de Cristo, mover-se para fora das quatro paredes da igreja local, proclamar o Evangelho pela voz e pela vida, testemunhando em palavras e em obras, na missão integral da igreja, mover-se para frente, mas somente em unidade, jamais barganhar o Evangelho da graça em nenhuma circunstância e decidir executar seriamente a tarefa da Grande Comissão (Mt 28.19-20).

A conversão de indivíduos à fé cristã, sua busca e transformação operados pela ação do Espírito Santo, se dá apenas mediante a pregação da Palavra de Deus e a aplicação interna desta feita pelo Espírito Santo. Portanto, faz-se necessário estudar a população ao redor da igreja, e na sabedoria do Espírito Santo, escolher os métodos, estabelecer as estratégias, lembrando sempre que a oração precede a ação, e indispensavelmente, precisa de ousadia, entusiasmo e sabedoria.

Portanto, aqueles que desejam evangelizar a cidade devem aprender a amar a cidade, conhecer a cidade, aprender a apreciar o corpo de Cristo existente na cidade, condoer-se pela cidade e possuir uma paixão por evangelização profunda e genuína. A cidade está de cabeça para baixo, precisamos virá-la de cabeça para cima, com o poder do Evangelho de Jesus Cristo. Missões urbanas não é tarefa apenas do pastor, ou de um pequeno grupo da igreja. Missões urbanas é tarefa da igreja. Lembrando que todo trabalho missionário urbano só terá valor se houver uma preocupação séria com o discipulado. Assim, a palavra de Cristo à igreja não é uma opção e nem deve ser objeto de discussão. É uma ordem. É a filosofia de vida da igreja. E o evangelismo pessoal ou testemunho pessoal de vida é a principal chave para o sucesso evangelístico urbano. É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Tornamos o Evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...