terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Revitalização da Igreja Segundo a Bíblia


Incontestavelmente, e mais do nunca, nossas igrejas necessitam experimentar o poder do Espírito Santo agindo nelas e por meio delas de muitos modos visíveis para a glória de Deus, para a edificação dos cristãos e para a transformação da sociedade. Isto só é possível quando verdadeiramente os líderes cristãos aplicam prudentemente os princípios bíblicos ligados à saúde da igreja. Isto é, só é plausível a revitalização de igrejas com o retorno às Escrituras de modo puro, profundo e simples. Somente o Espírito Santo, através da Bíblia, poderá realizar o verdadeiro avivamento.


Igrejas que necessitam de revitalização são aquelas que focalizam-se em programas e não nos princípios que o Senhor designou, em sua Palavra, para a igreja. São aquelas que vivem do passado glorioso, isto é, são saudosistas, mas não tem nenhuma perspectiva no presente nem para o futuro. Têm péssima reputação pública e má reputação na comunidade. Isso tudo porque desviou-se do Evangelho. A solução é o retorno às Escrituras da liderança formada e dos leigos. Somente assim poderá haver evangelismo frutífero e discipulado com base no Evangelho, plantação de igrejas, atos de amor, de misericórdia e de justificação.

Voltar aos fundamentos bíblicos é o caminho para a revitalização de igrejas. Somente isto poderá lançar luz sobre os problemas existentes nas igrejas que precisam de crescimento integral. Os cristãos devem focar a saúde da igreja e deixar Deus cuidar do crescimento. Em Atos 2.42 fala que os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, na oração, no partir do pão e nas orações. Em Atos 2.47 diz que Deus, dia a dia, acrescentava os que iam sendo salvos.

Toda igreja que necessita e busca sua revitalização deve focalizar-se em Jesus Cristo. A preeminência de Cristo (Cl 1.17), o amor de Cristo (2Co 5.14), a cruz de Cristo (1Co 2.2 e a necessidade de permanecer em Cristo (Jo 15.1-8) devem ser enfatizados constantemente em nossas pregações e ensino, bem como nos ministérios da igreja.

A oração tem papel prioritário na revitalização de igrejas. Na oração deve existir o mais puro louvor, a mais pura verdade e sinceridade, e a mais profunda confiança de que Deus é fiel para nos ouvir. As súplicas e petições devem ser permeadas de confiança na soberania de Deus onde são feitas segundo a vontade de Deus.

O papel da pregação anda de mãos dadas com o da oração. O conteúdo da mensagem deve ser a cruz de Cristo. O verdadeiro sermão está centralizado em Cristo. A mensagem deve ser iluminada pelo Espírito Santo e fundamentada unicamente na revelação que os autores bíblicos tiveram quando inspirados por Deus, a Bíblia. A mensagem deve ser útil, relevante, transformadora e capacitadora. Somente a Bíblia é suficiente para tornar o crente “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Pe 1.3). Ela deve ser pregada por homens santos. Isto é, por homens que vivem e falam na presença de Deus, falam à luz do retorno de Cristo, são diligentes na preparação do sermão, são determinados e pacientes, são sérios e diligentes no trabalho e focados no ministério.

Uma igreja que busca revitalização é uma igreja que procura capacitar líderes com o perfil de multiplicador: aprendiz, aproveitador de momentos de aprendizado, ensinador e treinador de outros líderes. Busca e capacita líderes com o caráter de Cristo, que tem bagagem e conteúdo, competência (capacidades ministeriais, habilidades de mentoreamente e administrativas).

A igreja que tá buscando revitalização é uma igreja que entende que a missão da igreja antes é a missão de Deus. Ela procura conhecer e discernir sua missão quando pergunta: quem somos? O que fazemos? Onde fazemos? Como fazemos? Por que fazemos? Ela coloca a sua visão em ação.

Buscar a revitalização de igrejas segundo Deus é evangelizar intencional e constantemente. É evangelizar através de pequenos grupos de maneira confrontal, criativa, dialogal e diversa. É uma igreja que busca auto-disciplina e disciplina.

Algumas estratégias para revitalização de igrejas são: conectar a igreja ao passado; orientar o ministério da Palavra no púlpito, nas classes da escola dominical, em pequenos grupos, no discipulado e em qualquer ministério no Evangelho; enfatizar a formação espiritual, pessoal e familiar saudável; priorizar a oração e o ministério da Palavra; um chamado ao arrependimento; ser uma igreja dirigida pela missão e motivada pela visão; uma igreja organizada em pequenos grupos de discipulado; que multiplica a liderança servidora; faz missões mundiais e compromete-se com a Grande Comissão.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TESTEMUNHO MISSIONÁRIO


Uma equipe de tradução da Bíblia numa tribo na África teve anos de dificuldades em achar uma palavra para expressar "amor." Finalmente ouviram sobre um drama que resolveu o problema. Uma moça e sua amiga estavam voltando pela selva até a aldeia onde o noivo da moça a esperava. De repente ela inventou um teste para ele. Mandou sua amiga na frente gritando, "Leão, Leão!" O noivo saiu correndo para socorrer sua noiva. Quando o missionário ouviu, perguntou: "Como chama o sentimento que levou o noivo a arriscar a sua própria vida para a noiva?" Na resposta veio a solução que procuravam. "Why, ele tinha os seus interesses no seu coração!" Traduziram, em todos os lugares onde aparece "amor,"--"Porque Deus tinha os interesses do mundo no Seu coração. . ."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Experiência de Redenção



Há uma antiga história sobre um grupo de eruditos que estavam discutindo a natureza de um líquido amarelo que se encontrava num prato. Um achava que era mel de abelhas, outro discordava, ainda outro, que era um tipo de azeite. De repente chega uma garota e diz: “É mel de abelhas”. E como o sabe? “Eu provei”. Assim é o Evangelho de Cristo. Por mais humilde que seja, um crente que tenha conhecido o poder transformador de Cristo em sua vida pode relatá-lo. A Bíblia diz “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é..,” (2 Coríntios 5.17).

(Extraído do livro “Cristo na Cidade”, JUERP, p. 42).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Missão: O Tempo é Agora!


Observamos na Bíblia a urgência: “Escolhei hoje a quem sirvais... Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (grifo nosso, Js 24.15). “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação: eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação” (grifo nosso, 2Co 6.2).
Pregar o Evangelho é a nossa missão (Mt 28.19,20). Mesmo que os outros não queiram ir, devemos partir. Devemos anunciar a Palavra de vida mesmo que os recursos sejam poucos ou que haja obstáculos. Necessitamos obedecer a voz do Mestre usando os meios disponíveis, caso contrário, estaremos cometendo pecado de desobediência.
Verdadeiramente, a seara é grande e poucos são os ceifeiros (Mt 9.37). Entretanto, fomos salvos, chamados e escolhidos para exercer o maior ofício que alguém pode ter na Terra: o trabalho de um missionário.
Legitimamente, somos privilegiados por sermos cooperadores de Deus no projeto de redenção. Pois, levando a sério a vocação missionária da Igreja, experimentaremos as grandes riquezas do nosso Senhor.
A Igreja não é decorrência da ação humana. A sua procedência é divina. Foi Jesus quem disse: “... edificarei a minha igreja...” (Mt 16.18). Jesus Cristo é o Dono e Edificador da Igreja. Portanto, a missão de proclamar a mensagem do Evangelho foi conferida à Igreja. No entanto, quando isto não acontece, ela não tem o direito de ser chamada de “Igreja de Jesus”.
Se realmente fomos alcançados pela graça salvadora de Deus, devemos evidenciá-la através da nossa obediência ao mandamento do IDE: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15; At 1.8). Sendo que a nossa missão é fazer discípulos para Cristo. Deste modo, teremos a grande recompensa.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PRECISA-SE DE PASTORES!


No meu primeiro ano de pastorado, ano de 2007, fui convidado a pregar para os pastores da Associação de Pastores Evangélicos de São Sebastião/DF (ASPESS). Lembro-me que uma preocupação pairava em minha mente: o que pregar aos pastores que são mais experientes do que eu? O que falar àqueles que pastoreiam há tanto tempo? Foi então que pensei em Deus como o Supremo e Bom Pastor.

Depois de ter orado fui impulsionado pelo Espírito a pregar fundamentado no Salmo 23. Intitulei a mensagem assim: “O Pastor e o Cuidado Com as Ovelhas”. De tal modo, entendi que mais importante do que minha experiência (ou inexperiência) pastoral é o que a Bíblia nos ensina acerca do cuidado que o Bom Pastor nos proporciona.
Na introdução do sermão mencionei um breve perfil da nossa sociedade: consumista, agressiva, omissa nos valores, oprimida, depressiva, individualista, solitária, competitiva, descartável, ansiosa, temerosa, traumática, abortiva, homossexualista, divorciada, viciada, injusta socialmente, racista, preconceituosa, corrupta politicamente, não sabe o que é amar e necessitada de verdadeiros pastores.

Ao desenvolver a mensagem mostrei sobre o papel distorcido do pastor: engenheiro, mestre-de-obras, contador, médico, administrador, professor, juiz, advogado, motorista, psicólogo, etc.. Mostrei também, baseado no primeiro versículo do Salmo 23 que nada pode faltar às ovelhas: carinho, amor, atenção. No versículo dois falei que os “verdes pastos” significam comida fresca, comida na hora e comida especial para as ovelhas. Ainda no versículo dois expressei que “águas tranquilas” exprimem águas não barrentas, não mortas, mas frescas e de descanso, coisas estas que o pastor deve proporcionar às ovelhas. No versículo três falei sobre o “refrigério” para alma como segurança, confiança e paz que o verdadeiro pastor deve oferecer ao rebanho. Ainda no versículo três discorri a respeito da “vereda da justiça” como o caminho limpo e sem mácula (sem malfeitores). No versículo quatro onde fala sobre o “vale da sombra da morte” disse que o verdadeiro pastor não abandona a ovelha mesmo quando a mesma vai ao vale da sombra da morte; é o mesmo que ter paciência. No versículo cinco que fala sobre um “sinal” sobre a ovelha, “unges a minha cabeça com óleo”, disse que ungir significa separar a ovelha como sinal de propriedade e remissão; e na segunda parte deste mesmo versículo onde fala sobre “cálice transbordante” falei que significa comida e lugar para pousar, alegria. E no último versículo discorri sobre a importância de o pastor ser bom e misericordioso para com as ovelhas, ou seja, conceder a elas viver em seu pasto, curá-la quando doente e corrigi-la quando preciso for.

Ao concluir o sermão mostrei a necessidade de pastores. Pastores que visitem as ovelhas, que as aconselham, que as instruam nas Sagradas Escrituras, que priorizem a pregação pura e simples do Evangelho e que tenham acima de tudo o caráter de Cristo. Mostrei também que existem muitos falsos pastores e lobos disfarçados de ovelhas.

Por algumas vezes usei veementemente a expressão: PRECISA-SE DE PASTORES! Disse que essa declaração deveria está nos classificados, nos outdoors, nas faixas e cartazes. Já pensou na possibilidade de um pastor colocar um anúncio nos classificados oferecendo os seus serviços pastorais? Pondero nesta hora sobre como o apóstolo Paulo anunciaria nos classificados o seu trabalho pastoral. Talvez fosse assim:

PASTOR PROCURA IGREJA
“Homem separado, de meia-idade, com alguns problemas de saúde, itinerante (nunca ficou mais de dois anos em igreja alguma), instigador de polêmicas e até motins, ex-presidiário, procura igreja...”

Qual igreja aceitaria esse currículo? Penso que devemos rever os nossos conceitos acerca do ministério pastoral. Ministério esse que jamais pode ser comparado a uma profissão. Certamente, o apóstolo Paulo é um grande exemplo de pastor. Alguém que não procurou ter “sucesso” ministerial, mas ser fiel ao chamado de Deus. Chamado esse que executou até o fim. Paulo foi preso por causa do Evangelho e não por atos criminais. A mensagem que ele pregava (a mensagem da cruz) causava escândalo para aqueles que não entendiam a salvação. Para ele, o viver era Cristo e o morrer era lucro.
PRECISA-SE DE PASTORES! É o que o mundo clama. O rebanho é muito grande, mas faltam-se pastores que verdadeiramente amem as ovelhas. Pastores dedicados, que sabem o que é prioridade no ministério. Pastores que não se envolvam com as coisas deste mundo, entretanto, prossigam para o alvo que é Cristo.
Com quatro anos de ordenação pastoral, já pude perceber o risco que corremos de inverter as prioridades na obra de Deus. Erwin Lutzer nos ajuda a escolher as muitas opções que confrontam a todos nós no ministério. Acredito ser o perfil que deve atender ao anúncio “PRECISA-SE DE PASTORES!”:

1. Orar é mais importante do que pregar.
2. Pregar é mais importante do que administrar.
3. A família é mais importante do que a igreja.
4. Ser fiel é mais importante do que competir.
5. Amar é mais importante do que ser hábil.

Também concordo com Jaime Kemp quando diz que grande parte dos pastores tem uma amante: a igreja. E penso que é dever do pastor amar a sua esposa, pois a igreja é a amada de Jesus: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sinais da Segunda Vinda de Cristo


Título: Sinais da Segunda Vinda de Cristo
Texto: Mt 24.1-14
Objetivo Geral: Doutrinário
Objetivo Específico: Orarei por aqueles que se disponham renovar a fé na esperança da segunda vinda de Cristo.
Proposição: Devemos estar atentos aos sinais e ao evento da Segunda Vinda de Cristo.
Inquirição: Quais são os sinais da Segunda Vinda de Cristo? O que eles significam?
Sentença de Transição: O texto áureo deste sermão nos dá as repostas para estas indagações.

Introdução:
Passamos do ano 2000! O mundo não acabou. Algumas previsões falharam. Mas, será que um dia o mundo acabará? A Bíblia diz que sim. Assim como existiu um princípio (Gênesis) também haverá um fim (Apocalipse). A grande paz que sentimos reside no fato de que Deus esteve no princípio (ontem), está conosco agora (hoje) e estará no fim (amanhã).

Divisões:

I. Predições de Caráter Particular:
1. A destruição de Jerusalém e do templo (vv. 1,2);
2. Predições feitas num monte escatológico (v. 3).

II. Sinais Gerais:
1. Guerras (v. 6);
2. Fomes (v. 7);
3. Epidemias (7);
4. Ódio e traição (vv. 9,10);
5. Terremotos (v. 7);
6. Falsos profetas (v. 11);
7. Esfriamento do amor e muita infidelidade (v. 12).

III. Sinais Indicadores de Obra Diabólica:
1. Apostasia (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.4 e Lc 18.8);
2. Grande tribulação (Mt 24.21; Mc 13.19 e Lc 21.25);
3. O anticristo:
a) Ele já está no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3);
b) Negando a Cristo (1 Jo 2.22 e 4.2,3).

IV. Os Dois Últimos Sinais:
1. O sinal das trevas (Mt 24.29);
2. O sinal do Filho do Homem (Jo 8.12; Ap 22.16 e Ml 4.2).

Conclusão:
1. Jesus não marcou data para o seu retorno;
2. Ele somente indicou sinais que antecedem à sua volta;
3. O que importa é que estejamos sempre atentos e vigilantes;

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MISSÃO COMO ESTILO DE VIDA

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.”
(Mt 28.19-20)

A obra missionária é, primeiramente, um trabalho do Deus Trino: “Ide... batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19, grifo nosso). Missão é a obra divina que emerge da própria natureza de Deus. O Deus da Bíblia é um Deus que “envia”; eis aí, portanto, o significado da palavra. Ele enviou os profetas a Israel, e enviou seu Filho ao mundo. Este, por sua vez, enviou os apóstolos, os setenta e a Igreja. Enviou também o Espírito Santo à Igreja, e hoje o envia aos... corações. Assim, a missão da Igreja resulta da própria missão de Deus, e nela tem de ser modelada.

A missão da Igreja é a continuação da missão de Jesus. A missão do cristão é glorificar a Deus e anunciar a glória do Senhor aos povos, porque os frutos são garantidos pelo Senhor da missão. Deus elege para salvação e o crente anuncia para a glória de Deus. A Igreja tem vocação missionária. Vocação que começa em Abraão. Não é a partir da Grande Comissão em Mt 28.19-20 que começa a responsabilidade da Igreja. É a partir da vocação de Abraão que, segundo a promessa de Deus, tanto seria abençoado como seria uma bênção para outras nações: “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei... sê tu uma bênção... em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3).

A palavra “ide” no grego não é um verbo no imperativo, mas um particípio significando “indo”, ou “enquanto estejam indo”. O termo usado “hebraisticamente” tem o sentido de “forma de viver”. Ou seja, a missão tem de ser vista como a razão da Igreja, a filosofia de vida do povo de Deus. Trata-se de uma forma de falar coerente com a forma de viver. Significa que quem vai fazer discípulos vai como discípulo; quem batiza vai como batizado; e quem educa vai como quem foi educado de acordo com as coisas que Jesus ensinou. As palavras “batizando” e “ensinando” também são particípios. O único verbo no imperativo é “fazei discípulos”, que no grego é uma palavra só “discipulem”. A expressão “todas as nações”, no grego é “pants tá ethne”, que não significa necessariamente países, mas sim, grupos de povos, “povos étnicos”.

O texto de Mt 28.19-20 não é “uma mera missão” que abaliza a ideia de que a preocupação principal da Igreja deve ser o convertimento de pessoas e o estabelecimento de igrejas. Biblicamente falando, é mais do que isso. É um chamado que o Senhor ressurreto faz à Igreja para que ela se dedique e se sagre a formar discípulos que reconheçam seu Senhorio universal , se integrem ao povo de Deus e efetuem a incumbência de Jesus, que inclui todos os aspectos da vida humana. Isto pode ser chamado de missão integral .

Em Atos 1.8 tem-se o entendimento da Pessoa e o trabalho do Espírito Santo como sendo altamente missionário em caráter e propósito: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Ele é um Espírito Missionário que deseja trazer de volta para casa os filhos perdidos de Deus. At 1.8 não é uma ordem e sim uma declaração indicativa, explicando que, após serem cheios do Espírito Santo, os discípulos iriam ser levados a testemunhar da sua fé em todos os lugares do mundo.

Conclui-se, então, que missão não é uma atividade ou alternativa. No entanto, a forma de viver, uma evidência da plenitude do Espírito Santo na vida do verdadeiro cristão.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...