terça-feira, 25 de outubro de 2011
A DEPRESSÃO DE ELIAS
Em 1 Reis 19.1-18, nos é deparado um curioso episódio da vida do profeta Elias. Ele tinha acabado de derrotar os sacerdotes de Baal. Entrementes, a mulher do rei Acabe, Jezabel, ameaçou-o de morte. Elias se acobarda e amedrontado, foge. Caminha 460 km, de Jezreel ao monte Horebe e passa uma das mais profundas e infelizes experiências de depressão: “... disse: Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Reis 19.4). Elias não era um super-crente nem um super-homem. Era um homem semelhante a nós, sujeito a mesma comiseração, fraqueza e medo que a gente: “Elias era tão humano quanto nós, e, entretanto, quando orou fervorosamente para que não chovesse, não choveu durante três anos e meio” (Tiago 5.17, Nova Bíblia Viva).
Elias não era somente um profeta, mas também uma profecia que ensina e educa. Tiago diz que Elias era homem de paixões como as nossas: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos...” (Tiago 5.17, Almeida Revista e Atualizada).
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) e Almeida Revista e Corrigida (ARC) são interessantes ao dizer, respectivamente, que Elias “era ser humano como nós”; “era homem sujeito às mesmas paixões que nós”. Tudo isto inclui a “depressão”. Após a estupenda vitória no cume do Carmelo, Elias desceu ao vale mais profundo da depressão.
Consideremos a depressão de Elias:
1. As Causas da Depressão de Elias:
a) Cansaço físico: O profeta Elias estava muito fatigado com a agitação do Carmelo: “A mão do SENHOR veio sobre Elias, o qual cingiu os lombos e correu adiante de Acabe, até à entrada de Jezreel” (1 Reis 18.46). O abuso e excesso de trabalho acendem e provocam estresse.
b) Ausência de simpatia: “... eu fiquei só...” (1 Reiss 19.14). A carência de fascínio é uma forte origem para alguém entrar em depressão. Viver só, ter como companheira a meditação, sentir a falta de amigos e apoio é sinal de abatimento. Tudo isso aconteceu com o profeta de Deus, de maneira que passou a aumentar a autocomiseração e complexo de perseguição.
c) Falta de ocupação: Sentir-se inútil, é principiar uma grande desgraça. Enquanto Elias estava atuando como profeta, ia tudo bem, mas quando pensou que não tinha mais nada para fazer, pois imaginava que a idolatria de Israel chegara ao fim ao ver a desmoralização pública de Baal e a morte dos seus 450 profetas, idealizou que seu ofício completara.
d) Decepção e desapontamento em suas esperanças de vitória: Os profetas de Baal foram mortos, o Deus de Israel foi reconhecido a uma só voz e a falsa adoração foi derrubada. O escopo de Elias foi quase realizado. A não ser, a falta de visão de que tinha derrotado e que precisava somente passar momentos a sós com Deus.
Resumindo, Elias olhou para as circunstâncias em vez de olhar para Deus: “Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes prouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço” (1 Reis 19.2,3). Ele se afastou das pessoas mais próximas na hora em que mais precisou delas: “... e ali deixou o seu moço” (1 Reis 19.3b). A autocomiseração mascarou a visão dele sobre a vida: “Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do SENHOR e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? (1 Reis 19.4,9). Portanto, teve colapso emocional: “Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come” (1 Reis 19.5).
2. A cura da depressão de Elias:
a) Suas necessidades físicas foram supridas: O melhor alívio para a depressão é o descanso, alimentação equilibrada, repouso suficiente e atividade física. No caso de Elias, Deus lhe reúne forças. Permite-lhe repouso (sono) e alimento, tudo isso de modo milagroso (conferir 1 Reis 19.4-12). Coisas estas que contribuem para a cura do depressivo. Dessa vez o Senhor fala com Elias através de uma brisa suave, pois ele estava tão tenso, que possivelmente ficaria sobressaltado se Deus lhe falasse em meio ao forte vento, ou ao terremoto, ou ao fogo.
b) Seu ambiente (atmosfera) é mudado: Existem ambientes que são depressivos e outros que ajudam a vencer a depressão. Andando sem parar, Elias chegou ao Monte Horebe: “Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Reis 19.8).
c) Seus medos são desfeitos: O deprimido costuma achar que seu caso é único e o mais grave de todos. Aqui, Deus mostra que Elias não era o único a sofrer perseguição, nem o derradeiro fiel. Havia mais sete mil: “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (1 Reis 19.18), (confira 1 Reis 19.13-14).
d) Ele se desabafa: Muitas vezes o maior e mais imediato alívio para o depressivo é o desabafo. Portanto, Deus permite que o profeta desabafe o seu pesar: “Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fique só, e procuram tirar-me a vida” (1 Reis 19.10).
e) Sente o valor da vida: “... Que fazes aqui, Elias?” (1 Reis 19.9). Elias estava agindo de maneira lamentadora. Deus o desafia a despertar e sair do comodismo.
f) Foi-lhe dado trabalho para fazer: Auxiliar na necessidade de outras pessoas é um remédio para a exagerada e descomunal preocupação consigo mesmo: “Disse-lhe o SENHOR: Vai, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria” (1 Reis 19.15).
g) Deus é Soberano sobre a circunstância: Jezabel não era nada, coisa nenhuma, perto do Deus a quem o profeta servia. Elias é encarregado de ungir novos monarcas e um novo profeta e Deus ameaça Acabe e Jezabel (1 Reis 21.17-29). Tudo isso significa Deus mostrando-Se Soberano e Senhor da situação.
h) Sua visão de Deus é restabelecida: Elias precisava renovar a sua visão de Deus (1 Reis 19.11-12). Deste modo, Deus se revela a Elias através de fenômenos naturais.
É importante dizer que a depressão de Elias não se configura num quadro crônico, mas num estado depressivo.
Com este episódio da vida de Elias, entendemos que o mais forte e mais santo fiel sobre a Terra está sujeito a momentos de desânimo e depressão. Contudo, com ajuda Daquele que sonda os nossos corações e que conhece todos os nossos pensamentos, é possível livrar-se do desalento e desânimo.
Resumindo, Deus tratou a depressão de Elias da seguinte forma: devido a pessoa deprimida não conseguir desligar sua mente, Deus usou para com o profeta Elias:
a) A “sonoterapia”: “Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come” (1 Reis 19.5);
b) A boa alimentação: “Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir” (1 Reis 19.6);
c) Permitiu ao profeta o desabafo: “Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fique só, e procuram tirar-me a vida” (1 Reis 19.10)
d) Mostrou-lhe uma nova perspectiva do futuro (conferir 1 Reis 19.15-21).
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
SERVOS DE DEUS SOFRENDO ENFERMIDADES
As Sagradas Escrituras revelam alguns dos seus personagens sofrendo com doenças. Afinal, para Deus nos curar, antes é preciso estar doentes.
O Salmo 103.3 (ARA) diz: “Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades”. Isto quer dizer que, primeiro surge a doença, depois o Médico dos médicos vem com a cura divina. Enfim, o mundo em que vivemos é cheio de contradições impostas pelo pecado. E uma delas é a doença.
Não adianta querer pregar que o servo de Deus nunca ficará doente ou que todas as doenças são frutos do pecado pessoal.
Pelo contrário, é fato e verdade que muitos que pregavam esta “teologia” chegaram até mesmo a morrer de câncer, problemas do coração, tumores e até mesmo de AIDS.
Existe muita hipocrisia por trás daqueles que pregam ensinos sobre saúde sobrenatural. Não devemos generalizar um fato isolado, transformando-o em confissão de regra de fé e prática. Entrementes, a cura não é uma regra, mas um dos “sinais” (Lucas 4.25-27; João 5.3-5; 9.1-3).
Dizer que aquele que não goza de boas condições de saúde está em pecado ou que tem pouca fé, faz com que o doente se sinta o mais desprezível ser do mundo. Poucas são as pessoas que conseguem entender que este ensinamento é anti-bíblico.
Ensinar que o crente não pode ficar doente, e se fica, é porque não é crente, é negar a humanidade do “ser humano”, é crer no mito do “super-crente”. É cair na desgraça de pensar que não é homem, mas “super-homem”. É acreditar naquilo que Jesus não quis ser. Pelo contrário, Cristo diz ser o Filho do Homem. “Bom mesmo é ser gente, ser homem” (Caio Fábio).
Veja agora alguns exemplos bíblicos de pessoas que padeceram enfermidades:
1. Jó: O livro de Jó deixa claro que existem sofrimento e enfermidade imerecidos. Mostra que existem doenças que não fomos nós mesmos que a desenvolvemos e cuja origem nem sequer podemos sondar e desvendar. O pano de fundo desse livro expõe que Jó não pode ser culpado e apontado pela sua grave doença. A sua condição é consequência de um desafio que o Diabo faz a Deus. A doença deveria colocá-lo à prova. O Diabo pensa que, assim, Jó iria abandonar a Deus. Porém, para aquele homem, assim como para nós hoje, quando passamos por situação similar, esses motivos não ficam evidentes. Jó tem apenas uma certeza: tanto a dor como a felicidade vêm da poderosa mão de Deus.
2. Jacó: Mesmo com a vida cheia de vitórias e bênçãos, o patriarca morreu de uma enfermidade (Gênesis 48.1-33).
3. Eliseu: Homem muito usado por Deus de maneira incomparável, morreu de uma enfermidade física (2 Reis 13.14-21).
4. Paulo: A estada do apóstolo na Galácia foi devido a uma enfermidade física: “E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física” (Gálatas 4.13, ARA).
5. Timóteo: Paulo fala de Timóteo, referindo-se a ele como alguém suscetível a frequentes enfermidades: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Timóteo 5.23, ARA).
6. Epafrodito: O companheiro de Paulo andou todo o processo gradual de aproximação da morte e saiu de lá lentamente, após um tempo natural de recuperação: “Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, tanto mais apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza” (Filipenses 2.25-28, ARA).
7. Trófimo: Paulo deixou Trófimo doente em Mileto: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2 Timóteo 4.20, ARA).
O Reverendo Augustus Nicodemus Lopes diz que “Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades”.
O teólogo Paulo Romeiro fala sobre Joni Eareckson Tada que alcançou fama mundial depois de sofrer um trágico acidente. Em consequência dele, teve de aprender a viver numa cadeira de rodas e a pintar usando a boca. A maior contribuição que Joni tem dado ao mundo, diz Romero, é o seu testemunho de fé. Diz Joni sobre o materialismo cristão: “A essência do Evangelho não é a saúde, nem a prosperidade nem a felicidade, mas a submissão a Cristo”. Infelizmente, alguns se preparam somente para a saúde e se esquecem de se prepararem para as doenças, que poderão vir, às vezes, de forma inesperada.
A verdade é que mesmo em um corpo enfermo, descobrimos que existe “Alguém muito maior”, que pode nos dar forças e ânimo, antes desconhecidas, ajudando-nos a ganhar novas perspectivas para a vida: Deus.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim
(Extraído do livro "Quando Deus Decide Não Curar").
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A Revitalização da Igreja Segundo a Bíblia
Incontestavelmente, e mais do nunca, nossas igrejas necessitam experimentar o poder do Espírito Santo agindo nelas e por meio delas de muitos modos visíveis para a glória de Deus, para a edificação dos cristãos e para a transformação da sociedade. Isto só é possível quando verdadeiramente os líderes cristãos aplicam prudentemente os princípios bíblicos ligados à saúde da igreja. Isto é, só é plausível a revitalização de igrejas com o retorno às Escrituras de modo puro, profundo e simples. Somente o Espírito Santo, através da Bíblia, poderá realizar o verdadeiro avivamento.
Igrejas que necessitam de revitalização são aquelas que focalizam-se em programas e não nos princípios que o Senhor designou, em sua Palavra, para a igreja. São aquelas que vivem do passado glorioso, isto é, são saudosistas, mas não tem nenhuma perspectiva no presente nem para o futuro. Têm péssima reputação pública e má reputação na comunidade. Isso tudo porque desviou-se do Evangelho. A solução é o retorno às Escrituras da liderança formada e dos leigos. Somente assim poderá haver evangelismo frutífero e discipulado com base no Evangelho, plantação de igrejas, atos de amor, de misericórdia e de justificação.
Voltar aos fundamentos bíblicos é o caminho para a revitalização de igrejas. Somente isto poderá lançar luz sobre os problemas existentes nas igrejas que precisam de crescimento integral. Os cristãos devem focar a saúde da igreja e deixar Deus cuidar do crescimento. Em Atos 2.42 fala que os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, na oração, no partir do pão e nas orações. Em Atos 2.47 diz que Deus, dia a dia, acrescentava os que iam sendo salvos.
Toda igreja que necessita e busca sua revitalização deve focalizar-se em Jesus Cristo. A preeminência de Cristo (Cl 1.17), o amor de Cristo (2Co 5.14), a cruz de Cristo (1Co 2.2 e a necessidade de permanecer em Cristo (Jo 15.1-8) devem ser enfatizados constantemente em nossas pregações e ensino, bem como nos ministérios da igreja.
A oração tem papel prioritário na revitalização de igrejas. Na oração deve existir o mais puro louvor, a mais pura verdade e sinceridade, e a mais profunda confiança de que Deus é fiel para nos ouvir. As súplicas e petições devem ser permeadas de confiança na soberania de Deus onde são feitas segundo a vontade de Deus.
O papel da pregação anda de mãos dadas com o da oração. O conteúdo da mensagem deve ser a cruz de Cristo. O verdadeiro sermão está centralizado em Cristo. A mensagem deve ser iluminada pelo Espírito Santo e fundamentada unicamente na revelação que os autores bíblicos tiveram quando inspirados por Deus, a Bíblia. A mensagem deve ser útil, relevante, transformadora e capacitadora. Somente a Bíblia é suficiente para tornar o crente “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Pe 1.3). Ela deve ser pregada por homens santos. Isto é, por homens que vivem e falam na presença de Deus, falam à luz do retorno de Cristo, são diligentes na preparação do sermão, são determinados e pacientes, são sérios e diligentes no trabalho e focados no ministério.
Uma igreja que busca revitalização é uma igreja que procura capacitar líderes com o perfil de multiplicador: aprendiz, aproveitador de momentos de aprendizado, ensinador e treinador de outros líderes. Busca e capacita líderes com o caráter de Cristo, que tem bagagem e conteúdo, competência (capacidades ministeriais, habilidades de mentoreamente e administrativas).
A igreja que tá buscando revitalização é uma igreja que entende que a missão da igreja antes é a missão de Deus. Ela procura conhecer e discernir sua missão quando pergunta: quem somos? O que fazemos? Onde fazemos? Como fazemos? Por que fazemos? Ela coloca a sua visão em ação.
Buscar a revitalização de igrejas segundo Deus é evangelizar intencional e constantemente. É evangelizar através de pequenos grupos de maneira confrontal, criativa, dialogal e diversa. É uma igreja que busca auto-disciplina e disciplina.
Algumas estratégias para revitalização de igrejas são: conectar a igreja ao passado; orientar o ministério da Palavra no púlpito, nas classes da escola dominical, em pequenos grupos, no discipulado e em qualquer ministério no Evangelho; enfatizar a formação espiritual, pessoal e familiar saudável; priorizar a oração e o ministério da Palavra; um chamado ao arrependimento; ser uma igreja dirigida pela missão e motivada pela visão; uma igreja organizada em pequenos grupos de discipulado; que multiplica a liderança servidora; faz missões mundiais e compromete-se com a Grande Comissão.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
TESTEMUNHO MISSIONÁRIO
Uma equipe de tradução da Bíblia numa tribo na África teve anos de dificuldades em achar uma palavra para expressar "amor." Finalmente ouviram sobre um drama que resolveu o problema. Uma moça e sua amiga estavam voltando pela selva até a aldeia onde o noivo da moça a esperava. De repente ela inventou um teste para ele. Mandou sua amiga na frente gritando, "Leão, Leão!" O noivo saiu correndo para socorrer sua noiva. Quando o missionário ouviu, perguntou: "Como chama o sentimento que levou o noivo a arriscar a sua própria vida para a noiva?" Na resposta veio a solução que procuravam. "Why, ele tinha os seus interesses no seu coração!" Traduziram, em todos os lugares onde aparece "amor,"--"Porque Deus tinha os interesses do mundo no Seu coração. . ."
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A Experiência de Redenção
Há uma antiga história sobre um grupo de eruditos que estavam discutindo a natureza de um líquido amarelo que se encontrava num prato. Um achava que era mel de abelhas, outro discordava, ainda outro, que era um tipo de azeite. De repente chega uma garota e diz: “É mel de abelhas”. E como o sabe? “Eu provei”. Assim é o Evangelho de Cristo. Por mais humilde que seja, um crente que tenha conhecido o poder transformador de Cristo em sua vida pode relatá-lo. A Bíblia diz “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é..,” (2 Coríntios 5.17).
(Extraído do livro “Cristo na Cidade”, JUERP, p. 42).
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Missão: O Tempo é Agora!
Observamos na Bíblia a urgência: “Escolhei hoje a quem sirvais... Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (grifo nosso, Js 24.15). “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação: eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação” (grifo nosso, 2Co 6.2).
Pregar o Evangelho é a nossa missão (Mt 28.19,20). Mesmo que os outros não queiram ir, devemos partir. Devemos anunciar a Palavra de vida mesmo que os recursos sejam poucos ou que haja obstáculos. Necessitamos obedecer a voz do Mestre usando os meios disponíveis, caso contrário, estaremos cometendo pecado de desobediência.
Verdadeiramente, a seara é grande e poucos são os ceifeiros (Mt 9.37). Entretanto, fomos salvos, chamados e escolhidos para exercer o maior ofício que alguém pode ter na Terra: o trabalho de um missionário.
Legitimamente, somos privilegiados por sermos cooperadores de Deus no projeto de redenção. Pois, levando a sério a vocação missionária da Igreja, experimentaremos as grandes riquezas do nosso Senhor.
A Igreja não é decorrência da ação humana. A sua procedência é divina. Foi Jesus quem disse: “... edificarei a minha igreja...” (Mt 16.18). Jesus Cristo é o Dono e Edificador da Igreja. Portanto, a missão de proclamar a mensagem do Evangelho foi conferida à Igreja. No entanto, quando isto não acontece, ela não tem o direito de ser chamada de “Igreja de Jesus”.
Se realmente fomos alcançados pela graça salvadora de Deus, devemos evidenciá-la através da nossa obediência ao mandamento do IDE: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15; At 1.8). Sendo que a nossa missão é fazer discípulos para Cristo. Deste modo, teremos a grande recompensa.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
PRECISA-SE DE PASTORES!
No meu primeiro ano de pastorado, ano de 2007, fui convidado a pregar para os pastores da Associação de Pastores Evangélicos de São Sebastião/DF (ASPESS). Lembro-me que uma preocupação pairava em minha mente: o que pregar aos pastores que são mais experientes do que eu? O que falar àqueles que pastoreiam há tanto tempo? Foi então que pensei em Deus como o Supremo e Bom Pastor.
Depois de ter orado fui impulsionado pelo Espírito a pregar fundamentado no Salmo 23. Intitulei a mensagem assim: “O Pastor e o Cuidado Com as Ovelhas”. De tal modo, entendi que mais importante do que minha experiência (ou inexperiência) pastoral é o que a Bíblia nos ensina acerca do cuidado que o Bom Pastor nos proporciona.
Na introdução do sermão mencionei um breve perfil da nossa sociedade: consumista, agressiva, omissa nos valores, oprimida, depressiva, individualista, solitária, competitiva, descartável, ansiosa, temerosa, traumática, abortiva, homossexualista, divorciada, viciada, injusta socialmente, racista, preconceituosa, corrupta politicamente, não sabe o que é amar e necessitada de verdadeiros pastores.
Ao desenvolver a mensagem mostrei sobre o papel distorcido do pastor: engenheiro, mestre-de-obras, contador, médico, administrador, professor, juiz, advogado, motorista, psicólogo, etc.. Mostrei também, baseado no primeiro versículo do Salmo 23 que nada pode faltar às ovelhas: carinho, amor, atenção. No versículo dois falei que os “verdes pastos” significam comida fresca, comida na hora e comida especial para as ovelhas. Ainda no versículo dois expressei que “águas tranquilas” exprimem águas não barrentas, não mortas, mas frescas e de descanso, coisas estas que o pastor deve proporcionar às ovelhas. No versículo três falei sobre o “refrigério” para alma como segurança, confiança e paz que o verdadeiro pastor deve oferecer ao rebanho. Ainda no versículo três discorri a respeito da “vereda da justiça” como o caminho limpo e sem mácula (sem malfeitores). No versículo quatro onde fala sobre o “vale da sombra da morte” disse que o verdadeiro pastor não abandona a ovelha mesmo quando a mesma vai ao vale da sombra da morte; é o mesmo que ter paciência. No versículo cinco que fala sobre um “sinal” sobre a ovelha, “unges a minha cabeça com óleo”, disse que ungir significa separar a ovelha como sinal de propriedade e remissão; e na segunda parte deste mesmo versículo onde fala sobre “cálice transbordante” falei que significa comida e lugar para pousar, alegria. E no último versículo discorri sobre a importância de o pastor ser bom e misericordioso para com as ovelhas, ou seja, conceder a elas viver em seu pasto, curá-la quando doente e corrigi-la quando preciso for.
Ao concluir o sermão mostrei a necessidade de pastores. Pastores que visitem as ovelhas, que as aconselham, que as instruam nas Sagradas Escrituras, que priorizem a pregação pura e simples do Evangelho e que tenham acima de tudo o caráter de Cristo. Mostrei também que existem muitos falsos pastores e lobos disfarçados de ovelhas.
Por algumas vezes usei veementemente a expressão: PRECISA-SE DE PASTORES! Disse que essa declaração deveria está nos classificados, nos outdoors, nas faixas e cartazes. Já pensou na possibilidade de um pastor colocar um anúncio nos classificados oferecendo os seus serviços pastorais? Pondero nesta hora sobre como o apóstolo Paulo anunciaria nos classificados o seu trabalho pastoral. Talvez fosse assim:
PASTOR PROCURA IGREJA
“Homem separado, de meia-idade, com alguns problemas de saúde, itinerante (nunca ficou mais de dois anos em igreja alguma), instigador de polêmicas e até motins, ex-presidiário, procura igreja...”
Qual igreja aceitaria esse currículo? Penso que devemos rever os nossos conceitos acerca do ministério pastoral. Ministério esse que jamais pode ser comparado a uma profissão. Certamente, o apóstolo Paulo é um grande exemplo de pastor. Alguém que não procurou ter “sucesso” ministerial, mas ser fiel ao chamado de Deus. Chamado esse que executou até o fim. Paulo foi preso por causa do Evangelho e não por atos criminais. A mensagem que ele pregava (a mensagem da cruz) causava escândalo para aqueles que não entendiam a salvação. Para ele, o viver era Cristo e o morrer era lucro.
PRECISA-SE DE PASTORES! É o que o mundo clama. O rebanho é muito grande, mas faltam-se pastores que verdadeiramente amem as ovelhas. Pastores dedicados, que sabem o que é prioridade no ministério. Pastores que não se envolvam com as coisas deste mundo, entretanto, prossigam para o alvo que é Cristo.
Com quatro anos de ordenação pastoral, já pude perceber o risco que corremos de inverter as prioridades na obra de Deus. Erwin Lutzer nos ajuda a escolher as muitas opções que confrontam a todos nós no ministério. Acredito ser o perfil que deve atender ao anúncio “PRECISA-SE DE PASTORES!”:
1. Orar é mais importante do que pregar.
2. Pregar é mais importante do que administrar.
3. A família é mais importante do que a igreja.
4. Ser fiel é mais importante do que competir.
5. Amar é mais importante do que ser hábil.
Também concordo com Jaime Kemp quando diz que grande parte dos pastores tem uma amante: a igreja. E penso que é dever do pastor amar a sua esposa, pois a igreja é a amada de Jesus: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).
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Rev. Luciano Paes Landim
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