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Escolhidos Para um Propósito


Esboço de Sermão:

Jo 15.16

Considerações Iniciais:

1. Deus elegeu anjos para serem santos para sempre (1Tm 5.21): “Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade”.

2. Deus escolheu Israel, mas não com base em qualquer mérito (Dt 7.7): “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos”:
a) Os egípcios eram mais poderosos, os gregos mais cultos, os babilônios mais fortes, mas Deus escolheu um povo insignificante perante os outros para ser o povo da aliança.
b) Deus escolheu Israel não pela significância que este povo tinha, pelo contrário, Deus escolheu este povo por Sua determinação e graça pura.

3. Deus elegeu crentes para a salvação à parte de qualquer mérito da parte deles (2Tm 1.9): “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça, que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos”.

4. Para qual propósito fomos escolhidos?

I. “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros...”.

1. Em geral, discípulos escolhiam o rabino ao qual queriam se associar, mas não era assim com os discípulos de Jesus.

2. Para qualquer pretensão entre os discípulos em termos de orgulho espiritual por causa de privilégios que usufruíam, Jesus deixa claro que tal privilégio repousava não nos méritos deles, mas no fato de Ele tê-los escolhido de modo soberano.

3. Não fomos nós que escolhemos a Cristo. Foi Ele quem nos escolheu.

4. Jesus escolheu os seus discípulos visando um propósito: produzir fruto.

II. “e vos designei”:

1. Salienta a atividade soberana de Deus, que é exercida independentemente do poder humano de escolha.

2. Jesus nos escolheu para si.

3. Ilustração: Deus deu a vida para cada um fazer dela o que quiser?

4. Não desperdice sua vida!

III. “para que vades”:

1. Esse verbo “vades” indica o rumo do serviço cristão (Mt 28.19-20): “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

2. Embora seja uma ordem especificamente dirigida aos apóstolos, ela tipifica a ordem geral para a igreja ir e alcançar os perdidos onde quer que estes se encontrem.

3. Cristo nos designou para ir.

4. Fomos chamados para o propósito de proclamar o Evangelho.

IV. “e deis fruto”:

1. Cristo nos designou para que produzamos fruto.

2. Deus ordena fertilidade, e não esterilidade, para o ministério dos apóstolos.

3. O fruto se refere tanto à santificação individual quanto à eficácia da evangelização:
a) Santificação: Fomos chamados para o propósito de sermos santos (2Ts 2.13): “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”.
b) Evangelização: Fomos chamados para proclamar o Evangelho (Mc 16.15): “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.

4. O foco sobre evangelismo e missões é de fato central na vida cristã.

5. Do mesmo modo, Deus ordena que haja fruto na vida de todos os cristãos (Ef 2.10).

V. “e o vosso fruto permaneça”:

1. Cristo nos designou para que o nosso fruto permaneça.

2. Uma característica que se sobressai no serviço cristão é que ele tem implicações eternas.

3. Tudo o que fazemos para nós mesmos e para o mundo é passageiro. Somente o que fazemos para Cristo é eterno.

4. Um propósito da escolha é de que os discípulos que são abençoados com revelação e entendimento devam ganhar outros para a fé: fruto que permaneça.

5. Somos escolhidos para a salvação eterna (2Ts 2.13): “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”.

VI. “a fim de que tudo quanto perdirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”:

1. Outra garantia de que as orações dos apóstolos seriam eficazes (14.13; 15.7): “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.

2. Assim, tudo que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, Ele nos concederá.

3. Em geral desejamos uma vida sólida de oração para sermos frutíferos, mas aqui a situação é inversa.

4. Jesus nos capacita a frutificar, e só depois o Pai atende às nossas orações.

Considerações Finais:

1. Antes de qualquer coisa, e acima de tudo, fomos escolhidos para o louvor da glória de Deus (2Ts 2.13): “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”.

2. Devemos viver uma vida que glorifica a Deus: coração, alma, força e entendimento.

3. Devemos ser gratos a Deus por ter nos escolhidos para a salvação em Jesus Cristo sem mérito algum da nossa parte.

4. Devemos odiar o pecado e amar a santificação. Foi para isto que fomos chamados.

5. Devemos proclamar a salvação em Jesus Cristo a todos os povos, línguas e nações.

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