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domingo, 14 de julho de 2013

O Mandamento Para Discipular as Nações


Esboço de Sermão
Mt 28.18-20
Introdução:
1.      Fazer missões não dá lucro, fazer missões não enriquece, fazer missões não dá fama, fazer missões só dá prazer, mas só dá prazer pra quem ama as almas.
2.      Jesus, antes de regressar ao céu e derramar seu Espírito, deu a Grande Comissão aos seus discípulos. Essa Grande Comissão está registrada nos quatro Evangelhos e também no livro de Atos: Mt 28.18-20, Mc 16.15, Lc 24.46-49, Jo 20.21-22 e At 1.8.
3.      Em Mateus 28.18-20, o Mestre comissiona seus discípulos a ir por todo o mundo, até aos confins da terra, proclamando as boas novas de salvação única e exclusiva em Jesus Cristo, fazendo discípulos de todas as nações. O fato é que Jesus completou sua obra na cruz. Venceu o diabo e levou sobre si os nossos pecados. Agora Jesus, o missionário por excelência, comissiona sua igreja a levar essa mensagem ao mundo inteiro.
4.      A Grande Comissão é um chamado que o Senhor ressurreto faz à Igreja para que ela se dedique e se sagre a formar discípulos que reconheçam seu Senhorio universal, se integrem ao povo de Deus.
5.      O texto bíblico de Mateus 28.18-20 é bem claro: O próprio Senhor da missão que nos alcançou com a salvação, comissiona-nos a pregar a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo. Ou seja, não são os pecadores que devem vir à igreja, porém é a igreja que deve ir aos pecadores. Missões é pescar onde os pecadores estão.
6.      Missões não é um programa ou departamento da igreja, mas o estilo de vida de todos os cristãos. Todos aqueles que foram alcançados pelo Evangelho são mandados a pregar as boas novas de salvação.

(v. 18a) “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo:”
1.      Jesus chegou próximo dos discípulos e falou-lhes.
2.      A Grande Comissão é dada pelo próprio Jesus.
3.      Jesus é o Missionário por excelência e deseja que os seus discípulos também o sejam.
4.      O próprio Jesus em sua pessoa, palavra, obra e posição é a autoridade de missões.
5.      Missões não é invenção humana, ela emerge do próprio Jesus.

(v. 18b) “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”
1.      Jesus recebeu o domínio prometido (Dn 7.13-14): “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é o domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído”.
2.      O tempo de sua humilhação havia chegado ao fim e Deus o exaltou acima de todas as coisas (Fp 2.9-11): “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”.
3.      Autoridade soberana absoluta – senhorio sobre tudo – é concedida a Cristo “no céu e na terra”.
4.      Essa é uma prova clara de sua divindade. Jesus é Deus!

(v. 19) “Portanto”
1.      A Grande Comissão procede da autoridade Cristo.
2.      Ou seja, com base na sua autoridade os discípulos foram enviados a fazer “discípulos de todas as nações”.
3.      A autoridade de Jesus em seu mandamento direto e inequívoco é nossa principal razão para o evangelismo e missões.
4.      A autoridade de Cristo garante o sucesso missionário final.

(v. 19) “Ide”
1.      A ênfase não é o ide, mas o “fazei discípulos”.
2.      O único verbo no imperativo é “fazei discípulos”, que no grego é uma palavra só “discipulem”.
3.      A palavra “ide” no grego não é um verbo no imperativo, mas um particípio significando “indo”, ou “enquanto estejam indo”. O termo usado “hebraisticamente” tem o sentido de “forma de viver”. Ou seja, a missão tem de ser vista como a razão da Igreja, a filosofia de vida do povo de Deus. Trata-se de uma forma de falar coerente com a forma de viver. Significa que quem vai fazer discípulos vai como discípulo; quem batiza vai como batizado; e quem educa vai como quem foi educado de acordo com as coisas que Jesus ensinou.
4.      A missão contém quatro elementos universais, cada um deles marcado pela palavra “todo”: “toda autoridade”, “todas as nações”, “todas as coisas que vos tenho ordenado” e “todos os dias”.
5.      Mito missionário: quatro formas de fazer missões – orando, ofertando, enviando ou indo.

(v. 19) “fazei discípulos”
1.      O ponto principal do mandato de acordo com Mateus é “fazei discípulos”.
2.      Nós evangelizamos, mas falhamos quanto a fazer discípulos.
3.      O verbo aqui é tipicamente entendido como “ensinar” ou “treinar”.
4.      Num sentido, somente Deus “faz discípulos”, mas ele nos envia como mestres e treinadores para aqueles que ele efetivamente chama.
5.      Discípulo não é alguém que já aprendeu, mas que está aprendendo sempre.
6.      Esse treinamento dos discípulos envolve batizá-los e ensiná-los a guardar os mandamentos.
7.      O padrão de discipulado cristão é encontrado na vida e no ensinamento de Jesus Cristo.
8.      O cerne da missão é o discipulado. O imperativo bíblico é: fazei discípulos e não o “ide”. Discipular pessoas para Jesus é uma ordem intransferível que a igreja tem que cumprir.

(v.19) “de todas as nações”
1.      “nações”: A mesma palavra que é com frequência traduzida como “gentios”.
2.      A grande promessa de que por meio de Abraão todas as nações seriam abençoadas (Gn 12.3) deve ser agora cumprida à medida que os discípulos de Jesus espalham o reino para todas as nações.
3.      A expressão “todas as nações”, no grego é “pants tá ethne”, que não significa necessariamente países, mas sim, grupos de povos, “povos étnicos”, raças.
4.      Destas diferentes nações haveria de formar-se a igreja universal.
5.      O amplo escopo do comissionamento dos discípulos é consumado por meio da autoridade ilimitada de Jesus.
6.      A Grande Comissão proíbe o nacionalismo, etnocentrismo, provincialismo e particularismo.

(v. 19) “batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito”
1.      Os confessos devem ser batizados.
2.      O batismo é o sinal da união com Cristo e da sua dedicação a Ele.
3.      A fórmula é uma forte declaração do trinitarianismo.
4.      Os discípulos devem ser batizados em um nome trino. É um nome, e não “nos nomes de”, e um batismo porque o Pai, Filho e Espírito Santos são somente um Deus.
5.      Ser batizado em nome do Pai é ter Deus como Pai (Mt 6.9), ser batizado me nome do Filho é receber os benefícios daquilo que o Filho de Deus fez pela humanidade (At 2.38) e ser batizado em nome do Espírito Santo é ter a presença e o poder do Espírito de Deus que dá vida.

(v. 20) “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”
1.      Os discípulos não devem somente ensinar a pura verdade, mas também ensinar a obedecer.
2.      Doutrina e obediência não podem andar separadas.
3.      O tipo de evangelismo evocado nessa comissão não termina com a conversão do não crente.
4.      Isso inclui os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte (Mt 5 – 7) e em Mt 18.

(v. 20) “E eis que estou convosco todos os dias”
1.      Existe aqui um tocante eco do início do Evangelho de Mateus.
2.      Emanuel (1.23) “que quer dizer: Deus conosco”, permanece conosco.
3.      Só com a certeza da presença de Jesus é que os discípulos podem fazer o que Jesus ordena.
4.      Nós temos a confiança de que não estamos sozinhos, mesmo nos momentos mais desanimadores, porque Ele está conosco “sempre”.

(v. 20) “até a consumação do século”
1.      Isto é, até que ele volte corporalmente para julgar o mundo.
2.      Até o fim do mundo.
3.      Conclusão, consumação.
4.      Mt 24.14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.

Conclusão e Aplicações:
1.      A atividade missionária é, primeiramente, um trabalho do Deus Trino: “Ide... batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19, grifo nosso).
2.      Missão é a atividade divina que emerge da própria natureza de Deus. O Deus da Bíblia é um Deus que “envia”; eis aí, portanto, o significado da palavra.
3.      Ele enviou os profetas a Israel, e enviou seu Filho ao mundo. Este, por sua vez, enviou os apóstolos, os setenta e a Igreja.
4.      Enviou também o Espírito Santo à Igreja, e hoje o envia aos... corações. Assim, a missão da Igreja resulta da própria missão de Deus, e nela tem de ser modelada.
5.      Não há esperança para o mundo fora do Evangelho. Nenhuma religião pode levar o homem a Deus.
6.      Não há salvação para o homem fora de Jesus Cristo (Jo 14.6 e 1Tm 2.5).
7.      Somente Jesus salva. O mundo precisa de Cristo; precisa do Evangelho. Jesus é o Salvador do mundo.
8.      Como servos de Deus devemos pregar o arrependimento e proclamar expiação de pecados.
9.      Ilustração: “A Conferência de Ratos”.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

sábado, 2 de março de 2013

Deus salve o Piauí!


Sou de naturalidade brasiliense, porém, sou filho de piauienses. Confesso que amo muito Brasília, apesar de tantos criticarem a política de maneira que acusam a nossa cidade de tantas falcatruas e corrupções. Todavia, a grande maioria dos políticos que vem trabalhar aqui é dos outros Estados. Ou seja, a corrupção política está generalizada em nosso país. Mas não quero aqui falar sobre política, porém, sobre evangelização. Quero falar sobre o amor que tenho por uma terra seca e sedenta de Deus: PIAUÍ. O Piauí é um Estado que tem uma população de 3.118.360 habitantes, sendo 2.653.135 de católicos (85,08% da população), 302.982 são considerados evangélicos (9,72% da população), 9.840 espíritas (0,32% da população), 1.915 praticantes da umbanda e candomblé (0,06% da população), 41.372 religiões indefinidas (1,33% da população), 106.722 sem religião (3,42% da população) e 2.393 não sabe qual religião pertence (0,08%). Segundo informações, o Piauí é o Estado mais católico do Brasil e o segundo do mundo, perdendo somente para o Estado do Vaticano em proporção. No sertão (semi-árido) do Piauí existem cidades com 4,5 ou um pouco mais de habitantes onde o número de cristãos evangélicos não chega a 0,01% da população. Ou seja, o Piauí é o Estado menos evangelizado do Brasil (em segundo lugar está o Estado do Maranhão).

Confesso que diante de tantas igrejas e pastores que há em minha cidade (que é bom, desde que as igrejas sejam saudáveis e os pastores fiéis ao Evangelho), procuro entender o porquê dos nossos olhos não observarem as necessidades dos nossos vizinhos que clamam por salvação. Talvez seja por desinformação acerca desta realidade, comodismo, frieza espiritual ou por falta de amor a Deus e aos perdidos. Entretanto, Deus deseja a salvação dos piauienses e Ele cobrará de nós a negligência que tanto persiste em nossas vidas no que refere à evangelização do Piauí. Talvez, o maior problema da nossa cidade (ou Estado) não seja a corrupção política, mas a falta de conversão da nossa parte. Sim, falta de arrependimento de pecados, de confissão de Jesus como Senhor em nossa boca e fé que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos (Rm 10.9). Pois a principal evidência de que alguém dentro da igreja ainda não se converteu é quando esse alguém ainda não tem visão missionária.



Viajo todo ano ao Piauí. Às vezes, vou duas vezes à terra que tanto amo e desejo ver evangelizada. No ano de 2013, pretendo ir duas vezes: uma em Bonfim do Piauí e outra em Betânia do Piauí (cidade onde será realizada a 7ª Expedição Missionária “Água Viva Para o Sertão”, onde tem 6.015 habitantes, sendo 5.718 católicos e 127 evangélicos. Para mais informações sobre o projeto acesse: www.aguavivaparaosertao.com.br).

Portanto, quero aqui desafiar o leitor (a) a envolver-se na evangelização do Piauí. Sugiro algumas atitudes que o leitor (a) deve tomar:

1º - Orar para que Deus levante mais missionários para evangelizar o Piauí.

2º - Divulgar a realidade da carência de evangelização do Piauí.

3º - Contribuir com o envio e o sustento de missionários ao Piauí (ou com missionários que já estão lá).

4º - Contribuir com o envio de Bíblias, folhetos e literatura cristã em geral.

5º - Participar de Expedições Missionárias no Piauí.

6º - Colaborar na plantação de igrejas saudáveis no Piauí. Etc.

Portanto, se você também entende na Bíblia o mandamento da evangelização e sente o chamado para evangelizar o Piauí, junte-se a nós! Nós queremos formar grupos de oração, levantar contribuidores, evangelistas, plantadores de igrejas, promotores de missões, etc.

Envolva-se nesta tão nobre missão.

O meu clamor é: Deus salve o Piauí!

Contatos:
E-mail: lucianolandim@hotmail.com
Telefones: (61) 8460-9254 / 8176-6400

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

domingo, 30 de setembro de 2012

A Geografia Missionária em Atos 1.8

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1.8

a) Jerusalém: A igreja nasceu em Jerusalém e seus membros se estruturaram para dar continuidade à obra de Jesus. É o trabalho missionário em nossos lares, vizinhança, escola, faculdade, trabalho, etc. Este campo é muito vasto. Você já evangelizou alguém da sua família? Ou seu colega de faculdade ou trabalho? O seu vizinho? Podemos chamar de missões locais. Exemplo: Itajaí-SC .

b) Judeia: A região na qual Jerusalém se localizava. A igreja inicialmente se concentrou em Jerusalém. Entretanto, Deus estava firme em seu propósito de levar a bênção do Evangelho às outras regiões e, por fim, a todas as nações. Ocorreu então que, com a perseguição vinda diretamente contra a igreja de Jerusalém, os que foram dispersos começaram a pregar em toda parte por onde passavam (ver Atos 8.1,4; 5,11,19,20 e 13.46,47). Com a morte de Estevão (Atos 6 e 7), as testemunhas de Jesus foram espalhadas. Podemos chamar de missões regionais. Exemplo: o estado de Santa Catarina).

c) Samaria: A região imediatamente ao norte da Judeia. Felipe prega em Samaria (Atos 8.4-8) e em missão transcultural prega ao etíope, um alto oficial da rainha de Candace, que crê e pede para ser batizado naquele mesmo dia (Atos 8.26,28-36 3 39). A história indica que aquele etíope pode ter preparado o caminho para o posterior estabelecimento de milhares de igreja no longínquo vale do Nilo, África. Embora estivesse localizado entre a Judeia e a Galileia (nos dias do NT), o território samaritano apresentava algumas diferenças culturais significantes (ver 2 Reis 17. 24-41; Esdras 4. 5,9,10; João 4. 9,20), a ponto de seus moradores serem considerados pelos judeus como estrangeiros (Lucas 17. 15-18). Havia uma fronteira cultural entre os judeus e os samaritanos que consistia em dialetos diferentes e algumas outras diferenças culturais bem significativas. Portanto, culturalmente falando, os missionários cujas culturas dos povos que eles evangelizam, defrontam-se com a distância cultural. Podemos chamar de missões nacionais. Exemplo: o Brasil.

d) Confins da Terra: O Evangelho foi se espalhando: Jerusalém (Atos 2-7), Judeia e Samaria (Atos 8-12) e confins da Terra (Atos 13-28). O apóstolo Paulo, escolhido por Deus para levar a mensagem aos gentios (ver Atos 9.15,16), cumpre com êxito o chamado missionário. Em pouco mais de dez anos, e em três viagens missionárias, ele estabelece a igreja em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia (ver Atos 13.2; 14.28; 15.40; 18.23 e 21.17). Podemos chamar de missões mundiais. Exemplos: Peru, Índia, Afeganistão, etc.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sobre a questão do alcance e simultaneidade da obra missionária

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1.8

A questão do alcance da obra missionária

A questão do alcance da obra missionária tem sido comprometida por duas dificuldades de visão: miopia e hipermetropia. Uns tem problema para ver o que está distante, outros, para ver o que está próximo. Há muitos que têm se perguntado para que a igreja investir em missões mundiais (África, Ásia ou qualquer outro lugar distante) se há tanta gente aqui necessitando ouvir o Evangelho (missões locais, regionais e nacionais). Há outros que só conseguem ver missões no ponto de vista transcultural e realçam tanto as necessidades em outros lugares, que chega a colocar em crise e conflito de consciência aqueles que de alguma maneira estão envolvidos em um contexto de missões locais, regionais e nacionais. Jesus Cristo deixa clara a extensão da tarefa que deu à igreja: ela deve ir onde houver pessoas que precisam conhecer a Cristo.

A questão da simultaneidade da obra missionária
Atos 1.8 mostra que o trabalho dos discípulos não deveria primeiro ser iniciado e completado em um lugar para depois partirem para outro. Atos 1.8 diz que o trabalho missionário deve ser feito “ao mesmo tempo” em cada um dos quatro lugares. Essa “simultaneidade” está expressa nas palavras “tanto em”, “como em”, e “até aos”. Assim, devemos louvar a Deus porque o missionário americano Ashbel Green Simonton há mais de 150 anos, não tinha a ideia de evangelizar somente sua cidade e país para depois vir ao Brasil. Ele deixou família e seu conforto para vir ao nosso país e trazer-nos a mensagem do Evangelho. Simonton foi o fundador do Presbiterianismo no Brasil. Agora é a nossa vez de levar a outros povos a mensagem de Cristo.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

www.opastoraprovado.blogspot.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

JANELA 10 X 40


Alcançando o centro do mundo

É no centro do nosso mundo que vive um expressivo número de povos não alcançados, num espaço comparado a uma janela retangular, identificado como “Janela 10/40”.

Antes era conhecido como “Cinturão de Resistência”. Essa janela se estende desde o oeste da África até o leste da Ásia, sendo 10 a 40 graus ao norte do Equador.

Essa região especifica começa a ser conhecida como “Janela 10/40”. É um ajuntamento do mundo muçulmano, hindu e budista, onde vivem bilhões de almas empobrecidas no seu espírito.

Ao nos aproximarmos ao final dos tempos, é imperativo que nossos recursos estejam focalizados sobre os povos que habitam a “Janela 10/40”. Se nós estamos seriamente comprometidos em prover uma oportunidade efetiva para que cada pessoa tenha uma experiência com a verdade do Salvador Jesus, não podemos ignorar as constrangedoras realidades de sta região.

A “Janela 10/40” nos confronta a importantes considerações:
1) O significado histórico e bíblico.
2) Os países menos evangelizados.
3) O domínio de três blocos religiosos.
4) A predominância da pobreza.
5) Os grupos étnicos-lingüisticos não alcançados.
6) As cidades (megalópolis) menos evangelizadas.
7) As fortalezas de Satanás estão concentradas na “Janela 10/40”.

A primeira e fundamental razão porque os cristãos devem focalizar a “Janela 10/40” é por causa do significados bíblico e histórico dessa área. Realmente, a Bíblia começa com a explicação de que Adão e Eva foram colocados por Deus no “coração” do que agora é a “Janela 10/40”. O plano de Deus expresso em Gênesis 1.26, é que os seres humanos teriam domínio sobre a terra e deveriam preenchê-la. E quando Adão e Eva pecaram perante Deus, perderam seu domínio sobre a terra.

O comportamento pecaminoso do homem cresceu muito diante de Deus e Ele interveio e julgou a terra com a catástrofe do dilúvio.
Depois os homens inutilmente vieram a estabelecer seu novo intento para dominar, construindo a Torre de Babel. Essa obra ocorreu no “coração” da “Janela 10/40”, e foi feita como uma provocação contra Deus. Novamente, Deus estendeu Sua mão como julgamento. O resultado foi a introdução de diferentes línguas, feita como uma divisão de povos da terra, e assim a formação de nações.

Na “Janela 10/40” nós podemos ver claramente a verdade expressa no livro de Graham Scroggies: “O Drama da Redenção do Mundo” (The Drama of World Redemption), que diz: “Há um mundo que esta voltado contra Deus; Ele vendo isso escolheu um Homem com o qual alcançaria o mundo”. Podemos observar que mais uma vez a historia antiga faz menção do mesmo território que é marcado pela “Janela 10/40”, vindo do berço da civilização da Mesopotâmia, cruzando a parte fértil do Egito. Os impérios se levantaram e caíram, isso pelo fato do povo de Israel ter vacilado em sua relação de obediência ao governo de Deus.

Foi por isso que Cristo nasceu, viveu uma vida perfeita, morreu sacrificialmente na cruz, e se ergueu triunfalmente sobre a morte.

A Igreja primitiva anunciou isto; mas foi somente após as viagens missionárias de Paulo, que a proclamação ocorreu mais alem da “Janela 10/40”. Sem duvida, é uma área de significação bíblica e histórica.

A segunda razão porque devemos focalizar a “Janela 10/40”, é porque ali vive o maior numero de povos não-alcançados, que têm o mínimo conhecimento do evangelho e nenhuma oportunidade de conhecê-lo.

Isto consiste somente em 1/3 da área total da terra, mas perto de 2/3 da população do mundo reside nessa área.
Com um total aproximado de 3 bilhões de pessoas, a “Janela10/40” inclui 62 países, Estados soberanos e não-soberanos.

Dos 50 países menos evangelizados do mundo, 37 estão localizados na “Janela 10/40”; esses 37 países consistem em 97% do total da população dos países menos evangelizados.

Se tomarmos com seriedade o chamado de pregar o evangelho a toda criatura, fazermos discípulos de todos os povos e sermos testemunhas de Jesus até o último da terra, precisamos reconhecer a prioridade de concentrar nossos esforços na “Janela 10/40”. Em nenhum lugar é tão gritante a necessidade da verdadeira salvação, que está somente em Jesus Cristo.

PAÍSES LOCALIZADOS NA JANELA 10X40

Afeganistão Chade Gâmbia Japão Mongólia Tadjiquistão
Arábia Saudita China Gaza Jordânia Nepal Tailândia
Argélia Chipre Gibraltar Kweit Niger Tibet
Bahrein Coréia do Norte Grecia Laos Omão Tunísia
Bangladesh Coréia do Sul Guine Líbano Paquistão Turcomenistão
Benim Djibuti Guiné – Bissau Líbia Portugal Turquia
Burkina–Faso Egito Iemen Malásia Saara Oriental Vietnã
Butão Emirados Árabes Índia Maldivias Senegal
Camboja Etiopía Irã Mali Síria
Casaquistão Filipinas Iraque Marrocos Sri Lanka
Catar Formosa Israel Mauritânia Sudão

A terceira razão porque focalizarmos a “Janela 10/40”, é a presença das três religiões de grande domínio no mundo. A maioria dos adeptos do Hinduismo, Budismo e Islamismo está concentrada nessa área.

Olhando o mapa (página 3) da esquerda para a direita, o mundo muçulmano pode ser distinguido numa extensão desde o norte da África até o Oriente Médio, num bloco representando cerca de 700 milhões de pessoas. No meio do mapa cobrindo o subcontinente da Índia, como uma grande sombra, está presente o Hinduísmo também com mais de 700 milhões de pessoas.

No lado direito do mapa, encontra-se o mundo budista cercando toda a China. Saindo do centro da “Janela 10/40”, o Islamismo está se expandindo energicamente em outras partes do globo. Com uma estratégia similar, devemos penetrar no mundo islâmico com a mensagem libertadora do evangelho. Nós devemos fazer o máximo que pudermos para mostrar aos muçulmanos que o grande profeta descrito no Alcorão não é Maomé, mas sim Jesus Cristo. E que Ele não é somente um grande profeta, mas o próprio Filho de Deus que morreu e ressuscitou para poder salvar milhões de muçulmanos.

Com imensa pobreza e danos causados por enfermidades, a Índia tem sido uma vítima severa da cegueira do Hinduísmo. E m uma nação que tem engordado livremente vacas e emagrecido vidas humanas, nós devemos proclamar a verdade de que Jesus veio para nos dar vida, e vida em abundância.

Ainda que oficialmente seja um país ateu, desde a revolução marxista no final da década de 1940, a China está profundamente influenciada pelas raízes do Budismo. Alguns estudiosos consideram que a realidade religiosa da China é de um sincretismo que inclui folclore, misticismo, animismo e práticas ocultistas.

Considerando essa situação, o fato mostra 1,2 bilhão de chineses que precisam desesperadamente de Jesus Cristo. Eles representam o maior bloco identificável na “Janela 10/40”.

A quarta razão por que devemos focalizar a “Janela 10/40” consiste também, na enorme quantidade de pobres que vivem ali. São os “pobres dos pobres”, oito em cada dez, com um orçamento inferior a 500 dólares por ano por pessoa. Ainda que 2,4 bilhões de pessoas nestas condições vivam na “Janela 10/40”, apenas 8% dos missionários trabalham entre eles.

Bryant Myres, em seu perspectivo artigo diz: “Onde estão os perdidos e os pobres?” Responde: “os pobres são os perdidos e os perdidos os pobres.”

Ele chegou a essa conclusão após demonstrar que a maioria dos não alcançados vive nos países mais pobres do mundo.

Quando cristãos de 170 países se encontram em Lausanne II (Manila-1989), houve um grande interesse pelos materialmente pobres. Na segunda sessão de Manila, o interesse foi lembrado com a seguinte declaração: “Nós temos sido novamente confrontados com a ênfase de Lucas, que o evangelho é boas novas para o pobre (Lc. 4.18; 6.20; 7.22) e temos que perguntar se isso não significa que a maioria da população do mundo não está destituída, sofrendo e oprimida. Nós temos sido lembrados que na lei, nos profetas, nos livros de sabedoria e nos ensinamentos e ministério de Jesus, Deus sempre interessou-se pelos pobres materialmente defende-los e cuidar deles.”

Cristãos comprometidos não podem ignorar a realidade de que há um paralelo marcante entre os países pobres do mundo e os não evangelizados.

A quinta razão pela qual devemos fixar a nossa atenção na “Janela 10/40”é porque nela se encontra o maior grupo espiritualmente quebrado de megapovos etnolingüísticos (mais de 1 milhão).

De fato, mais de 90% dos indivíduos desses grupos populacionais vivem na área da “Janela 10/40”.
A sexta razão pela qual devemos focalizar a “Janela 10/40” é que nela estão situadas as maiores megalópolis não-alcançadas do mundo.

E isto quer dizer que em cada uma delas há uma população de mais de 1 milhão e pessoas. Na lista das primeiras 50 maiores cidades do mundo, todas estão situadas na “Janela 10/40”!

De fato só estes fatos nos levam a ver a prioridade de investir recursos para levar o amor e a verdade e a verdade de Cristo a essas cidades gigantes.

A sétima e última razão para focalizarmos a “Janela 10/40”é que nela se incluem as fortalezas de Satanás. Bilhões de pessoas que vivem na “Janela 10/40”, não só estão debaixo de enfermidades, pobreza e calamidades, mas têm sido impossibilitadas de conhecer o poder transformador do evangelho. Elas um exemplo claro do que temos em 2 Co. 4.4: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Deus.”

Nós não estamos vendo esta situação de forma fatalista, mas temos tido fé de que isto pode se inverter.

Mais para a frente nesse mesmo texto, o apóstolo Paulo declara: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas.” (2 Co.10.4)

Ainda que Satanás estabeleça um território de fortaleza na “Janela 10/40”, nós não podemos conceder nenhuma parcela da terra, nem uma pessoa. O evangelho deve avançar!

Olhando as páginas da história, descobrimos uma difícil batalha espiritual, escrita pelo profeta Daniel.

Daniel, um fervoroso homem de oração, foi altamente estimado por Deus e pelo povo de sua época. Numa ocasião, enquanto esperava em oração na presença de Deus, Daniel jejuou por três semanas. Finalmente, um anjo do Senhor veio a ele em resposta a sua oração (Dn 10.12). Continuando, o anjo explicou as coisas que ocorreram enquanto se dirigia a caminho dizendo que foi detido 21 dias por um demônio chamado “Rei da Pérsia” (Dn 10.13). isto ocorreu até que o anjo Miguel veio para ajuda-lo na luta, continuando a seguir seu objetivo de ir até Daniel.

Essa fascinante passagem bíblica nos leva a entender a realidade da batalha territorial nas regiões celestiais. O anjo que visitou Daniel depois de deixar a mensagem disse-lhe que deveria voltar para a batalha com o reinado da Pérsia. Aparentemente essa batalha continua. A antiga Pérsia é conhecida atualmente como Irã, e continua a ser uma fortaleza segura de Satanás. O Irã situa-se no centro da “Janela 10/40”.

George Otis Jr. tem concluído que duas poderosas forças demoníacas, com grande significado bíblico, aparecem no epicentro do mundo não-alcançados: o Príncipe da Pérsia (Irã) e o espírito da Babilônia (Iraque). Ambos deverão ser penetrados antes que se possa completar a Grande Comissão.

Otis observa que isso ocorrerá na região do Jardim do Éden, onde o comando de “dominar a terra”veio originalmente.

Grandes centros urbanos menos evangelizados localizados na Janela 10/40

Afeganistão China Índia Japão Marrocos Senegal
Cabul Cantão Calcutá Fukuoka Casablanca Dakar
Chiannampu Jaipur Hiroshima Rabat
Arábia Saudita Pequin Kanpur Iokoama Tailândia
Jidá Tianjin Surat Kawasaki Paquistão Bancoc
Meca Xangai Vadodara Kobe Faisalabade
Medina Xeniang Varanas Nagoi Islamabade Tunisía
Riad Osaka Lahore Túnis
Coréia do Norte Irã Quioto
Argélia Pionguiang Meshed Saporo Senegal Turquia
Argel Teerã Tóquio Dakar Ancara
Iraque Esmirna
Bangladesh Bagdá Israel Jordânia Tailândia Istambul
Chitagong Basra Telaviv Amã Bancoc
Dacá

Isso é evidente. As forças de Satanás têm grande poder e irão resistir a todo intento de triunfarmos. Se nós estamos em luta no território de Satanás, devemos nos revestir da armadura de Deus e lutar com armas próprias da batalha espiritual descritas em Efésios 6. Depender de outras coisas é total insensatez.

O foco da ação missionária da Igreja Crista há 200 anos foi concentrado nas regiões costeiras do mundo. Um século depois, os esforços concentram-se nas regiões interioranas dos continentes. Com o passar dos anos, o foco foi direcionado aos grupos e pessoas e suas etnias.

Mais recentemente, as megalópolis têm sido o ponto de concentração da ação missionária da igreja. Hoje, com o terceiro milênio se aproximando, devemos concentrar nossos esforços na “Janela 10/40”.
É claro que isso nos faz rever prioridades. Devemos encontrar a melhor maneira de inovar caminhos para alcançar com o amor de Cristo bilhões de pessoas que vivem na “Janela 10/40”. Devemos mobilizar um massivo grupo de oração que focalize a “Janela 10/40” com suas suplicas interecessoras.

Contudo, isso deve ser claramente entendido que a concentração na “Janela 10/40”, não deve cessar o trabalho do Senhor ao redor do mundo. Os missionários devem esforçar-se em evangelização, treinamento, ajuda e implantação de igrejas, cruzando culturas, sem nada que os impeça.

Se nós estamos crendo nas Escrituras, obedecendo o mandato de Cristo e não estamos esmorecendo em plantar igrejas em todo lugar, conseguiremos o centro do mundo na “Janela 10/40”.

Que Deus nos encha de intrepidez, sabedoria e energia para assumirmos a nossa parte nesse grande desafio.

O Que você pode fazer?
Diante do exposto, certamente você percebeu que existem muitas maneiras de participar.
1) Crie um movimento de intercessão em favor dos povos não-alcançados pelo evangelho, especialmente pelas nações da “Janela 10/40”.
2) Leve sua igreja ou denominação a participar da adoção de um ou mais povos da “Janela 10/40”, procurando maiores informações sobre eles, tomando conhecimento de suas necessidades e desafios, envolvendo a sua igreja ou denominação em algum programa missionário a eles dirigido. Para isso procure conhecer AVANTE, que esta trabalhando na “Janela 10/40” ou indague de sua denominação sobre planos e atividades voltados para as nações desta região desafiadora.
3) Use este material como meio de informação e inspiração em favor de missões na “Janela 10/40”.

Os megapovos etnolingüisticos menos evangelizados Localizados na “Janela 10/40”

Sul da Ásia Gujarati 2- Nordeste da Ásia Uigur Tibetan Uzbek Fula
Assamese Hindi Bhotiya Yao Hausa
Baluchi Ho Chuang Yi 4-Oeste da Ásia 5-Povos na antiga Lobi
Bengali Kanauji Han Arab Tadzhik Malinka
Bhil Kashmir Hui 3-Sudeste da Ásia Azerbaijani Turkmen Tarueg
Bhotia Maharashtra Japanese Burmese Hazara União Soviética West-Arab
Bihari Nepali Manchu Iaô Jew Wolof
Bindili Orisi Miao Khmer Kurd 6-Oeste África
Braj Bhakha Rajasthani Mongol Mon Parsi Bedouin
Chattisgarhi Sindhi Puyi Shan Pathan Berber
Deccani Urdu Tujia Thai Turk Dyerma

Fonte: http://www.missaoavante.org.br/janela10x40.html

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...