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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
terça-feira, 19 de março de 2013
Carta ao Meu Irmão Luizinho

Meu irmão Luizinho, na próxima Sexta-Feira da Paixão (29/03/2013) você será ordenado ao sagrado ministério pastoral. Como irmão e admirador seu, estou muito feliz e orgulhoso por este feito que se realizará em breve. Se bem que você já está na ativa por quatro anos pastoreando a sua segunda congregação como evangelista e recentemente se formou em Teologia.
Louvo ao Bom Pastor por ter te escolhido para tamanha e privilegiada vocação. Lembro-me quando nossa saudosa mãe desejava ardentemente que nós, filhos, fôssemos ministros do Evangelho. Foi então, que no dia 07 de janeiro de 2007, pela graça de Deus, fui ordenado ao ministério pastoral e no dia 07 julho de 2010 foi a vez do nosso irmão Irair ser ordenado. Depois do dia 29/03 ficará faltando somente o nosso irmão mais velho: Sardinha.
Gostaria de lhe dizer o quanto o ministério pastoral é árduo. A tarefa é constituída por vários desafios. Nele atravessamos desertos, escalamos montanhas, enfrentamos ventos fortes e contrários, descemos ao mais profundo do vale, contudo, temos a garantia de que a presença de Jesus é contínua em nossas vidas e ministério, ou seja, no final seremos vitoriosos. O trabalho pastoral é intenso, porém, é gratificante e recompensador. O nosso galardão vem do próprio Deus.
Meu irmão lembre-se de que Deus não lhe cobrará quantas almas você ganhou, pois só quem pode ganhar almas é o Espírito Santo. Porém, Deus lhe cobrará o quanto você foi fiel ao pastorear as almas que Ele ganhou. Não esqueça de que a santidade e a fidelidade são mais importantes do que o “sucesso”. Seja um pastor prático, mas não pragmático. Seja um ministro em que sua vida esteja alicerçada na leitura e prática da Bíblia, na oração constante e mentoria espiritual. Aconselho que persiga veementemente a prática da pregação e ensino bíblico, da visitação e aconselhamento pastoral. Ou seja, pregue bíblica e sistematicamente as Escrituras, conheça e oriente a ovelhas de acordo com a Palavra de Deus. Assim, você terá um ministério frutífero e, fundamentalmente, fiel. Cuidado com o ativismo ministerial.
Nunca esqueça de que em sua vida você deverá colocar Deus acima das pessoas, o seu cônjuge acima dos filhos, os filhos acima dos amigos e os relacionamentos acima das coisas. Agindo assim, o seu ministério virá a reboque. Não que o ministério fique em segundo plano, mas que o mesmo depende de sua vida com Deus, com a família e os relacionamentos.
Portanto, encerro minhas palavras dizendo que a minha oração é para que o Pastor dos pastores, o Senhor Jesus, use a sua vida como instrumento de bênção na vida das ovelhas que Ele lhe confiou.
Que sua vida seja um reflexo da glória de Deus!
Nos laços do Calvário que nos une,
E nos laços sanguíneos que nos prende,
Seu irmão e admirador,
Luciano Paes Landim.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A Mercantilização das Igrejas

"Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus." (2Co 2.17)
Muitas igrejas têm trocado o modelo comunidade pelo molde empresarial. Estão buscando executivos da fé, enquanto as igrejas precisam de pastores. Ou seja, estão buscando profissionais nas áreas de Administração de Empresas, Contabilidade, Direito, Gestão de Pessoas, Psicologia, Filosofia, Sociologia e Antropologia, enquanto o rebanho necessita urgentemente de pastores que conheçam profundamente a Bíblia.
Infelizmente, muitos pastores vestiram suas igrejas com padrões seculares e empresariais de administração. Quando um pastor faz isso é porque vendeu a sua alma. O fato é que estruturas empresariais não produzem comunidades. Pois, as pessoas sentem-se usadas e esgotadas pelas empresas, não nutridas por elas. Assim, incontáveis são os perigos e ameaças proporcionados pela secularização e mercantilização das igrejas.
O padrão empresarial ressalta programas, produtos, tarefas, ocupações, domínio, controle, benefícios e vantagens, prerrogativas, dinheiro, emprego, profissão, encargos, produção, obras, sistemas de organização, regras, normas e regulamentos, gerenciamento, concorrência, produtividade, lucros, números e estatísticas, promoção, agenciamento, marketing, propaganda, exigências e cronogramas. Enquanto a igreja (modelo comunitário) é absolutamente contrária ao empresarial, pois realça a glória de Deus, a edificação da igreja e a salvação dos perdidos. Isto significa que nossas igrejas devem cuidar das pessoas, terem senso de propósito, capacitação, graça, missão, exortação, providência, salvação, discipulado, investimento em vidas, misericórdia, crescimento pessoal, ternura, relacionamentos (não simplesmente eventos), amizade, convívio e organismo (não meramente organização).
O alvo da igreja não pode e não deve ser o lucro financeiro. A igreja não pode ser entendida e conduzida como um comércio. Igreja não é empresa, por isso não pode ser regida como tal. Igreja não é lugar de lucro, não é secular. Na igreja do Senhor não há lugar para executivos da fé. Igreja é uma instituição sem fins lucrativos. A missão da igreja é adorar ao Senhor e proclamar o Evangelho para a glória de Deus!
Assim, o pastor ao contrário do executivo da fé, prioriza relacionamentos, alenta e anima o rebanho, trabalha para o crescimento das pessoas, pautando-se pelos princípios bíblicos aprofundados na identidade e caráter de Cristo como o Pastor, com o intento último da concretização espiritual e uma absoluta dependência em Deus.
Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.
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