segunda-feira, 27 de junho de 2011

O QUE É SER UM MISSIONÁRIO?


No Miniaurélio Século XXI , missionário significa “pregador de missão cristã”. É uma palavra que designa, em geral, uma pessoa comissionada e enviada com alguns encargos, especialmente religioso. Equivale ao mesmo que mensageiro.
A palavra “missionário”, deriva do latim, tem o mesmo sentido básico do termo grego “apóstolo” (enviado). Em termos bíblicos, “é ser chamado, escolhido, separado e preparado por Deus para levar a mensagem do Evangelho”. É ter o privilégio (dever) de poder levar “Pão” aos que têm fome e “Água” aos que têm sede de ouvir a Palavra de Deus (Am 8.11).
O Evangelho de João é notável por suas quase quarenta referências de Jesus falando: “Aquele que me enviou” (Jo 4.34; 5.24; 6.38; etc.).
Para Edison Queiroz, missionário é:

“o enviado da igreja local para levar o Evangelho a pessoas de outro contexto cultural e geográfico”.

Missionário é toda pessoa que está empenhada com o anúncio do Evangelho. É o agente autorizado da Igreja, antes por Deus, e por ela enviado a proclamar a mensagem do Evangelho.
Temóteo Ramos de Oliveira define missionário da seguinte forma:

“É aquele obreiro dotado do ministério apostólico (Ef 4.11), enviado como Barnabé e Saulo (At 13.1-3), que, no cumprimento da Grande Comissão e com a visão dos campos brancos, leva a mensagem do Evangelho até os confins da Terra (At 1.8)”.

Thomas Reginald Hoover conceitua assim:

“O termo ‘missionário’ quer dizer o que é enviado; no melhor sentido da palavra, é uma pessoa que atravessa, não somente fronteiras geográficas, mas linguísticas e culturais”.

Para George W. Peters:

“missionário é aquele que possui uma mensagem divinamente autorizada com o propósito definido de evangelização e de fundação e edificação de igrejas”.

Segundo Roger Greenway, alguns motivos errados em se tornar um missionário podem ser:

1. O desejo de ser admirado e louvado por outros;
2. A busca por “auto-realização”, sem levar em consideração o esvaziar-se a si mesmo (Fp 2.5-7);
3. A busca por aventura e excitação;
4. A ambição em expandir a glória e influência de uma igreja ou denominação em particular, ou mesmo de um país;
5. A fuga das situações desagradáveis do lar;
6. A esperança de sucesso profissional após um curto período de serviço missionário;
7. A culpa e o anseio pela paz com Deus por meio do serviço missionário.

Para Greenway, os motivos corretos para ser um missionário são:

1. O desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da Terra;
2. O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão, por meio do cumprimento da Comissão de Cristo: “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19);
3. O desejo ardente de usar todos os meios legítimos para salvar os perdidos e ganhar não-crentes para a fé em Cristo;
4. A preocupação de que igrejas cresçam e se multipliquem e de que o reino de Cristo seja estendido por meio de palavras e ações que proclamem a compaixão e a justiça de Cristo a um mundo de sofrimento e injustiça.

Deste modo, o missionário deve ser:

1. Um estudante afinco da Palavra de Deus (2Tm 2.15);
2. Cheio do poder do Espírito Santo (At 11.24);
3. Direcionado por Deus (At 8.6-13; 10.9-16);
4. Fervoroso (At 14.20-22).

O missionário deve ter:

1. A salvação (2Tm 1.12; 2Co 4.13);
2. A convicção do chamado (At 26.19; 2Tm 4.5);
3. Uma vida de oração (At 13.1-3; Rm 12.12);
4. Profunda paixão pelas vidas perdidas (1Co 13.1-8);
5. Renúncia de tudo que for necessário (2Co 11.23-28);
6. Saber que o mundo sem Jesus está perdido (Rm 6.23).

O papel do missionário é levar outros a conhecer a Cristo através de seu exemplo de vida, de suas atitudes, de suas ações e de suas palavras. É promover a entrosagem do novo-crente em uma igreja local. Se não houver uma, será imprescindível plantar uma igreja.
O missionário deve ser uma pessoa de oração, visão, sensibilidade, compreensão, perseverança, coragem, compromisso a se comunicar da melhor maneira possível e dedicação ao estudo das Escrituras, indispensavelmente.
Faz-nos necessário abrir um parêntese. Muitos missionários têm sofrido da síndrome da cobrança. Sentem-se na obrigação de dar muito fruto e mostrar muito trabalho para justificar as ofertas que têm recebido. Isto não pode suceder. Todo missionário deve trabalhar sabendo que acima de tudo vai prestar contas a Deus pelo trabalho realizado por suas mãos aqui na Terra. Nunca se deve trabalhar no campo por pressão alguma, mas para a glória de Deus, amor e vocação ministerial.

Existem vários fatores estressantes na vida do missionário:

1. De ordem cultural:
a) O aprendizado do idioma;
b) O choque cultural.

2. De ordem traumática:
a) Desastres e calamidades naturais;
b) Guerras;
c) Acidentes;
d) Inconstância política.

3. De ordem emocional:
a) O relacionamento com a família e amigos que ficaram (saudade);
b) Solidão;
c) Frustração.

4. De ordem física:
a) Doenças;
b) Clima;
c) Meio ambiente.

5. De ordem de apoio:
a) Auxílio financeiro para o sustento;
b) Residência.

6. De ordem espiritual:
a) A vida devocional;
b) Portas abertas para a proclamação do Evangelho;
c) Entraves e obstáculos espirituais.

Por ensejo do seu chamado, o missionário não encontra nenhum prazer nem realização a não ser fazendo a obra missionária. Para quem é crente em Jesus Cristo não há alternativa. Não existe meio-termo nem outra saída. A ordem foi dada a todos os crentes (Mc 28.19-20). Todos os crentes em Jesus pertencem ao povo de Deus e como tal todos devem participar da missão. Missão não é um privilégio de alguns, é responsabilidade de todos. Todos os cristãos são chamados para fazer missão. Todo crente é um missionário no meio da sua família, no seu trabalho, na sua escola e na sua vizinhança. Todo crente tem o compromisso de orar e ofertar para missão. O cristão tem muito que fazer, muito que realizar. Não lhe falta oportunidade de missão.

Soli Deo Gloria!

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Ed 1995. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Engen, Charles van. (1996). Povo Missionário, Povo de Deus. São Paulo, SP: Vida Nova.

Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. (2000). Miniaurélio Século XXI, o minidicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira.

Greenway, Roger. (2001). Ide e Fazei Discípulos. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Hoover, Thomas Reginald. (1993). Missões, o Ide Levado a Sério. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Lidório, Ronaldo. (2007). Restaurando o Ardor Missionário. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Oliveira, Temóteo Ramos. (2006). Como Ser Um Missionário. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Peters, George W. (2000). Teologia Bíblica de Missões. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Queiroz, Edison. (2009). A Igreja Local e Missões. São Paulo, SP: Vida Nova.

O QUE É MISSÃO?


Missiologia “é o estudo acerca da missão”.
Missão é definida pelo Miniaurélio Século XXI nos seguintes itens:

1. Função ou poder que se confere a alguém para fazer algo; encargo.
2. Comissão diplomática.
3. Obrigação, dever a cumprir.
4. Instituições de missionários para a pregação da fé cristã.
5. O trabalho dos missionários.

A palavra “missão” vem do latim missio, que significa “envio”. A terminologia missio somente veio aparecer no século XVI quando as ordens de monges jesuítas e carmelitas enviaram ao novo mundo de então centenas de missionários. Eles, os jesuítas, foram os primeiros a utilizarem a terminologia “missão”, como a propagação da fé cristã entre os povos não-cristãos, ou seja, a disseminação da fé entre os povos não-católicos (os protestantes foram vistos como indivíduos a serem alcançados). Até o século XVI, o termo “missão”, foi usado exclusivamente com referência à doutrina trinitária, ao papel da Trindade na história da redenção. O envio do Filho pelo Pai, e por sua vez, o envio do Espírito Santo pelo Pai e pelo Filho.
Em grego, a palavra apostello, tem o mesmo significado. O termo se encontra bem destacado nas Sagradas Escrituras. No Novo Testamento as duas palavras apóstolo e pempo, que querem dizer envio, aparecem 210 vezes. Portanto, missão procede do plano e propósito de Deus.
Carlos del Pino diz que:

“O conceito de envio está diretamente relacionado com a ideia de ‘movimento em direção a’, e é justamente pensando-se em missão como o movimento de Deus em direção ao mundo, que devemos compreender e mencionar a questão do envio em relação à Igreja em Missão”.

del Pino diz ainda:

“a missão da igreja não pode ser algo independente de Deus e de Cristo, como se a igreja pudesse realizá-la por si só”.

Deus é Senhor de tudo, e na Sua soberania da salvação requer a missão: “porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). A “fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Mas, “como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm 10.14,15). A missão é indispensável. A Igreja deve cumprir a sua tarefa missionária, anunciando a glória de Deus. Deve ser missionária, anunciando que há um propósito de Deus para o mundo e que Jesus é o Senhor e Salvador.
Edison Queiroz fala que missão é:

“Levar a mensagem do Evangelho atravessando uma barreira cultural”.

De tal modo, missão é tarefa vigente e urgente. É o método que Deus adotou para a divulgação do Evangelho. É urgente por que mais de dois bilhões de seres humanos jamais foram evangelizados e sequer ouviram o nome de Jesus. Portanto, é necessário para a Igreja, como comunidade missionária e portadora da Palavra, atravessar barreiras culturais para cumprir a sua vocação.
Thomas Reginald Hoover conceitua missão da seguinte forma:

“A proclamação das Boas Novas a todos os povos em todas as partes do mundo... esta mensagem é proclamada na língua materna de cada pessoa e dentro da cultura em que ela vive”.

René Padilla já descreve que:

“a missão é fundamentalmente o cumprimento de um mandato que Cristo deu a seus discípulos e que, antes de tudo, tem a ver com a pregação do evangelho a todas as nações da terra”.

A Grande Comissão (Mt 28.19-20) é um mandamento missionário que se cumpre no contexto do plano de salvação, elaborado antes da fundação do mundo para ser executado a todas as nações (Mt 24.14). É fazer discípulos para Cristo.
O Pacto de Lausanne expõe:

“Deus tem chamado do mundo um povo para si e enviado o seu povo ao mundo, como servos e testemunhas”.

Uma frase de Jim Elliot, mártir entre os Aucas no Equador, fazendo referência a palavra “enviar”, diz:

“Nós não precisamos de uma grande chamada de Deus, mas de um chute no traseiro”.

O mesmo acreditava que esta palavra significa “ejetar, empurrar com força”.
Missão é anunciar todo o desígnio de Deus; é “pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8); é anunciar “o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11).
Russel Shedd define missão assim:

“A missão da Igreja, portanto, é ser e levantar porta-vozes Daquele que nos deu a responsabilidade de convidar os perdidos nas trevas para sua maravilhosa luz”.

David Bosch, que serviu como missionário numa universidade da África do Sul até 1971, oferece também uma definição de missão:

“A missão constitui um ministério multifacetado em termos de testemunho e serviço, justiça, cura, reconciliação, paz, evangelização, implantação de igrejas, contextualização, etc.. Inclusive o intento de arrolar algumas dimensões da missão, porém está repleto de perigo, porque de novo sugere que nos é possível definir o que é infinito. Quem quer que sejamos, espreita-nos a tentação de enclausurar a Missio Dei nos estreitos confins de nossas próprias predileções, voltando, necessariamente, à unilateralidade e ao reducionismo”.

Assim, definir missão é tarefa árdua. Quando mais se procura entender o seu significado, mais profunda e complexa torna-se a pesquisa. Não se pode limitar a sua significação. Missão envolve tudo o que os autores mencionados acima disseram e muito mais. Portanto, este livro não tem o escopo de esgotar o entendimento da missão, porém, mostrar a missão através de alguns ângulos. Ainda sim, nos surge a necessidade de chamar missão de “anunciar por palavras e ações o Evangelho de salvação de nosso Senhor Jesus Cristo a todas as tribos, raças, línguas, povos e nações”. É a obra de Deus dada aos salvos para resgatarem as vidas ainda perdidas.
Missão é proclamar Cristo na idoneidade do Espírito Santo com o fim de fazer com que os homens passem a acreditar e confiar em Jesus como Salvador com a consequência de servir a Cristo como Senhor, ou seja, visando à reeducação para uma vida transformada. Indicando que a mesma deve ser vista e definida como sendo, claramente, fazer discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos... ensinando-os a guardar todas as coisas...” (Mt 28.19-20, grifo nosso).

A obra missionária é fruto de uma vida com Deus. Uma pessoa que não faz missão não se converteu. Fazer missão é compartilhar as boas novas em Cristo, no poder do Espírito Santo, deixando os resultados para Deus. A missão não é responsabilidade e privilégio de um pequeno grupo de fiéis que se sentem avocados ao campo missionário, contudo, de todos os membros da Igreja, já que todos são parte do Corpo e sacerdócio real e universal e, como tais, foram chamados por Deus “a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9) onde quer que se encontrem.
Missão é uma obra de crescimento espiritual: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos... E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam... E, perseverando unânimes todos os dias no templo... Louvando a Deus” (At 2.42-44,46,47).
Missão é uma obra de crescimento fraternal: “E perseveravam... na comunhão, no partir do pão, e nas orações. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At 2.42-46).
Missão é uma obra de crescimento quantitativo: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47).

Fazer missão é proclamar, antes, praticar a mensagem mais formidável, necessária, imperiosa e urgente do mundo, da parte da Pessoa mais importante do Universo, ou seja, é glorificar a Deus e anunciar a Sua glória ao mundo. Assim, todo cristão é chamado a seguir Jesus e a comprometer-se com a Missão de Deus no mundo. A Igreja é a verdadeira comunidade missionária.
Em Mt 24.14 a Bíblia registra o programa de alcance geográfico da missão: “todo o mundo”. Também mostra o alcance da missão no tempo: “então virá o fim”.
René Padilla expressa assim esse pensamento:

“A missão pode ou não envolver o cruzamento de fronteiras geográficas; porém, em qualquer caso, envolve primordialmente o cruzamento da fronteira entre o que é fé e o que não é, seja na terra natal (at home) ou no exterior (no ‘campo missionário’), em função do testemunho acerca de Jesus Cristo como Senhor da vida como um todo e de toda a criação”.

E em Jo 4.31-38 vemos que:

1. Devemos ter a visão de missão como a obra que exige primazia (Jo 4.31-34);
2. Devemos ter a visão de missão como o desafio de cada ocasião e oportunidade (Jo 4.34,35);
3. Devemos ter a visão de missão como o meio de edificar e construir para a eternidade (Jo 4.36-38).

Assim sendo, o plano de Deus para a salvação do homem é constituído de três elementos: a mensagem (o Evangelho, as boas novas de salvação em Jesus Cristo), o meio (a missão, enviar) e o processo (a evangelização, a proclamação).

Soli Deo Gloria!

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Ed 1995. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Bosch, David J. (2002). Missão Transformadora, mudanças de paradigma na teologia da missão. São Leopoldo, RS: Editora Sinodal.

Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. (2000). Miniaurélio Século XXI, o minidicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira.

Gildásio Reis. Missões, Por Uma Conceituação Reformada. Extraído do site: www.monergismo.com [acesso em 20 de maio de 2011].

Hoover, Thomas Reginald. (1993). Missões, o Ide Levado a Sério. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Padilla, C. René. (2009). O Que é Missão Integral? Viçosa, MG: Editora Ultimato.

Pino, Carlos del. (2004). O Evangelho Para O Mundo. Goiânia, GO: Editora Logos.

Piper, John. (2001). Alegrem-se os Povos, A Supremacia de Deus em Missões. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Queiroz, Edison. (2009). A Igreja Local e Missões. São Paulo, SP: Vida Nova.

www.monergismo.com [acesso em 11.04.2011].

IGREJA PRIMITVA - MODELO MISSIONÁRIO


A obra missionária é um desafio que exige sacrifícios e denodo. Como diz o lema da Missão SAEM:

“Não estamos preocupados com os sacrifícios e obstáculos que teremos de realizar e enfrentar para evangelizar vidas para Cristo. Afinal, para Jesus nos salvar custou-lhe a própria vida”.

Missão nos demanda sacrifício e dedicação. E a Igreja de Atos dos Apóstolos é o exemplo tradicional e atual para a igreja hodierna. A mesma não media esforços e distâncias. Era uma igreja mártir.
Podemos observar alguns dos fatores que caracterizaram o êxito da missão na Igreja Primitiva da seguinte forma:

1. Amor profundo por Jesus (At 21.13; At 5.41);
2. Profunda convicção da salvação (Jo 6.69; 4.42);
3. Ardente amor pelas vidas (At 4.33; 20.23; 13.1-8; 8.5; 11.19);
4. Vida transformada pelo Evangelho (At 11.21; Lc 22.32; 1Tm 3.7; Rm 15.18; 1Co 4.1; At 5.13);
5. Vida de oração intercessora (Fp 1.4; At 16.13-15; At 10.9-20; 16.3);
6. Profundo conhecimento das Escrituras (2Tm 2.15; 2Pe 3.15; At 7.2-53);
7. Pregação contextualizada do Evangelho (1Co 9.19-22; At 8.26-29);
8. Dependência total do Espírito Santo (At 6.3; 19.2-4; 19.6,7).

Portanto, podemos dizer que ser um missionário é:

1. Ser um lutador (Gn 32.24-28);
2. Ser um sonhador (Gn 37.5-10);
3. Ser um profeta (At 13.1);
4. Ser um corajoso (Jz 7);
5. Ser um inteligente (Jo 8.1-11);
6. Ser um sábio (Lc 2.40);
7. Ser um herói (Hb 11);
8. Ser um mártir (At 7.54-60);
9. Ser um embaixador de Cristo (Ef 6.20 e 2Co 5.20);
10. Ser um disposto (Lc 9.23-24 e Is 6.8|);
11. Ser um verdadeiro discípulo (At 9.15-16);
12. Ser um humilde (Mt 11.29 e Fp 2.8);
13. Ser um aprovado (Rm 16.10 e 2Tm 2.15);
14. Ser um afetuoso (Ex 32.32; Jo 3.16 e Rm 9.3);
15. Ser um exemplo (1Co 4.16 e Jo 13.15);
16. É levar a própria cruz (Mt 16.24-28);
17. É ser “preso” por amor a Cristo (Gl 6.17);
18. É levar as marcas de Cristo (Gl 6.17);
19. Ser um intercessor (Tg 5.16);
20. Ser um mantenedor (2Co 9.7);
21. Ser um pregador (Mt 4.23); etc.

Portanto, missão é uma obra que exige da nossa parte:

1. Visão: Para entender que o homem sem Deus está perdido. Espectro para enxergar que as oportunidades não aproveitadas hoje podem se desandar em portas fechadas amanhã. “... erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (Jo 4.35).

2. Urgência: Falar de Cristo com uma intensa diplomacia de urgência. Quando a lavoura está madura é preciso colher logo os frutos, caso contrário, perderemos a safra. “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34).

3. Comprometimento: Missão é uma ordem e não uma alternativa ou opção. É um mandamento e não uma sugestão. Antes de tudo, é uma evidência da ação do Espírito Santo na vida da Igreja (At 1.8). É imprescindível que a Igreja tenha o empenho de uma imediata ação na colheita. “... pois os campos já branquejam para a ceifa” (Jo 4.35).
Conta-se uma ilustração para elucidar a diferença entre envolvimento e comprometimento com a missão: A galinha chegou ao porco e disse: “Pensei em nós dois contribuirmos para missão”. O Porco falou:
- “Muito bom... Mas de que maneira poderemos cooperar para missão?” A galinha respondeu:
- “Eu pensei em contribuir com ovos e você com bacon”. O porco disse:
- “Bem, pra você não será muito difícil, pois botar ovos é uma coisa natural sua, mas para mim terei de ser sacrificado”.
O Senhor da missão disse: “... Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16.24-25).

4. Investimento: Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes a Igreja precisa fazer dois investimentos: O primeiro deles é financeiro. O segundo é o investimento da vida, isto é: doar-se à missão. “... pois os campos já branquejam para a ceifa” (Jo 4.35). Estes são os maiores e melhores investimentos que podemos fazer na vida. No Reino de Deus perdemos o que se retemos e ganhamos o que se damos.

Soli Deo Gloria!

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Ed 1995. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Blauw, Johannes. (1996). A Natureza Missionária da Igreja. São Paulo, SP: ASTE.

Bosch, David J. (2002). Missão Transformadora, mudanças de paradigma na teologia da missão. São Leopoldo, RS: Editora Sinodal.

Carriker, C. Timóteo. (1992). Missões na Bíblia, princípios gerais. São Paulo, SP: Vida Nova.

Carvalho, Doriana Maria. (2003). Teologia Bíblica de Missões. Faculdade Teológica de Brasília (apostila).

Lopes, Hernandes Dias. (artigo). Paixão por Deus e o zelo missionário andam de mãos dadas. Extraído do site: www.hernandesdiaslopes.com.br (acesso em 17.05.11).

Murray, Andrew. (1999). A Chave do Problema Missionário. Camanducaia, MG: Editora Missão Horizontes.

MISSÕES PARA A GLÓRIA DE DEUS!


John Piper disse que as missões não representam o alvo fundamental da Igreja, a adoração sim. As missões existem porque não há adoração; ela sim é fundamental, pois Deus é essencial e não o homem.
Martyn Lloyd-Jones assim se expressa:

“O objetivo supremo desta obra é glorificar a Deus. Esse é o ponto central. Esse é o objetivo que deve dominar e sobrepujar todos os demais. O primeiro objetivo da pregação do evangelho não é salvar almas; é glorificar a Deus. Não se tolerará que nenhuma outra coisa, por melhor que seja nem por mais nobre, usurpe esse primeiro lugar”.

Isto significa que a adoração a Deus deve ser a preocupação fundamental da Igreja do Senhor Jesus.
John Piper argumenta:

“o desafio missionário existe e persiste porque o culto pleno a Deus ainda não existe”.

A adoração a Deus é o alvo último da Igreja. A glória de Deus é a primazia e não o homem. Deus busca a sua própria glória. A glória de Deus é o combustível e a meta da missão. É a meta da missão porque nela procura-se levar os povos a exultação inflamada do nome do Senhor.
Piper expressa:

“Quando a chama da adoração arder com o calor da verdadeira excelência de Deus, a luz das missões brilhará para os povos mais remotos da terra”.

Uma análise da revelação bíblica confirmará a conclusão a que John Piper chegou: o culto é o fim último da Igreja e o desejo máximo de Deus para toda a humanidade. Missão principia e finaliza na adoração. Adoração é o objetivo da missão.
Logo, entendemos que a evangelização dos povos precisa ser vista na conjuntura do deleite divino.
Gildásio Reis foi quem disse:

“Não podemos nos esquecer que o motivo por trás de todas as ações deve objetivar agradar a Deus (Sl 115.3; Is 48.9-11)”.

Na obra missionária a Igreja de Jesus Cristo, em obediência ao Seu mandamento, para a glória de Deus, e para a salvação dos eleitos de Deus, deve buscar e orar:

1. Pela oportunidade de pregar o Evangelho (Cl 4.3-4; 2Ts 3.1);
2. Por homens para pregá-lo (Mt 9.37-38);
3. E por fruto na obra da pregação (Rm 10.1).

Notamos aqui a motivação que deve permear a vida do missionário. A análise parte do exemplo de Jesus – o Missionário por Excelência:

1. Certeza total de que está fazendo a vontade de Deus (Jo 6.38; 8.29; Hb 10.7);
2. Compartilhar o amor de Deus aos perdidos (Jo 3.16; 10.11);
3. Sonhar no encanto que fica além da cruz (Hb 12.2; Jo 17.5,24).

Ressaltamos que o Mestre definiu em várias ocasiões a sua missão, esta que a cumpriu cabalmente:

1. Jesus foi enviado para fazer a vontade de Deus (Sl 4.7-; Jo 6.38);
2. Jesus veio para servir e oferecer a sua vida em pagamento de muitos (Mc 10.45);
3. Jesus veio imprimir as palavras de Deus (Jo 17.8);

Jesus embora sendo Deus tornou-se plenamente homem (Hb 2.14; Gl 4.4). Ele sendo merecedor de toda glória, humilhou-se. Ele, para identificar-se com aqueles que veio salvar, conheceu e experimentou todas as lutas humanas. Utilizou-se de várias maneiras para resgatar vidas, e isto a qualquer custo:

1. Viveu na dependência do Pai (Jo 5.19);
2. Quanto mais atarefado mais orava (Mc 1.32; Mt 26.39; Lc 23.46);
3. Estava sempre disponível aos que dEle precisavam (Mt 9.18-19);
4. Fazia discípulos (Mt 28.18-20).

Deste modo, estas também são as tarefas do missionário cristão. Consequentemente, o papel do servo de Deus é seguir os passos do Deus Missionário, o Senhor das nações. Contribuir para a salvação dos perdidos (Lc 19.10) e edificar os salvos (At 1.8), sabendo que tudo isso tem o propósito divino.
O cristão faz parte do Corpo de Cristo, e, portanto, tem uma função. No corpo de Cristo todos os membros são significantes. Os dons do Espírito Santo foram distribuídos tendo em vista a edificação do povo de Deus. Uma igreja missionária tem como características:

1. Compreensão e convicção de sua identidade;
2. Visão clara sobre sua missão;
3. Sabe qual é a contribuição que cada membro deve fazer.

Sobre a perda da visão da missão da igreja, Russel Shedd cita Charles Spurgeon:

“Durante as últimas décadas, um mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos e em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois passou a aceitar e justificar as frivolidades que esteve em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em seus areais e agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões... Em nenhum lugar encontramos, ‘E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho’... Tais palavras não se encontram na Bíblia.
Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? Vós sois o ‘sal’ não o docinho, algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: ‘Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos’ (Lc 9:60).
... A missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade, uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.”

A Igreja não foi fundada para agradar ou entreter o mundo ou a ela própria. O povo de Deus existe para glorificar a Deus e proclamar Sua verdade em amor. E no Corpo de Cristo não existe membro auto-suficiente nem desamparado e abandonado. O que existe é a mutualidade. Não cabe na Igreja o complexo de superioridade (dominação) nem o complexo de inferioridade. Uma igreja que zela pela glória de Deus é uma igreja destemida que proclama a mensagem de salvação em Jesus Cristo aos perdidos. É uma igreja que recebe e trata a todos com amor e verdade.
Sendo assim, missão é algo que deve nascer de um coração totalmente consagrado e comprometido com Deus e para a glória de Deus. John Piper diz que quando esta era terminar e representantes de toda raça, tribo e nação estiverem dobrados diante do Cordeiro de Deus, a obra missionária não mais terá razão de existir na igreja. Mas o culto continuará a existir.
Missão concebe apenas uma necessidade passageira da Igreja, mas a adoração durará para sempre. A adoração é a mais nobre atividade que o ser humano poder realizar. E missão é o maior desafio que ele recebe como resposta e estímulo da sua atividade como adorador.
A glorificação de Deus é a razão da missão. Timóteo Carriker afirma:

“a misericórdia de Deus em estender a salvação para as nações é a suprema razão da obra missionária. É iniciativa e obra dEle, portanto, nós, os embaixadores de Deus, teremos toda razão de anunciar tão grande oferta. Enraizamos a razão da obra missionária não no ser humano, na sua carência de Deus, ou no seu amor para com aqueles que não tem Deus, mas a razão da obra missionária está firmemente enraizada na iniciativa e na misericórdia de Deus, isto é, na sua soberania”.

A glorificação de Deus é o combustível da missão. Quando a nossa paixão por Deus está fraca, também fraco será o nosso trabalho missionário. O esmero pela glória de Deus no culto determina o avanço da obra missionária.
Ronaldo Lidório falando sobre a obediência como a determinadora do avanço missionário, diz:

“Não basta obedecer; é preciso obedecer pelas motivações certas. Seja testemunhar de Cristo, entrar em uma mata com a mensagem do Evangelho, pregar em uma igreja, cantar no coral, entregar um folheto, é preciso que seja para a glória de Deus, sem compulsões, máscaras ou legalismos. É preciso estar motivado pelo desejo de agradar a Cristo e segui-lo”.

Aqui estão mais alguns motivos para se fazer missão:

1. É uma ordem imperativa do Senhor das nações (Mt 16.15; 1Co 9.16);
2. É uma grande honra e grande privilégio ser embaixador da parte do Rei dos reis (2Co 5.20);
3. Existirá um galardão para quem anuncia o Evangelho incansavelmente (1Co 15.58; Rm 14.12; Gl 6.7; Cl 3.23,25);
4. Porque todos os cristãos devem dar frutos (Jo 15.5,16 e Mt 7.19);
5. Porque evangelizar é a condição para o crescimento da Igreja (At 2.37-41).

Estes motivos e outros nos orientam e nos faz agir em prol da proclamação do Evangelho em todo o mundo. Todavia, o principal motivo para missão é a glória de Deus. É isto que o apóstolo Paulo diz em Rm 16.27: “Ao Deus único e sábio seja dada glória...”. Este é o fundamental motivo para nos entregarmos inteiramente ao trabalho missionário. A glória de Deus é que determina o crente em Jesus entregar os filhos à causa missionária mundial, para financiar a ação missionária urbana e transcultural, para interceder e empreender esforços para que todas as gentes ouçam o Evangelho. Deus é o alvo. A adoração a Deus é a prioridade última. A glória de Deus é a chama que acenderá o ardor e avivamento missionário no coração de cada cristão. Devemos glorificar a Deus e apresentar Sua glória ao mundo. Fazemos missão para que os povos conheçam e adorem a Deus. É a glória de Deus que é colocada acima do bem do homem. Deus é o centro e não o homem. Isso não significa rebaixar ou depreciar a obra missionária, contudo, exaltar o Único que é digno de honra, glória e louvor.
A partir do momento que o ardor por Deus inflamar em nossos corações, a luz missionária flamejará para os povos mais longínquos da Terra. Pois o profundo amor pela glória de Deus evidencia o avanço firme da obra missionária. Quanto mais amamos a glória de Deus mais se avança a obra missionária. Amor a Deus e amor por missão não podem ser afastados. A paixão pela glória de Deus e a paixão pela salvação dos perdidos caminham atreladas.
Hernandes Dias Lopes disse:

“Jamais poderemos afirmar, também, que estamos interessados na glória de Deus se não fazemos missões. A prova do nosso amor por Deus é obediência”.

Ou seja, os que Deus chamou para a salvação são os que devem proclamar as boas novas de salvação no mundo. Para isso, é imperativo o discernimento de que a missão para a glória de Deus é uma obra imprescindível, improrrogável e intransferível. É uma ação necessária da Igreja de modo que não pode ser adiada.
A primeira pergunta do Catecismo de Westminster diz: “Qual é o fim principal do ser humano?” E a resposta correta é: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-Lo para sempre”. É dentro deste aspecto, que afirmamos que a missão é para a glória de Deus. Missão principia e termina na adoração a Deus. A adoração ao Senhor é o combustível e desígnio da missão.
Deste modo, a alegria de proclamar a glória de Deus entre todos os povos e gentes, levando a eles a mensagem da esperança e salvação em Jesus Cristo é o exímio propósito da existência da Igreja. A obra missionária não pode ser um apêndice ou parêntese na agenda da Igreja que está comprometida em glorificar a Deus. Missão não é um departamento, mas a própria razão da Igreja.
Calvino também tem este foco em sua teologia missiológica. Para o reformador, tudo na vida deve ser vivido para a glória de Deus. Segundo o sistematizador da Reforma Protestante, o fator que deveria motivar as missões mundiais era a glória de Deus.
Gildásio Reis cita Charles Chaney, referindo-se a João Calvino:

“o fato de que a glória de Deus ser o motivo primordial nas primeiras missões protestantes e isto ter se tornado, mais tarde, uma parte vital do pensamento e atividade missionários, pode ser traçado diretamente em direção à teologia de Calvino”.

Deus está no centro de toda e qualquer legítima atividade missionária. Deus é o primeiro e o último. Essa verdade é o fundamento da inspiração, motivação e perseverança missionária.
Aproniano Wilson de Macedo referindo-se à visão missionária de João Calvino, diz:

“Calvino preocupou-se com Missões. Nas Institutas e nos seus comentários, manifestou profundo interesse pela propagação do Evangelho. Comentando a Grande Comissão, disse: ‘O Senhor ordena aos ministros do Evangelho que vão longe para pregar a doutrina da salvação em todas as partes do mundo’”.

William Carey, conhecido como o “Pai das missões modernas”, foi missionário na Índia e expressou assim essa vinculação:

“Quando eu deixei a Inglaterra minha esperança na conversão da Índia era muito forte, mas, em meio a tantos obstáculos, ela poderia morrer a não ser que fosse sustentada por Deus. Eu tenho a Deus e sua palavra é verdadeira. Apesar de as superstições dos pagãos serem milhares de vezes mais fortes do que eles e o exemplo dos europeus milhares de vezes pior; embora eu tenha sido abandonado e perseguido por todos, ainda assim esta é minha fé, firmada na certeza da palavra, que se elevará acima de todos os obstáculos e superará cada provação. A causa de Deus irá triunfar”.

Na missão é essencial que exista centralidade de Deus na vivência da Igreja. Isto significa ter Deus no centro da vida e ajuda a entender a própria significação da obra missionária. A obra missionária enfatiza a prioridade de alcançar povos, ou etnias não alcançadas para a glória de Deus.
A missão é para a glória de Deus:

1. Deus escolheu seu povo para Sua glória: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Ef 1.4-6).

2. Deus criou os seus para Sua glória: “Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei, e fiz” (Is 43.6-7).

3. Deus libertou Israel do Egito para Sua glória: “Nossos pais, no Egito, não atentaram às tuas maravilhas; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias e foram rebeldes junto ao mar, o mar Vermelho. Mas ele os salvou por amor do seu nome, para lhes fazer notório o seu poder” (Sl 106.7,8).

4. Jesus disse que responde às orações para que o nome de Deus seja glorificado: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13).

5. Jesus acolheu os seus para a glória de Deus: “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus” (Rm 15.7).

6. O plano de Deus é encher a Terra com o conhecimento da glória do Senhor: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Hc 2.14).

O que entendemos, então, é que a obra missionária inicia-se e se completa com o culto prestado à glória de Deus. Pois só a adoração genuína a Deus pode motivar verdadeiramente a Igreja a avançar com a proclamação do Evangelho. A glória de Deus é a razão, o combustível e o alvo da missão. E Jesus é a manifestação da glória de Deus.

Soli Deo Gloria!

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida. Ed 1995. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Gildásio Reis. O Propósito da Missão, a Glória de Deus. Extraído do site: www.monergismo.com [acesso em 17.06.2011].

_________________. Missões ou Adoração? Uma Perspectiva Reformada de Missões. Extraído do site: www.monergismo.com [acesso em 17.06.2011].

Hernandes Dias Lopes. Paixão por Deus e o zelo missionário andam de mãos dadas. Extraído do site: www.hernandesdiaslopes.com.br (acesso em 17.05.11).

Lidório, Ronaldo. (2007). Restaurando o Ardor Missionário. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Macedo, Aproniano Wilson. (1998). Teologia de Missões. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

O Catecismo Maior de Westminster. (2005). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Piper, John. (2001). Alegrem-se os Povos, A Supremacia de Deus em Missões. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Russel Shedd. Uma Igreja Com Visão Missionária Proclama a Glória de Deus às Nações. Extraído do site: www.sheddpublicacoes.com.br [acesso em 17.06.2011].

Timóteo Carriker. A glória de Deus: a missão da igreja. Extraído do site: www.sermao.com.br [acesso em 17.06.11].

O Caráter Missionário da Bíblia


O conteúdo geral da Bíblia é missionário. Missão nunca foi invenção ou produto humano, pois este princípio partiu de Deus e está no centro da Bíblia. Se Deus é um Deus Missionário e se a Bíblia é inspirada por Deus, logo, significa que a Bíblia é um Livro Missionário. Não existe missão sem as Escrituras Sagradas, nem podemos entender a Bíblia à parte da Missão de Deus. Vemos que na própria natureza de Deus existe o imperativo de missão, logo, o caráter do seu Livro também é missionário. Há na Bíblia um apelo missionário.
John Stott asseverou:

“Por meio da Bíblia o próprio Deus está evangelizando, isto é, comunicando as boas novas ao mundo. Você deve estar lembrado da declaração de Paulo acerca de Gênesis 12.3, segundo a qual ‘a Escritura [...] preanunciou o evangelho a Abraão’ (Gl 3.8)”.

A responsabilidade missionária da Igreja não começa na Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.18-20), nem em At 1.8. É a partir da vocação de Abraão, a Grande Comissão no Antigo Testamento (Gn 12.1-3) que, segundo a promessa de Deus, tanto seria abençoado como seria bênção a outras nações. Israel como nação, Igreja veterotestamentária, deveria compartilhar suas bênçãos com outras nações. Em vez disso, procurou receber a bênção sem realmente haver tentado ser uma bênção a outros povos. Mas houve um propósito divino e missionário na desobediência de Israel.
Continua Stott:

“Toda a Escritura prega o evangelho. Deus evangeliza por meio dela”.

A Bíblia não contém missão. Ela própria é o meio e o alvo da missão.
Afirma ainda Stott:

“Sem a Bíblia, a evangelização mundial é impossível. Sem a Bíblia não temos nenhum evangelho para anunciar às nações, nenhuma garantia para ir até elas, nenhuma ideia de como ir e realizar a tarefa, e nenhuma esperança de sucesso. O grau de compromisso da igreja com a evangelização mundial é medido com o grau de sua convicção da autoridade da Bíblia. Quando os crentes perdem sua confiança na Bíblia, eles também perdem o zelo pelo evangelismo. Por outro lado, quando confiam na Bíblia, ficam determinados a evangelizar”.

A Bíblia é a nossa autoridade em missão. Ela nos revela a mensagem do Evangelho, os motivos corretos para missão e os objetivos e métodos que agradam a Deus. Todo trabalho missionário deve ser fundamentado e dirigido pelas Escrituras Sagradas. A Bíblia inteira enfoca o propósito de Deus de se revelar a todos os povos na face da Terra através do seu povo.
Stott apresenta quatro razões por que a Bíblia é fundamental na evangelização:

“Primeiramente, a Bíblia nos dá o mandato de evangelização. Em segundo lugar, a Bíblia nos dá a mensagem. Em terceiro lugar, a Bíblia nos dá o modelo para a evangelização. Em quarto lugar, nos dá o poder para evangelizar”.

Edison Queiroz nos fala sobre a base bíblica da missão:

“A Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse, é um livro missionário, a partir do ponto de vista bíblico, o propósito de Deus é simplesmente reconciliar o homem consigo mesmo. O problema é que muitas vezes estudamos a Bíblia, não para buscar o propósito de Deus e sim para buscar respostas ou bases para nossas ideias. Precisamos avaliar nossa hermenêutica a partir do ponto de vista dos propósitos de Deus”.

Greenway cita o missiólogo europeu, Johannes Verkuyl, referindo-se ao Novo Testamento:

“Do começo ao fim, o Novo Testamento é um livro missionário. Ele deve sua própria existência ao trabalho missionário das igrejas cristãs primitivas, tanto a judia como a helenística. Os Evangelhos são ‘recordações vivas’ da pregação missionária, e as Epístolas, mais do que uma forma de apologética missionária, são instrumentos atuais e autênticos do trabalho missionário”.

Segundo Roger Greenway, os quatro Evangelhos podem ser vistos como “literatura missionária”:

1. O Evangelho segundo Mateus foi escrito para os judeus, para ensiná-los sobre Jesus e fazer deles a base para a missão da Igreja junto aos gentios;
2. O Evangelho segundo Marcos foi um “tratado” missionário para os gentios que precisavam de um breve relato sobre a vida e os ensinamentos de Jesus;
3. O Evangelho segundo Lucas, um gentio convertido à fé em Jesus, escreveu para os gentios como ele, os quais careciam saber que Jesus os queria em seu Reino tanto quanto os judeus;
4. O Evangelho segundo João foi escrito com o seguinte propósito missionário: “Para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Assim sendo, é impossível entender devidamente missão no Novo Testamento sem considerar suas raízes no Antigo Testamento.
Russell Shedd comenta:

“A ordem de fazer missões é muito clara no Novo Testamento, porém Jesus buscou no Antigo Testamento a base para essa declaração. Se lermos a Bíblia toda sem observar sua ênfase sobre missões, provavelmente a estamos lendo superficialmente, como eu lia o Antigo Testamento, sem notar a centralidade do plano de Deus para as nações. Agora penso de modo diferente. Foi uma mudança de paradigma para mim!”

O Antigo Testamento confirma o propósito claro de Deus de alcançar todos os povos. A promessa do Salvador em Gn 3.15 foi dada aos pais de toda a raça humana. A aliança com Noé inclui seus três filhos, não exclusivamente Sem. Abraão foi escolhido para ser o pai duma nação com propósito universal. É esclarecido mais ainda na aliança com Moisés que Israel era um povo escolhido de Deus para servir entre as nações (Is 40-44), e para ser sacerdote de Deus no mundo (Ex 10.4-6). Finalmente, os resultados da aliança com Davi e Salomão mostram sua amplidão mundial. A ideia principal nos salmos é que Deus merece o louvor de toda a criação, e na dedicação do Templo, Deus declarou o Seu desejo de que todos O conhecessem (1Rs 8.43,60).
Os profetas igualmente difundem o grande desejo de Deus de alcançar o mundo todo. Sofonias 1.2,3 fala que todas as nações vão ser julgadas, por isso precisam do Salvador. Habacuque 2.14 esclarece nitidamente o propósito missionário de Deus: "Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar".
Jonas, Amós, Isaías e Miqueias são modelos de como Deus ansiava mostrar-Se para as nações que Lhe pertencem. Ele elegeu Israel para ser o caminho do Seu conhecimento. O Antigo Testamento está repleto do conceito missionário de Deus em querer anunciar Seu amor e Sua mensagem de Salvação a todos os povos.
Portanto, missão está no centro da Bíblia e está também no centro da vida do verdadeiro cristão. Não há lugar mais seguro do que o lugar em que Deus nos colocou. A Bíblia inteira enfoca o propósito de Deus de Se revelar a todos os povos na face da Terra através do Seu povo. A Bíblia não contém missão. Missão é central na Bíblia.
Deus é o Senhor da missão. Deus é um Deus de coração missionário. É Ele quem envia:

1. Abraão (Gn 12.1-9);
2. Jonas (Jn 3.1-10);
3. Jesus (Lc 19.10);
4. O Consolador (Jo 16.7-15);
5. Os doze (Mt 10);
6. Os setenta (Lc 10.1-12);
7. Paulo (At 13.1 ao 14.28; 15.36 ao 18.22 e 18.23 ao 20.28);
8. O cumprimento da missão (Ap 5.9-14); e etc.

Soli Deo Gloria!

Nos laços co Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim



BIBLIOGRAFIA

A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Carriker, C. Timóteo. (1992). Missões na Bíblia, princípios gerais. São Paulo, SP: Vida Nova.

_________________. (2005). A Visão Missionária na Bíblia, uma história de amor. Viçosa, MG: Editora Ultimato.

_________________. (2005). O Caminho Missionário de Deus, uma teologia bíblica de missões. Brasília, DF: Editora Palavra.

_________________. (2008). Proclamando Boas Novas, bases sólidas para o evangelismo. Brasília, DF: Editora Palavra.

Edison, Queiroz. (2009). A Igreja Local e Missões. São Paulo, SP: Vida Nova.

Greenway, Roger. (2001). Ide e Fazei Discípulos. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Peters, George W. (2000). Teologia Bíblica de Missões. Rio de Janeiro, RJ: CPAD.

Winter, Ralph D. & Hawthorne, Steven C & Bradford, Kevin D. (Editores). (2009). Perspectivas no Movimento Cristão Mundial. São Paulo, SP: Vida Nova.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Missões – Obra Exclusiva da Igreja


Jesus, o Autor de missões, disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19-20). No grego original a palavra traduzida por “ide” expressa uma grande urgência. O sentido é “não percam tempo, não demorem, vão logo”. Missões é caso de vida ou morte. A urgência da proclamação do Evangelho é inata aos cristãos.
Mas, qual o propósito e alvo da Igreja? Para que serve a Igreja?
Jesus ordenou que seus discípulos levassem o Evangelho ao mundo todo. Para Jesus o engajamento missionário é uma responsabilidade contínua da Igreja, até a sua volta.
Em 1 Co 11.18 – Assembleia – Eclésia – Igreja - não é um edifício ou prédio, mas um ajuntamento – não uma instituição, mas uma entidade orgânica. Em Rm 11.28 – o Povo de Deus – Igreja - é a vitrine de Deus – quando alguém quiser ver como se comporta um povo em que Deus está presente, deve olhar para a Igreja. Como ela se comporta na tribulação e aflição, como se comporta na bonança e calmaria, como se comporta em tempos de prosperidade e beleza. Em Gl 6.16 – Israel de Deus – Igreja - são aqueles que circuncidaram o coração – “somos agora os ramos da oliveira que foram enxertados, juntamente com aqueles que se tornaram fieis aos desígnios eternos de Deus”. E em 1Co 6.19 – o Templo de Deus – nos tornamos o templo onde Deus habita, nós somos a morada de Deus..
A empreitada de evangelizar vidas é ofício da Igreja na Terra. A Igreja é, por natureza e caráter, missionária. Uma igreja que não evangeliza não pode ser considerada evangélica. Nenhuma ocupação deve sobrepor a briosa missão de evangelizar vidas para o Senhor. Quando há a anástrofe e inversão oficional da Igreja, esquecendo o trabalho de anunciar o sacrifício vicário de Cristo, essa Igreja está na contra mão da vontade de Deus. Está seguindo um cristianismo sem Cristo. A mesma está fazendo aquilo que Cristo não mandou e não fazendo o que o Senhor ordenou.
Fazer missões é a nobre obra que os cristãos devem apresentar a Deus. É a filosofia da Bíblia. É a essência da Palavra de Deus. Sua base estende-se de Gênesis 1 até Apocalipse 22. Do primeiro ao último versículo, a Bíblia é um livro essencialmente missionário, visto que sua inspiração deriva de um Deus Missionário, o Deus que envia. Ou seja, toda a Escritura forma o alicerce para que o Evangelho alcance o mundo todo. “Missões é o enredo decisivo das Escrituras, sem o qual não se consegue seguir adequadamente a narrativa toda” . É a obra que pulsa no coração de Deus e daqueles que O ama de verdade. É anunciar a glória de Deus e a adoração somente a Ele.
O Rev. Hernandes Dias Lopes afirmou: “O propósito de Deus é o Evangelho todo, pregado por toda a Igreja, em todo o mundo, a cada criatura. A visão de Deus é o mundo todo, o método de Deus é a Igreja toda e o tempo de Deus é agora”. Isso tudo nos demonstra que missões é uma obra indispensável, cogente, inadiável, impreterível e intransferível. Missões ainda é uma obra incompleta e de consequências eternas (ver Ez 33.8,9).
É impossível, esdrúxulo e excêntrico ser crente em Jesus Cristo sem ser uma testemunha do Redentor (At 1.8).
Missões é uma ordem soberana e absoluta do Deus Missionário. Não fazer missões é um pecado de desobediência. Missões não está apenas ao alcance de alguns, mas, sim ao alcance de todos os filhos de Deus. Todos os que foram evangelizados e salvos por Cristo são enviados por Cristo à pregar o Evangelho aos não alcançados, aos perdidos. Alguém que se diz ser cristão, todavia não evangeliza precisa ser evangelizado. Um crente que não faz missões torna-se um campo missionário.
Alguém afirmou: “Cada coração com Cristo é um missionário. Cada coração sem Cristo é um campo missionário”.
O Evangelho deve se espalhar. Não pode ficar parado em lugar algum! Já que o Evangelho é do reino, isto tem dimensões as mais amplas e universais possíveis. Fica, portanto, implícita sua divulgação por toda parte, atravessando todas as barreiras geográficas. Tem que estar sempre em movimento, até que todos recebam as boas novas.
Missões é obra exclusiva da Igreja. Nenhuma instituição humana e terrena pode evangelizar.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CURSO BÁSICO DE MISSÕES - GRATUITO


Disciplinas:
- Introdução à Missões
- Bases Bíblicas de Missões
- O Desafio Missionário Mundial
- A Igreja Local e Missões
- História de Missões
- Missões Transculturais
- Antropologia Missionária

Observações:
- O curso é grátis
- Os módulos são enviados por e-mail (auto-didático)
- O período dependerá da disponibilidade de tempo do aluno (a)
- Na conclusão, o aluno (a) receberá, pelos Correios, gratuitamente um certificado.

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Contatos:
E-mail: lucianolandim@hotmail.com

Educando para a glória de Deus