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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

“A Palavra de Deus é muito importante para se perder pelo caminho”

O missionário brasileiro Ronaldo de Almeida Lidório relata que uma mulher konkomba, em Gana, na África, após passar uma semana aprendendo a Palavra de Deus na igreja de Coni, retornou à sua aldeia. Depois de três dias de viagem a pé, esqueceu-se de um versículo aprendido. Ela retornou para decorar novamente a porção esquecida. Quando o missionário Lidório falou para ela que não precisava ter feito tamanho sacrifício de viajar três dias para decorar apenas um versículo, ela respondeu: “A Palavra de Deus é muito importante para se perder pelo caminho”.


(Trecho extraído do livro “Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas” de Hernandes Dias Lopes, Editora Hagnos, p. 68).

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O campus é a seara

Apesar das restrições e dos perigos, professores cristãos implantam universidades em nações fechadas como China e Coreia do Norte.

O campus é a seara
Portas inusitadas para o Evangelho estão se abrindo em duas das nações que mais impõem restrições á fé cristã. Na China, celebrada por seu espetacular crescimento econômico, embora permaneça avessa à liberdade religiosa, e na ultrafechada Coreia do Norte – um dos últimos refúgios mundiais do comunismo ateísta –, é através do ensino superior que a Palavra de Deus ganha espaço. Universidades licenciadas pelo Estado, cuja administração e corpo docente são formados predominantemente por cristãos, estão colaborando para mudanças ainda pequenas, mas significativas. Através delas, por exemplo, cidadãos ocidentais podem entrar e sair livremente por fronteiras antes praticamente intransponíveis, levando consigo a Palavra de Deus. E tudo tem acontecido graças à iniciativa de empresários e intelectuais com forte senso de missão – tanto a educacional quanto a espiritual.
A poucos quilômetros da fronteira entre os dois países, no lado chinês, funciona, há 20 anos, a Universidade Yanbian de Ciência e Tecnologia (Yust, na sigla em inglês). Ela está localizada em Yanji, região com grande concentração de coreanos. Fundada pelo empresário James Kim, que tem cidadania americana e coreana, a instituição tem visto o número de estudantes crescer bastante nos últimos anos. Acusado, em 1998, de ser espião a serviço dos Estados Unidos, Kim escapou das ameaças de morte e hoje goza de respeito por parte das autoridades norte-coreanas. Seu maior desejo era o de fundar uma filial da universidade do lado de lá da fronteira. Há três anos, esse desejo tornou-se realidade, quando Kim, juntamente com administradores e conselheiros internacionais, fundou a Universidade Pyongyang de Ciência e Tecnologia (Pust), na capital do país.
A abertura de uma universidade privada no país mais refratário ao livre mercado é algo inédito, e pode ser considerado um milagre. A Pust cresce em ritmo acelerado, e à semelhança de sua congênere chinesa, tem corpo docente e funcionários majoritariamente cristãos. Em 2010, a universidade tinha 160 alunos. Desde então, o número de matriculados quase duplicou, tanto nos cursos de graduação como nos de pós. Além de engenharia elétrica e de informática, gestão internacional, agricultura e ciências humanas, a instituição planeja abrir cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de saúde pública, direito e engenharia mecânica. Kim montou uma sólida rede de colaboradores, quase todos cristãos, como o lorde britânico David Alton; Malcolm Gillis, ex-presidente da Universidade Rice e atual co-presidente do conselho de Pust; e Peter Agre, vencedor do Prêmio Nobel de Química e diretor do Instituto de Pesquisa de Malária Johns Hopkins. O reitor de Yanbian, Chan-Mo Park, já presidiu Universidade Pohang de Ciência e Tecnologia, prestigiada instituição norte-coreana.
Essas duas universidades irmãs estão se aproveitando de uma tendência crescente da educação superior global – a grande demanda por professores universitários falantes da língua inglesa. Daryl McCarthy, presidente do Instituto Internacional de Estudos Cristãos (IICS), diz que há, hoje, muitas oportunidades para que acadêmicos cristãos deem aulas no exterior: "Estive reunido com dezenas de autoridades de universidades públicas ao redor do mundo que, muitas vezes, imploraram para que professores viessem ensinar em suas instituições". A organização que ele dirige empregou docentes em universidades públicas de 23 países.

AMIZADE E EVANGELISMO
Há muitos anos, Ray Lewis, um professor de biologia da Universidade Wheaton (EUA), conheceu Joshua Song, que trabalhava, na época, como professor auxiliar de física. Song, que também era professor da Yust, apresentou Lewis a vários estudantes daquela faculdade, inclusive a um aluno de graduação que havia se convertido ao cristianismo quando frequentava as aulas na Yanbian. As histórias que Song compartilhou com esses alunos chamaram a atenção de Lewis. Em 2011, o professor de biologia decidiu passar um período sabático na Yust junto com sua mulher, embora nenhum dos dois falasse coreano ou mandarim. Encontrou uma realidade totalmente nova e desafiadora. Vindo de um campus onde era normal iniciar as aulas com devocionais e reflexões bíblicas, ele agora se encontrava em um ambiente onde era obrigado a assinar um contrato pelo qual se comprometia a não evangelizar os alunos. Em Yanji, na China, a única opção que tinha para frequentar cultos era um serviço realizado em um crematório reformado.
Durante o dia, Lewis dava suas aulas de genética numa turma de uns 30 alunos, inclusive chineses e coreanos que apresentavam níveis variáveis de proficiência na língua inglesa. "Alguns deles nem deveriam estar ali, já que as aulas eram dadas em inglês", lembra. Teve, então, uma ideia. Resolveu convidar os estudantes para irem até sua casa jantar e desenvolver conversações em inglês. O interesse foi grande, e nessas ocasiões, o professor e sua mulher faziam pequenas reflexões bíblicas, tanto na língua inglesa quanto em coreano. Apesar das restrições existentes para testemunhar sua fé, Lewis e outros professores crentes da Yust conseguiam muitas vezes desenvolver relações de amizade com os alunos, o que acabava trazendo oportunidades para eles falarem de Cristo. O estudo bíblico doméstico incluía dois alunos coreanos, dois chineses e um outro professor.
Uma vez que se tornaram ainda mais próximos, essas aulas de idiomas se transformaram em verdadeiros estudos da Palavra de Deus. "Nós líamos as passagens bíblicas em voz alta. Eu explicava um pouco em inglês e o professor explicava depois em coreano". Devido à profundidade de seu relacionamento com os estudantes, Lewis era capaz de adequar o tema das aulas às suas vidas pessoais. "Além da tradução das palavras, nós tentávamos transmitir o significado das passagens que líamos, fazendo com que eles entendessem quem é Jesus Cristo e o que significa segui-lo.", explica Lewis. As reuniões terminavam com orações. Naturalmente reservados, os alunos orientais raramente perguntavam alguma coisa, mas estavam sempre dispostos a ouvir e aprender mais.
Com o tempo, outros professores crentes da faculdade também recebiam os estudantes em suas casas. Ficou logo evidente que, desde que fossem cuidadosos e não organizassem cultos mais explícitos, não seriam incomodados. "Se não realizarem batismos na banheira dos dormitórios e evitarem reuniões abertas, algo que as autoridades não poderiam ignorar, eles provavelmente não terão problemas", afirma o professor Daniel Bays, especialista em estudos asiáticos.
Não por acaso, a Coreia do Norte tem sido um grande foco dos cristãos no mundo inteiro há muitas gerações. Dominado pela ditadura hereditária implantada por Kim Il-Sung desde a fundação do país, em 1948 – quem está no poder agora é seu neto, Kim Jong-um –, a Coreia do Norte já nasceu comunista, com resultado da partilha do poder mundial entre as potências ganhadoras da II Guerra Mundial. Após um conflito que, oficialmente, ainda não terminou com a vizinha do sul, o país mergulhou num período de terror e miséria como vassalo da extinta União Soviética. Um número indefinido de cristãos foram mortos por causa de sua fé e pelo menos 3 milhões de pessoas sucumbiram à fome decorrente da pobreza e do isolamento mundial imposto pelo regime, que impede até a chegada de ajuda humanitária. O evangelismo tradicional é praticamente impossível e a missão Portas Abertas, dedicada à defesa da liberdade religiosa, classifica a Coreia do Norte como o país que mais persegue cristãos hoje.

"OUVIDOS NA PORTA"
Em um contexto como esse, os professores da Universidade Pyongyang de Ciência e Tecnologia lecionam dentro de um ambiente altamente estruturado e têm pouco contato com seus alunos fora da sala de aula. Segundo Bays, na China, um professor visitante que passasse dos limites seria deportado e os alunos envolvidos, chamados para uma conversa nos departamentos estatais de controle. Na Coreia do Norte, no entanto, a penalidade pode ser muito mais severa, incluindo a prisão do estrangeiro por praticar o cristianismo. "Pelo que já li a respeito, se você for pego em um pequeno grupo participando de um culto de adoração cristã, pode ser mandado para campos de prisão por vários anos", diz ele. É difícil levar informações para fora do país, uma vez que o governo central limita fortemente a comunicação com o mundo exterior, inclusive através de censura na internet. Há pouca consciência a respeito do sistema de ensino superior da Coreia do Norte. "Francamente, ninguém nos EUA tem uma sólida compreensão acadêmica sobre o que está acontecendo naquele país.", disse Bays.
Recentemente, as missões cristãs voltaram a focar nos norte-coreanos que vivem fora do país, principalmente naqueles que estão na China. A Yust acolhe a um pequeno contingente deles. "Eu sabia que havia alguns estudantes da Coreia do Norte", destaca Lewis. "Nunca tive a oportunidade de falar com eles, pois são muito fechados". Para piorar as coisas, a embaixada norte-coreana de Pequim se mantém atenta a seus cidadãos que vivem no exterior para se certificar de que não haja problemas. Contudo, o modelo de educação que James King implementou nas duas nações asiáticas mostra uma promessa para o futuro do evangelismo em países fechados para missões tradicionais. Apesar de esses governos serem avessos à religião, eles estão desesperados por ajuda, principalmente na área da educação superior. Um número cada vez maior de professores americanos está dando aulas no exterior. Mas não há uma quantidade suficiente de docentes qualificados, falantes do inglês, para suprir a demanda. "Há, portanto, uma grande oportunidade para professores, cristãos ou não, de lecionarem fora dos Estados Unidos", afirma Daryl McCarthy, do IICS. "Na Ásia e no Oriente Médio, esse desejo de falar inglês está impulsionando uma maciça explosão na educação. As principais publicações são em inglês, portanto essas pessoas precisam aprender a língua". As duas regiões ocupam grande parte da chamada Janela 10-40, imensa região imaginária do globo que abriga a maior parte da humanidade que não conhece a Cristo.
Apesar disso, e das iniciativas pioneiras das universidades fundadas na Coreia do Norte e na China, McCarthy acha que o imenso campo missionário, formado pelos mais de 100 milhões de estudantes universitários de fora dos EUA – que considera um grupo ainda não alcançado –, está sendo negligenciado. "Estamos percebendo que muitos acadêmicos cristãos preferem a segurança de lecionar em uma instituição cristã, ou até mesmo em uma secular dentro dos Estados Unidos. Eu até conheci gente que prefere trabalhar em lanchonetes a dar aulas no exterior. Muitos universitários são relutantes a mudar suas vidas e abandonar suas paixões acadêmicas para se dedicarem ao evangelismo em uma nação estrangeira". No entanto, ele acredita que sua missão seja educar as pessoas por inteiro, e não apenas a esfera espiritual. "Salvar as almas sem salvar as mentes não trará frutos em longo prazo", ele diz. "Somos, antes de tudo, universitários. Para nós, nosso ministério é ensinar, e fazemos isso porque esse é o nosso chamado. É isso que faz de nós um grupo de acadêmicos que pensam e vivem de maneira diferente".
Lewis vai na mesma direção e afirma que, para ele, o chamado é integrar a fé e o aprendizado, principalmente na Yust. "A missão é a educação", enfatiza. "O departamento onde trabalhei era todo formado por cientistas com Ph.D. Era, no entanto, totalmente conectado com os programas de evangelismo". Ele, agora, está buscando maneiras de estabelecer vínculos entre a Universidade Yanbian e a da Wheaton que também inclua os estudantes, e não apenas alunos. A Fundação Yust-Pust já funciona em Chicago, sob a liderança do professor Song. A ideia é adaptar o modelo até aqui bem sucedido para outras nações fechadas ao Evangelho. Porém, Lewis sabe que, sempre que o anúncio do Evangelho se torna um elemento presente no ambiente acadêmico, há uma série de pressões decorrentes disso – ainda mais em uma realidade de perseguição religiosa de fato. "Trata-se de uma pressão sutil; a pressão constante de saber que se está sob vigilância. Os e-mails e ligações telefônicas são monitorados", explica Daryl McCarthy. "Às vezes, as pessoas colocam seus ouvidos colados, literalmente, à porta para ouvir as conversas. Tem que haver sempre um equilíbrio entre a transparência e a discrição." (Tradução: Julia Ramalho)

Andrew Thompson é formado em comunicação na Wheaton College e foi estagiário na revista Christianity Today

terça-feira, 18 de junho de 2013

Minha Viagem ao Bonfim do Piauí



Pregando no Culto de Ação de Graças no povoado "Conceição".

Anualmente vou à cidade dos meus saudosos pais, Bonfim do Piauí. Vou para comemorar o aniversário do meu avô materno e para cooperar na evangelização deste município tão carente do evangelho. A cidade tem um pouco mais do que cinco mil habitantes. A primeira igreja evangélica a chegar à cidade foi a Assembleia de Deus, hoje pastoreada pelo Pr. Assis. Ano passado foi plantada a 1ª Igreja Batista, pastoreada pelo Pr. Mateus. Ambas as igrejas dedicam-se arduamente na evangelização e discipulado da cidade.

Desta vez fiquei quatro dias em Bonfim do Piauí (06 a 09 de junho). Preguei no povoado “Conceição” (culto de ação de graças), no centro da cidade (1ª Igreja Batista) e na Igreja Evangélica Missionária em Anísio de Abreu, uma cidade vizinha. Entregamos às igrejas alguns exemplares dos livros que escrevemos (“Quando Deus Decide Não Curar”, “A Egolatria e a Sociedade Sem Deus” e “Restaurando o Ardor Missionário) para serem distribuídos gratuitamente aos membros.

Neste ano, ao conversar com os pastores sobre a necessidade espiritual que há na cidade, eles me disseram que se sentem sós diante de tamanha miséria espiritual que há no povo. Há muita idolatria e sincretismo religioso. Há muito serviço a ser feito, mas poucos obreiros. O interessante é que os cristãos bonfinenses perseveram na fé e buscam constantemente testemunhar o amor e a salvação em Cristo Jesus, apesar das dificuldades. Notei que tem havido um avanço na obra evangelística. Deus tem agido poderosamente. Louvado seja o Senhor!

Os dois pastores das cidades são teólogos, são amantes da Palavra de Deus. São homens capacitados nos estudos teológicos. Eles demonstram o desejo de continuar os estudos teológicos. Pensam até em fazer mestrado. Todavia, a região não proporciona cursos na área teológica nem a venda de livros. Portanto, decidimos fazer uma campanha de arrecadação de livros de teologia para enviar aos pastores. O leitor poderá doar livros teológicos entrando em contato conosco.

Veja algumas necessidades e pedidos de oração referentes à obra evangelística em Bonfim do Piauí:

Necessidades:
         1.      Oração consistente pela igreja e cidade.
         2.      Ofertas para construção de templos e sustento de obreiros.
         3.      Livros teológicos para a capacitação de obreiros.
         4.      Bíblias, livros e folhetos cristãos para a evangelização.

Pedidos de oração:
        1.      Pr. Assis e família.
        2.      Pr. Mateus e família
        3.      Obreiros e membros da Igreja Assembleia de Deus.
        4.      Obreiros e membros da 1ª Igreja Batista.
        5.      Governantes da cidade.
        6.      Cidadãos em geral da cidade.

Contamos com você leitor na cooperação e avanço desta obra. Entre em contato conosco através do nosso e-mail: missao.saem@hotmail.com

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Carta Informativa da Missionária Andrea Oliveira



Transcrevemos aqui a carta informativa da Missionária Andrea Oliveira que atua no Senegal - África

“Bom é render graças ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome” (Sl 92.1).

QUERO AGRADECER A DEUS POR SUA FIDELIDADE E TODOS QUE TEM INVESTIDO NA MINHA VIDA,POIS SEI QUE SOZINHA NÃO CONSIGO.

O TEMPO PASSA MUITO RÁPIDO E JÁ FAZEM 6 MESES QUE EU ESTOU AQUI NO SENEGAL EM MISSÕES.LOUVO AO MEU DEUS POR TUDO QUE ELE TEM FEITO NESSE TEMPO AQUI NA MINHA VIDA.

TRABALHOS COM OS MENINOS DA CASA ESPERANÇA:

.ESSE FINAL DE SEMANA COMEMORAMOS A PÁSCOA NA IGREJA E ELES FIZERAM UM LINDA APRESENTACAO..
.TODOS OS DIAS ELES ORAM E QUANDO NÃO TEMOS COMIDA,ORAMOS PARA DEUS NOS DAR.
.MAIS UMA COISA NOVA QUE ACONTECEU É QUE ELES ESTÃO JEJUANDO...É MUITO LINDINHO ELES DIZEREM PARA NÓS(tatá amanha não vamos comer vamos jejuar)..VEJO EM TUDO ISSO MÃOS DE DEUS TRABALHANDO NA VIDA DESSAS CRIANCAS E DEUS RECEBE E ESCUTA AS VOSSAS ORAÇÕES.....

EU ESTOU MUITO FELIZ COM O TRABALHO AQUI NO SENEGAL,CADA DIA TENHO VISTO O CRESCIMENTO DESSES MENINOS... SÓ TENHO QUE DIZER A DEUS TODOS OS DIAS:”Muito obrigado”.

QUERIDOS AMIGOS TAMBEM PEÇO ORAÇÃO PELO SENEGAL, POIS É UM PAÍS MUITO DIFÍCIL PARA A PREGACÃO DO EVANGELHO, POIS É UM PAÍS FECHADO.MAS TEMOS ORADO PARA QUE DEUS VENHA SALVAR MAIS PESSOAS NESSE LUGAR.

UM ABRACO!!

MISSIONARIA ANDREA OLIVEIRA

SEJA UM COLABORADOR NA OBRA MISSIONARIA!
DEPOSITO BANCARIO:
AGENCIA-2219-5
C/P-1003410-8
BANCO BRADESCO

BLOG:
WWW.andreasenegal.blogspot.com
Skype:Andrea.oliveira60

CADA INVESTIMENTO SEU NA OBRA MISSIONARIA E SEMPRE BEM VINDO,POIS CONTO SEMPRE COM A AJUDA DE PESSOAS COM O CORACAO ABERTO A ABENCOAR MEU TRABALHO AQUI NO SENEGAL....POIS CADA DIA DEUS TEM NOS DADO GRACA PARA VENCER E FAZER MEU TRABALHO...

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O ato de coragem que tornou o Natal possível


25 dez 2012 China

"Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". Mateus 1.21

Em uma véspera de Natal bastante fria, o evangelista chinês Xi pegou a estrada na província de Gansu, na China. Ao chegar à aldeia vizinha, percebeu que algo estava errado. Decidiu parar e se apresentar como um portador de boas notícias. Um homem de baixa estatura o interrompeu: "Bem, temos apenas más notícias por aqui. O bebê de um casal acabou de ser raptado".

Nas áreas mais pobres da China, onde os casais podem ter apenas uma criança por família, são comuns os casos em que filhos são roubados ou mesmo arrancados à força para serem entregues a casais ricos que moram nas grandes cidades e não têm filhos.
Xi entrou na casa e deparou-se com o marido e a esposa olhando discretamente para ele. A tristeza do casal podia ser percebida pelo ar pesado que dominava o ambiente. Convicto da única coisa que podia oferecer como consolo, ele disse: "Eu estou muito triste em ouvir sobre sua situação, mas eu conheço alguém que pode ajudá-los: Deus! Permitam-me orar a Ele pela vida de vocês".

Como não houve qualquer reação por parte do casal, Xi iniciou sua oração, sentindo-se muito desconfortável. "Querido Pai, há muito tempo, nesta mesma época do ano, o Senhor enviou uma criança ao mundo e salvou-nos a todos. Pedimos hoje que esta criança seja enviada de volta para nós e livre esta aldeia da tristeza na qual seus habitantes estão vivendo. Amém".

De repente, o marido gritou: "Cale a boca e vá embora. Nós já clamamos aos nossos deuses e nada aconteceu. Por que com o seu Deus será diferente?" O evangelista foi agarrado por outros moradores e arrastado para fora da aldeia. "Não se atreva a vir aqui de novo!", disseram eles.

Ele vagou pelas colinas por um tempo, sentindo-se humilhado, chorando e clamando a Deus. Então pensou: Eu fui para a aldeia esperando uma recepção heroica, ou pelo menos, confiei que seria uma curiosidade para aquela aldeia, seria interrogado e, por algumas horas, seria a atração de pessoas que vivem vidas muito maçantes e isoladas. Ao invés disso, eu fui tratado e rejeitado como Cristo foi.
Ajoelhado na neve, ele sabia exatamente o que tinha de fazer: voltar à aldeia, sabendo que, com certeza, seria desprezado. Mesmo assim, ele precisava seguir os passos do Mestre Jesus. Com o coração batendo forte, ele se virou e começou a caminhar lentamente de volta ao vilarejo do qual foi expulso anteriormente. De repente, em meio à neblina da tarde, ele ouviu o choro de um bebê vindo do que parecia ser um cesto.

Nítido o suficiente, a poucos metros à frente, estava um bebê, enrolado em um cobertor grosso, deitado no fundo do cesto. Xi foi até o local para abraçá-lo e transmitir um pouco de calor a ele. Era uma menina. Os ladrões que a sequestraram não sabiam que era uma menina e, quando descobriram, deixaram-na abandonada ali, para morrer.

Ele caminhou de volta para a aldeia com o precioso pacote em mãos. Os moradores vieram correndo. Eles ficaram surpresos e muito felizes! Quando o levaram para a casa do pobre casal, o sorriso no rosto da mãe quando o bebê foi colocado em seu colo foi inesquecível. "Venha aquecer-se pelo fogo", sugeriu, gentilmente, o marido. Deram uma cadeira para o evangelista, e com os outros moradores ao redor deles, o pai da criança perguntou: "Quem é esse Deus para o qual você orou?"

Veja só que oportunidade maravilhosa! Lá estava Xi, como convidado de honra, olhando para 30 pessoas que, ansiosas, esperavam ouvir sobre o evangelho da salvação. "Bem", começou ele, "Ele veio à Terra na forma de um pequeno bebê, neste mesmo período do Natal, há mais de 2 mil anos

Link: http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/12/1973627/

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Evangelho é Poderoso

“George Whitefield, o grande evangelista do século XVIII, foi perseguido por um grupo de detratores que se chamavam de Clube do Fogo do Inferno.

Eles menosprezavam a obra de Whitefield e zombavam dele. Numa ocasião, um deles chamado Thorpe pregou um sermão em que arremedava Whitefield para os seus amigos íntimos, com brilhante exatidão, imitando perfeitamente o tom de voz e as expressões faciais de Whitefield.

O próprio Thorpe foi, ele mesmo, tão comovido, que se assentou e se converteu ali mesmo.”

O evangelho é poderoso, e Deus está comprometido em usar essas boas-novas por meio de sua propagação a toda tribo, língua, povo e nação da terra.

(Trecho extraído do livro "O Evangelho e a Evangelização", Mark Dever, editora Fiel).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Meu nome está no Livro, eu posso entrar.

Antes de eu ir tenho que conversar com o administrador e pedir para marcar meu nome.

Quando chego lá, tem um monte de homens indígenas em frente do prédio da Funai, em Governador Valadares querendo entrar.

Perguntam se eu marquei com administrador, eu digo que sim, então eles (os demais índios) grudam em mim (CIC) para poder entrar.

Na portaria o guarda tem um livro, ele me pergunta:"Qual é o seu nome?"Eu digo:-Marquinhos Maxakali.

O guarda liga para a secretária dizendo que eu cheguei.Então abre o portão e grita o meu nome.

Não deixa mais ninguém entrar.Os outros ficam bravos e xingam,mas não adianta. O MEU NOME ESTÁ NO LIVRO, EU POSSO ENTRAR.

Antes de eu ir, ei liguei para que eles colocassem o meu nome e confiei que fizeram isso.

Eu não gastei dinheiro à toa, eles não mentiram, escreveram o meu nome e pude entrar.

Eu confio que Jesus morreu na cruz pelos meus pecados, ressuscitou e está no céu. Ele escreveu o meu nome no Livro da Vida e está lá.

Ninguém pode entrar no meu lugar, ninguém pode tirar o meu nome de lá.Um dia eu vou chegar lá no céu e vão gritar o meu nome.Eu vou ficar no céu com Jesus.

Marquinhos Maxakali

Ele tem sido uma benção no meio do povo e para equipe missionária ajudando a traduzir e a Palavra de Deus na língua e cultura maxakali.

Link: http://novastribosdobrasil.org.br/conteudo/item/36-meu-nome

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Testemunho do Pr. Indígena Henrique Dias Terena

Henrique Terena

Sendo o evangelho uma boa notícia, como pode ser tão ruim assim? Tem que se lembrar de que onde ela chegou trouxe grandes benefícios; tanto no campo espiritual como na área social.

Creio que também é necessário dizer que alguns missionários, bem no início, cometeram alguns erros ao comunicar o evangelho ao povo indígena. Porém, esses abnegados irmãos desconheciam métodos e técnicas apurados como os de hoje, tais como: preparo lingüístico , antropológico e mesmo missiológico. Hoje porém, as missões evangélicas têm a preocupação de preparar melhor seus missionários, corrigindo os erros cometidos no passado. As missões têm procurado levar o evangelho do padrão transcultural e contextualizado, e para cada povo. Isso tem que ser observado e levado em consideração.

Será que não temos o direito de receber o evangelho na nossa própria cultura? Somos tão diferentes assim? Será que não nascemos, vivemos morremos também? Do ponto de vista de Deus somos todos iguais e merecedores da mesma o centro foi idealizado para ser um local onde seja possível reunir e expor todas as produções literárias, de caráter religioso ou não, feitas pelas missões, sem levar em conta a finalidade e a área de atuação em que as mesmas estão sendo utilizadas. Além da parte literária, serão reunidos também no mesmo local artesanatos indígenas.

Conhecer Jesus não é somente privilégio do homem branco; é do índio também. Mais de 50% das tribos nunca ouviu falar de Jesus Cristo.

Há lágrimas nos meus olhos e dor no meu coração em saber que muitos parentes meus estão morrendo sem nunca ouvir de Jesus, aquele que dá valor à vida.

Não queremos ser mais tratados como coitadinhos ou eternas vítimas. Somos humanos e também temos sentimentos. Sabemos o que queremos e temos conhecimento do que é bom ou ruim.

A nossa preocupação tem como objetivo conscientizar a igreja de Cristo quanto a questão indígena. Pouco se tem ouvido de manifestação de solidariedade do povo evangélico. Agora chegou a hora. Desafiamos o povo evangélico a somar esforço conosco, a se tornarem companheiros e verdadeiros aliados nessa batalha. AYNAPUYAKUÉ (Obrigado na língua Terena)".

Extraído da Revista Confins da Terra, Junho de 2002.

Pr Henrique Dias Terena - Membro do CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas)

Link: http://novastribosdobrasil.org.br/conteudo/item/172-testemunho-do-pr-indigena-henrique-dias-terena

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Testemunho de Regina Afeya, indígena hixkaryana

Aconteceu assim comigo há muito tempo. Eu nasci em 1971. Naquela época o Desmundo ainda estava aqui. Eu nasci doente. Por isso, Desmundo e Graça, sua esposa, me levaram para a casa deles. A Graça cuidou de mim por três dias e me devolveu para a minha mãe. Por isso, Desmundo dizia assim: “Deus te amou, Afya, por isso, ele te curou, não te deixou morrer. (...) A Graça cuidou de você, por isso, você está bem, pela vontade de Deus. Então, seja de bom comportamento. Ocupe-se com Deus, pois você foi restaurada por Ele”.

Quando eu ainda era menina, o meu pai faleceu, acho que foi em 1983. Ficou só a minha mãe. Assim, eu continuei crescendo, agora sem pai. Agora eles eram como pais pra mim. Desmond sempre vinha para cá e Waraka também me ensinava. Waraka também dizia assim como o Desmundo: “Jesus está voltando para a terra. Por isso, comporte-se bem. Ocupe-se com Deus, creia em Jesus. Esse é o modo correto de vivermos. Faça isso”, ele dizia. Assim, eles me ajudaram quando eu não tinha conhecimento.

Quando eu estava crescendo, o Livro de Deus chegou à nossa aldeia. Depois, eu também recebi o Livro de Deus. Waraka me dizia assim: “Leia o Livro de Deus. Ele é o poder de Deus, a Palavra de Deus. Por isso, leia o Livro de Deus”.

Por isso, eu o lia e ele falava muito bem pra mim. Eu lia o Livro de Deus o tempo todo. Eu vivia com o Livro de Deus no colo, porque o amava. Mas, mesmo agindo daquela forma, eu ainda não havia aceitado a Jesus.

Indo para a igreja eu ouvia sobre a vinda de Jesus. Waraka, Wemko, Warafuru, Mahxawa e outros pregavam e, por causa deles, eu passei a entender. Eles contavam que aqueles que aceitassem a Jesus iriam para o céu. “Lá há uma cidade chamada Jerusalém. É uma cidade sem defeito, para aqueles que tiverem aceitado a Jesus e viverão para sempre”, eles diziam.

Por isso, eu passei a pensar em aceitar a Jesus, mas eu tinha medo. Eu pensava em ir até Waraka dizer que eu queria aceitar a Jesus, mas eu não ia. Até que eu decidi de vez. Fui até Waraka e ele me disse para aceitar Jesus. Assim, eu aceitei a Jesus quando ainda era solteira. Logo em seguida, Deus me mostrou meu marido. Nós nos casamos e, logo depois de casarmos, eu me batizei e meu esposo se batizou também.

Foi assim que aconteceu comigo. Eu ouvi sobre Jesus e aquilo me alegrou, por isso, eu o aceitei.

Depois de bastante tempo, Deus nos chamou para trabalharmos como cantores. Depois, eu adoeci e acabei deixando de ser cantora. Depois, Deus me restaurou. Eu pensei que iria morrer, mas Deus me restaurou. Ele não me deixou morrer, mas preferiu que continuasse O servindo. Logo depois, Deus chamou meu esposo e eu para sermos pregadores da Sua Palavra, para cuidarmos de seus servos.

Depois, quando Desmundo já estava velho, ele me convidou para ajudá-lo no trabalho de tradução, para corrigir a tradução. Depois ele convidou meu esposo também e nós passamos a trabalhar juntos.

Eu trabalhei pouco tempo com o Desmundo e depois ele faleceu. Hoje nós ainda estamos trabalhando na tradução, agora com a Maria, que Deus escolheu para ficar no lugar do Desmundo.

Foi assim que Deus mostrou amor e misericórdia por mim. Era isso que eu queria contar. Por enquanto é só.

Observação: Afya é esposa do pastor Carlos Abraão e os dois trabalham juntos na equipe indígena de tradução da Bíblia para o povo Hixkaryana.

Link: http://novastribosdobrasil.org.br/conteudo/item/177-testemunho-de-regina-afeya-indigena-hixkaryana

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Testemunho do indígena Wem Caramain - Pacaas Novos


Depois de sermos contatados pelos missionários [o povo de Deus]. Eu fiquei de aldeia em aldeia. Fui morar na aldeia Laje por um tempo. Lá o missionário Abraão me falou sobre Deus. Eu não entendi muito bem o que ouvi sobre Deus, pois nunca tinha ouvido nada sobre Ele. Então fui para uma outra aldeia chamada Sagarana e lá não ouvi mais nada sobre Deus. No Sagarana uma aldeia onde eram ensinados os costumes católicos eu passei a imitar o que era ensinado lá. Lá eu passei a adorar imagens e fazer tudo o que os padres ensinavam. Lá eles não ouviam nada sobre a palavra de Deus.

Depois de um tempo retornei para uma aldeia no rio Pacaas Novos [Rio Negro Ocáia] onde morava minha mãe. Nesta aldeia já tinham alguns crentes e a palavra de Deus era pregada. Nesta aldeia o missionário Abílio [Soares] me falava sobre a palavra de Deus. Ele me dizia: Wem Caramain você sabe sobre Deus, Ele existe. Eu dizia: Existe um Deus? Os índios Macurape me disseram que não existe nenhum Deus, eu dizia para o missionário Abílio. Eu tinha ouvido dos índios Macurape que não existia nenhum Deus nos céus. Eles diziam que éramos nós e os nossos espíritos que ficam lá nos céus.

Então o missionário Abílio me disse: Wem Caramain, quem crê em Deus, quem crê em Jesus verá a Deus, mas quem não crer vai ficar muito longe de Deus. Somente quem crê no filho de Deus o verá. Então eu disse: É mesmo? Abílio me disse: Se você não crer na palavra que fala sobre o filho de Deus que morreu na cruz por você. Se não crer em Jesus não terá a vida eterna. Se você morrer sem crer irá para o grande fogo [ inferno ]. Quem crer em Jesus será salvo.

Então comecei a ouvir a palavra de Deus. Freqüentava todas as reuniões. Mas um dia eu fiquei doente e me mandaram para o Rio de Janeiro. Quando eu voltei muitos tinham abandonado a Deus. Então não quis mais ouvir a palavra de Deus.

Então voltei às antigas práticas que os meus antepassados diziam que era para fazer. Então exerci as práticas de feitiçarias, obedecia ao Diabo, mas de vez em quando me vinha na cabeça o que eu tinha ouvido sobre Deus.

Então chegaram novos missionários, Valmir, sua esposa Fátima, Regina e Teresa. Eles insistiram em pregar a palavra de Deus para mim. Então voltei a ouvir a palavra de Deus e com o tempo entendi a mensagem de salvação. Então Deus trabalhou em meu coração e eu aceitei Jesus como meu salvador. Então fui até os missionários e contei a eles sobre minha conversão e que reconhecia minha condição de pecador e que necessitava de Jesus. Eu reconhecia que era eu que devia morrer, mas Jesus morreu em meu lugar. Minha esposa também aceitou Jesus.

O diabo estava sempre me tentando, querendo me derrubar, mas eu sempre orava a Deus e rejeitava quem me procurava para fazer pajelança. Deus me deu forças e crescimento e estou firme até aos dias de hoje. Hoje muitos dos meus filhos são crentes, e eu continuo a falar da palavra de Deus para os que não são.

Link: http://novastribosdobrasil.org.br/conteudo/item/152-testemunho-do-indigena-wem-caramain-pacaas-novos

domingo, 8 de julho de 2012

Conheça o testemunho de Jum Acidre, uma viúva filipina

06 jul 2012

Jum Acidre precisa de seu encorajamento e orações, leia a história abaixo e saiba mais sobre o sofrimento dessa irmã.

Um homem, não identificado, atirou em Mário seis vezes em sua casa em Jolo, Sulu, no sul das Filipinas, cerca de sete meses atrás. Mário lutou por sua vida, em um hospital, algumas horas antes de morrer. Sua esposa Jum estava em seu quarto quando isso aconteceu.

Durante as investigações da polícia, ela mencionou dois homens que vendiam amuletos para Mário na manhã de 27 de agosto de 2011, apenas algumas horas antes dele ter sido baleado, às nove horas da noite. Ela ouviu estes homens dizendo que aqueles amuletos protegeriam Mário de “balas”.

Apenas há alguns dias antes de seu assassinato, Mário tinha compartilhado sua fé com pais muçulmanos na escola. Ele pedira oração pela proteção de Deus sobre si e sua família. Após sua morte, vários obreiros cristãos em Jolo receberam ameaças de morte e abdução. Ninguém foi preso pelo assassinato de Mário.

Recentemente, Jum veio a um seminário organizado por Portas Abertas, em cinco de maio, para 21 mulheres sozinhas, algumas delas abandonadas por seus maridos muçulmanos por elas terem se convertido ao cristianismo.

“Eu sinto a falta de Mário”, disse Jum, à Portas Abertas. “Eu sinto falta de como ele trazia água para mim, lavava a roupa quando eu estava cansada... Quando eu ficava doente, Mario cuidava de mim. Ele era um bom marido e bom esposo”.

Jum confidenciou que não estava lendo a Bíblia, porque a lembrava de Mário, pois ele é quem fazia isso para ela. Cada vez que tentava ler, irrompia em lágrimas.

A viúva decidiu deixar Jolo e ficar com sua irmã na Cidade de Zamboanga, após notar que alguns “homens de aparência suspeita” estavam rondando a sua casa.

Em fevereiro, Jum voltou a Jolo para negociar com um comprador que tinha expressado interesse por sua casa. Entretanto, o pretendente recuou porque, de acordo com os vizinhos, o atirador de Mário voltou à casa procurando por Jum.

“Houve noites em que tive calafrios”, compartilhou Jum, descrevendo as semanas após a morte de Mário. “Algumas vezes, não conseguia dormir porque senti que alguém estava rondando a casa”.

Com a ajuda de Portas Abertas, Jum abriu um negócio de venda de carvão. Sua filha de 26 anos, Misba Almidi, está lhe ajudando. Elas planejam se mudar permanentemente para uma casa própria na Cidade de Zamboanga. Jum quer fazer o treinamento de líderes de Portas Abertas, envolver-se com o ministério da igreja e alcançar seus parentes não cristãos.

Uma grande ilha no arquipélago de Sulu, ao sul, Jolo é abrigo para vários membros da Abu Sayyaf, um grupo separatista ligado à Al Qaeda, que opera em Basilan e Cidade Zamboanga, Mindanau. Conflitos armados que irrompem em Jolo, entre rebeldes muçulmanos e militares do governo, são comuns, atrapalhando o comércio e a vida na comunidade. Antes de sua morte, espalhou-se um boato de que Mário seria um trunfo militar do governo, disfarçado de pastor.

Pedidos de Oração

Para que Deus fortaleça a fé de Jum, mesmo com a dor de ter perdido seu marido.
Para que o negócio de carvão, de Jum, prospere e possa prover de forma suficiente para satisfazer suas necessidades.
Para que Jum tenha oportunidades de realizar seus planos de compartilhar a salvação de Deus com seus parentes.

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Fonte: Portas Abertas
Tradução: Getúlio Cidade
Link: http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/07/1625466/

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Conheça o testemunho de Tara, uma cristã bengali

05 jul 2012 Bangladesh

A Portas Abertas encontrou Tara, 30, em uma localidade não revelada no dia 2 de fevereiro, quatro dias após ser muito agredida por mulheres muçulmanas no distrito de Kushtia, a oeste de Bangladesh, a 180 quilômetros da Cidade de Dhaka.

“Elas me bateram como se eu fosse um animal. Eu gritei. Então, alguém me atingiu na testa e caí inconsciente. Quando acordei, encontrei-me deitada em um leito de hospital”, compartilhou Tara a uma colaboradora da Portas Abertas. Inicialmente, Tara se recusara a receber visitas por temer sofrer mais perseguição.

O marido de Tara, Abdul Rashid, 40, não estava perto quando ela foi agredida. Entretanto, seus dois filhos Shakkhor, 10, e Tuhin, 7, testemunharam o incidente que os deixou traumatizados.

“Quando voltei para casa, achei minha esposa inconsciente e sangrando de um ferimento na testa”, disse Rashid. “Nossos filhos estavam chorando. Eu não soube a história completa até minha esposa recobrar a consciência”.

“Ouvi meus vizinhos falarem que iriam nos agredir mais para evitar que pessoas do vilarejo se tornassem cristãs”, continuou. “Não estou preocupado comigo mesmo, mas temo por minha esposa e filhos”.

Nascido e criado em uma família muçulmana, Rashid era um estudante universitário quando ouviu sobre Cristo através de um de seus amigos mais próximos. Por muitos anos, ele estudou o injil (Bíblia) e outros livros religiosos, que aumentaram sua curiosidade sobre o cristianismo. Em 1º de novembro de 2011, Rashid decidiu colocar sua fé completamente em Jesus Cristo, tornando-se Seu seguidor.

Além de sua principal ocupação como vendedor de peixe, Rashid queria compartilhar o mesmo perdão e esperança que experimentara em Cristo com outras pessoas. Ele viu esta oportunidade no programa de alfabetização da Portas Abertas. Então, participou dos três dias de treinamento para alfabetizadores em 18 de janeiro e voltou para Kushtia com uma expectativa no coração, trazendo consigo seu novo material de ensino. No dia seguinte, ele abriu um curso de alfabetização em sua casa. Embora a turma fosse feita principalmente para trabalhadores rurais, Rashid recebeu também muçulmanos que queriam aprender a ler e a escrever.

“Ele distribuiu os livros escolares entre seus alunos”, relatou a colaboradora da Portas Abertas, “mas, após dois ou três dias, alguns dos alunos muçulmanos notaram que os livros possuíam conteúdo cristão. Logo espalhou-se a notícia no vilarejo de que Rashid estava usando suas aulas de alfabetização para converter muçulmanos”.

Na noite de 29 de janeiro, enquanto Rashid estava trabalhando, um grupo de mulheres muçulmanas veio ao encontro de Tara para confirmar se ela e seu esposo eram cristãos ou não. De acordo com Tara, as mulheres eram ríspidas em seus questionamentos e a agrediram verbalmente. Tara admitiu que teria respondido às provocações, o que fez com que as mulheres muçulmanas começassem a espancá-la severamente.

A realidade dos ex-muçulmanos

O que aconteceu a Tara é uma realidade para os cristãos de origem muçulmana de Bangladesh. A constituição do país assegura proteção à liberdade religiosa, mas a discriminação e o assédio continuam contra as minorias, quer sejam étnicas ou religiosas. Tais incidentes raramente são relatados pela mídia local ou nacional.

Embora novos convertidos a Isa (Jesus) experimentem diferentes formas de perseguição em Bangladesh, “é incomum que mulheres muçulmanas sejam as principais agressoras”, disse o contato que se encontrou com Tara. “As agressoras de Tara eram donas de casa como ela”, observou. A Portas Abertas ajudou a prover a hospitalização de Tara e custeou as despesas com o tratamento médico.

Dois dias após o ataque a Tara, os muçulmanos do vilarejo pediram uma “reunião de reconciliação” com Rashid. Quando ele confirmou que tinha se tornado cristão, a maioria dos muçulmanos presentes saiu da reunião, sem chegar a nenhuma resolução.

“Minha esposa me disse para apresentar uma queixa na delegacia de polícia, mas estou hesitante no momento”, disse Rashid. “Estou orando seriamente para que Deus nos ajude a carregar esta cruz. Tenho fé de que as tensões irão se acalmar e que as pessoas irão abrir suas mentes”.

A família ainda se encontra em situação precária. Rashid parou com as aulas de alfabetização em sua casa para cuidar de Tara. O casal também está preocupado com o ensino dos filhos que pode ser interrompido a qualquer momento. “A despeito do que aconteceu, Rashid parece inabalável em sua fé. De fato, ele está procurando um local seguro onde possa continuar suas aulas de alfabetização”, relatou a visitante da Portas Abertas.

O ministério de Portas Abertas em Bangladesh encoraja os cristãos de todo o mundo a orar pela cura completa de Tara e para que a provisão e proteção de Deus cerquem Rashid e sua família nas semanas e meses que virão.

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Fonte: Portas Abertas
Tradução: Getúlio Cidade

LINK: http://www.portasabertas.org.br/noticias/2012/07/1624117/

domingo, 24 de junho de 2012

UMA MOEDA DE POUCO VALOR



Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre a obra missionária.

Procurou, então, a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor.

Aquela senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao campo missionário. Ela, então, comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do pacote.

O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas, direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho.

E tudo isso devido a uma pequena moeda dada com o coração.


"E disse-lhes: Ide por todo o mundo,
pregai o evangelho a toda criatura."

Marcos 16.15

Ler mais: http://basemissionariadeguaraquecaba.webnode.pt/ilustra%C3%A7%C3%B5es/
Crie o seu website grátis: http://www.webnode.com.pt

sábado, 16 de junho de 2012

O VALOR DE UM FOLHETO

Nilson Dimárzio

Sebastião Custódio da Silva e Antônio Messias eram bons cooperadores nos trabalhos de evangelização, membros da Igreja em São João da Boa Vista, Estado de São Paulo.

Um dos trabalhos que mais apreciavam era o culto de evangelização ao ar livre.

Certa vez, estando ambos em Aguaí, cidade próxima, num dia de Finados, aproveitaram a oportunidade para realizar um trabalho dessa natureza na porta do cemitério. Acompanhados por um grupo de crentes, para lá se dirigiram desejosos de anunciar as boas novas de salvação por meio de Jesus Cristo.

Por ali passavam muitas pessoas. Algumas, paravam para ouvir os cânticos e a pregação, enquanto que outras, indiferentes, passavam de largo, sem dar atenção aos servos de Deus.

E, enquanto o abençoado trabalho de evangelização era realizado, ali estava, nas proximidades, um velho amigo de Sebastião, chamado Ramon, vendendo melancias.

Terminada a reunião junto à porta do cemitério, Sebastião e Messias passaram a distribuir folhetos evangelísticos entre os transeuntes. E, ao passarem junto ao vendedor de melancias, este, em tom de brincadeira, disse ao Sebastião: "Como eu nunca lhe dei nada, leve esta melancia" , colocando-a, em seguida, nas mãos do amigo. Este, ao receber e agradecer o presente inesperado, diz ao amigo, parafraseando as palavras que ouvira: "Ramon, como eu nunca lhe dei nada, leve este folheto."

Despediram-se sorridentes. Sebastião e Messias continuaram semeando a boa semente, enquanto Ramon, não tendo tempo ou interesse em ler aquele folheto, apenas leu o título antes de guardá-lo. Aliás, um título muito interessante: "Onde Passarás a Eternidade?"

Três meses depois, Ramon veio a enfrentar um grande sofrimento. E tão grande foi a tormenta que, por pouco não o levou ao desespero. Mas, como Deus muitas vezes nos fala através do sofrimento, ele fez com que Ramon se lembrasse do folheto que havia guardado. E, com a alma sequiosa de paz, leu-o com sofreguidão. E enquanto lia e meditava na mensagem do folheto, sentiu o desejo de ir a São João da Boa Vista a procura de um pastor que o ajudasse naquela hora difícil. E, ao fazê-lo, encontrou, na pessoa do pastor Francisco Alves Sobrinho, a ajuda necessária e toda orientação espiritual.

Dentro em pouco, não só o Sr. Ramon se converteu, mas toda a sua família. Os problemas foram resolvidos e a paz e a alegria resultantes da atuação poderosa do Espírito Santo tornaram-se uma realidade em suas vidas.

E note-se que toda aquela chuva de bênçãos começou a cair com a leitura de um folheto.

Eis porque precisamos acreditar mais no valor da página impressa, como poderoso meio de divulgação do Evangelho. Em particular, no valor de um folheto, quando bem escrito, em bom papel e com boa apresentação gráfica, sem dúvida, pode ser usado pelo Espírito de Deus para orientar, confortar e salvar as almas sedentas de paz e esperança eterna.

O leitor costuma distribuir folhetos evangelísticos? Ah, nunca os distribui? Então, comece hoje essa distribuição. Faça dessa distribuição um ministério em sua vida diária. Tenha sempre à mão folhetos próprios para distribuir em hospitais, em escolas, em consultórios médicos ou dentários. Aproveite também as oportunidades que surgem durante as viagens; espalhando as bênçãos do Evangelho em muitas almas, que talvez estejam sedentas da verdade.

Torne-se, assim, um ganhador de vidas para Cristo. E esteja certo que dessa situação resultarão muitas bênçãos para a sua própria vida e para aqueles que vivem ainda sem Cristo e sem salvação.

(O Jornal Batista)
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FOLHETO

O pregador silencioso
As vantagens desse pregador

Ele prega no silêncio.
Ele acompanha o pecador.
Ele é um pregador temperado e paciente.
Ele não discorda com o incrédulo.
Ele deixa o pecador lhe ofender, amassar e rasgar.
Ele é humilde e resignado.
Ele não desanima, nem perde a esperança.
Ele tem uma mensagem que permanece.
Ele percorre todas as distancias.
Ele viaja por terra, mar e ar.
Ele viaja de qualquer forma.
Ele segue pelo correio.
Ele entra em todos os lugares.
Ele entra em todos os ambientes.
Ele não faz acepção de pessoas.
Ele não faz diferença de posição social, racial ou religiosa.
Ele não se importa com o tempo ou com horário.
Ele não é atingido pelo pecado do mundo.
Ele não pede licença da comunhão com Deus.
Ele não tira férias nem pede aposentadoria.
Ele é usado por Deus.
Ele tem vida, é persistente, é incansável.

Link: http://paginasmissionarias.blogspot.com.br/search/label/O%20Valor%20de%20um%20Folheto
Valdemar Fontoura (Instituto Bíblico Esperança, Porto alegre)

CHAI LING, DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL



Líder revolucionária chinesa durante os prostestos de 1989 se converte ao cristianismo.

Chai Ling, a única mulher líder nos protestos da Praça da Paz Celestial, foi batizada no dia 4 de abril. Ela se tornou cristã em dezembro de 2009. No dia de seu batismo, ela explicou os motivos que a levaram ao cristianismo: sua incapacidade de mudar a China e a dor de ver tanta violência em seu país, não somente no campo de direitos humanos e democracia, mas principalmente pelos abortos provocados pela lei que ordena que se tenha apenas um filho, definida por ela como “um massacre diário, mil vezes pior que o da Praça da Paz Celestial e feito às claras”.

O testemunho foi publicado na íntegra no site da ChinaAid (em inglês), no qual ela fala sobre os diversos encontros e amigos que colaboraram para que ela abraçasse o cristianismo.

Chai Ling nasceu durante a Revolução Cultural, filha de soldados do Exército pela Libertação do Povo, na base nordeste da China. Durante os protestos na Praça da Paz Celestial em maio-junho de 1989, Chai Ling tinha 23 anos e estudava psicologia na Universidade de Beijing (Beishida). Ela era a única líder mulher, que previu com grande tristeza o triste fim do movimento democrático (“Haverá um banho de sangue”, disse ela em uma entrevista alguns dias antes de 4 de junho).

Juntamente com outros 11 estudantes, ela fez um juramento que derramaria seu sangue pelo país, tendo como modelo os heróis chineses do passado, que cometeram suicídio para despertar o povo.

Depois do massacre, Chai Ling se tornou uma das 21 pessoas mais procuradas pela polícia chinesa. Com a ajuda de um grupo de budistas e organizações de Hong Kong, após um período escondida, ela conseguiu fugir para a França, e depois Estados Unidos. Morando em Boston, ela se formou em Economia em Harvard, e com seu marido, Robert Maggin Jr., criou uma empresa de software que emprega 300 pessoas.

Ela nunca esqueceu seu juramento e sempre doava parte de sua renda para orfanatos e organizações chinesas. As ameaças e as dificuldades a fizeram perder a esperança. “Apesar de todas as batalhas e sucessos, compreendi como sou pequena se comparada ao sistema. Como eu, uma simples cidadã, poderia enfrentar um sistema inteiro, com muitos recursos?”.

Em novembro de 2009, em Washington, ela ouviu o testemunho de Wujian, uma chinesa que teve que fazer um aborto porque engravidou sem permissão do escritório responsável pelo controle populacional. “Aquele momento trouxe de volta todas as memórias de abandono e dor que enfrentamos na noite de 4 de junho de 1989. Aquela noite foi tão brutal, não tivemos força para parar, nem o resto do mundo.” Chai Ling não teve ensino religioso. “Na China, não podemos acreditar em Deus. ‘Deus’ foi classificado pelos líderes como ‘o mal que os capitalistas usam para fazer lavagem cerebral nas pessoas’. ‘Deus’ era uma palavra proibida em nossa sociedade. Como resultado, o amor de Deus também assustava. A sociedade estava repleta de ódio, desconfiança e medo”.

Apoiada por seu marido, um cristão protestante, e alguns amigos que trabalham como voluntários contra o aborto, Chai Ling decidiu aceitar Cristo no dia 4 de dezembro de 2009. No dia 4 de abril, ela foi batizada. A fé na ressurreição de Cristo a deixa mais segura da “vitória em Deus” em meio às tribulações.

Em seu testemunho, Chai Ling demonstra compaixão pelos líderes chineses responsáveis pelo massacre: “O perdão de Deus é tão completo que mesmo um dos criminosos que estava com ele na cruz, quando se arrependeu de seus pecados, recebeu a promessa feita por Cristo de levá-lo ao céu. Se os líderes chineses soubessem que, não importa o que tenham feito, se eles se arrependerem, poderão receber o mesmo amor e perdão que todos nós recebemos. Qual é o presente que eles receberão? Liberdade para eles mesmos e para a China!”.

A conversão de Chai Ling é a mais recente entre as de diferentes líderes da Praça da Paz Celestial. Depois de lutar por ideias de igualdade e democracia, eles descobriram que só há razão em seu comprometimento com os direitos humanos se ele estiver baseado em Cristo. “Quando pensávamos que se iniciava um movimento democrático, gritávamos que todos os seres humanos são iguais. Agora, posso dizer isso com certeza, pois Deus nos criou iguais, segundo sua imagem e semelhança.”

Massacre da Paz Celestial

O Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen) em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989.

O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tiananmen, em Pequim, capital do país.

Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas.

O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang. A intenção dos protestos consistiam em marchas pacíficas nas ruas de Pequim, porém não foi o que aconteceu.

As estimativas das mortes civis variam: 400 a 800 (segundo o jornal The New York Times), 2 600 (segundo informações da Cruz Vermelha chinesa) e sete mil (segundo os manifestantes). O número de feridos é estimado em torno de sete mil e dez mil, de acordo com a Cruz Vermelha. Diante da violência, o governo empreendeu um grande número de arrestos para suprimir os líderes do movimento, expulsou a imprensa estrangeira e controlou completamente a cobertura dos acontecimentos na imprensa chinesa.

A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 4 os protestos estudantis se intensificam muito. No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como “o rebelde desconhecido” ou “o homem dos tanques” foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

Missão Portas Abertas

Link: http://paginasmissionarias.blogspot.com.br/search/label/Chai%20Ling%20-%20da%20Pra%C3%A7a%20da%20Paz%20Celestial

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A luz de Cristo brilha na Arábia Saudita

06 maio 2012 Arábia Saudita

Anos atrás, um colaborador da Portas Abertas no campo me apresentou a Rashid*, um estudante saudita de uma universidade no ocidente, que entregou sua vida a Cristo depois que seu colega de quarto compartilhou o evangelho com ele
O companheiro de cela de Rashid, Tareq, não parava de olhar para ele. Então Tareq disse: "Você é o homem com quem eu devo conversar." Mas Rashid balançou a cabeça. "Eu não estou entendendo. Eu só estou aqui na cadeia por causa da minha fé em Jesus".
Tareq, no entanto, insistiu com Rashid: "Em meus sonhos, um homem apareceu para mim e era o seu rosto. Você tem algo a me dizer". Então, Rashid compartilhou o evangelho com Tareq, que avidamente recebeu Jesus em seu coração.

A Arábia Saudita é um dos países onde os cristãos são mais perseguidos de acordo com a classificação de países por perseguição da Portas Abertas, que anualmente classifica os 50 países onde os cristãos mais sofrem perseguição por causa de sua fé. Este ano, a Arábia Saudita ocupa a terceira posição. Esta nação onde o islamismo nasceu cerca de 1400 anos atrás, está fechado desde então para o evangelho. Seu sistema legal se baseia na lei islâmica (Sharia), a conversão a outra religião é considerada um crime grave.

Não existem igrejas na Arábia Saudita. A polícia religiosa do país invade reuniões cristãs organizadas em residenciass e prende cristãos filipinos e de outros países por se reunirem para adorar Jesus.

A total intolerancia religiosa na Arábia Saudita foi demonstrada no mês passado através da declaração de um grande líder religioso do país, que afirmou a necessidade de destruir todas as igrejas da região. Esta fatwa (opinião ou decreto de carater jurídico) proferida por um líder religioso islâmico, levou um grupo de dos direitos humanos filipino a aconselhar os trabalhadores filipinos do páis, muitos dos quais são cristãos, ater cautela durante a realização de atividades religiosas em suas casas.

Esse mesmo líder religioso exigiu que o ex-colunista de jornal e ativista pró-democracia Hamza Kashgari fosse julgado em um tribunal islâmico por suas três mensagens postadas no Twitter. O grão-mufti islamico condenou como blasfêmia os tweets de Kashgari sobre Maomé, o profeta do Islã.

É difícil imaginar em nossa sociedade ocidental, totalmente ligada aos meios de comunicação e à Internet que alguém possa ser preso por um tweet considerado ofensivo ao Islã. Mas o rei saudita Abdullah ordenou a prisão de Kashgari, que fugiu do país e buscou asilo político na Malásia. As autoridades da Malásia, no entanto, o deportou para ser julgado na Árabia Saudita sobre as acusações de apostasia.

Entre os casos de perseguição aos cristãos na Arábia Saudita está um que aconteceu em 2008, quanto um homem cortou a língua de sua irmã e a queimou até a morte depois de descobrir que ela tinha abraçado a Jesus como seu Senhor e Salvador. Fatima Al-Matayri, 26, conheceu a Cristo através da Internet e publicou sua conversão em vários blogs. O irmão dela que encontrou mensagens cristãs em seu laptop trabalhava para a Comissão Nacional para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício. Este braço governamental reforça posição oficial da Arábia Saudita contra o cristianismo.

Em sua última mensagem postada em um blog cristãos Fátima Al-Matayr, ela escreveu que sua família tinha começado a duvidar seu compromisso com o Islã por causa de um argumento no qual ela criticou sua falta de liberdade religiosa. O caminho de Cristo é mais puro do que o do mensageiro (Maomé), disse-lhes. Seu irmão exigiu que ela se arrependesse da sua "blasfêmia" contra o Islã. Horas antes dela ser martirizada por sua fé em Cristo, ela compôs um poema incentivando os muçulmanos a permitir que Cristo guia-los e iluminá-los.

No ano passado o Compass relatou que a polícia religiosa da Arábia Saudita, ou a Mutaween, como é conhecida, prenderam dois cristãos indianos ao invadirem um apartamento no qual acontecia uma reunião de oração. A Mutaween acusou-os de converter muçulmanos ao cristianismo, em seguida os obrigou e pressionou a se converterem ao Islã.

As iniciativas humanas para deter a propagação do evangelho não podem deter a atuação do Espírito Santo. Esses países onde a Igreja de Cristo sofre mais restrições é justamente onde Ele se revela através de sinais sobrenaturais, maravilhas e visões. Essa é uma das formas pelas quais as pessoas tem se convertido a Cristo nesses países.

A Família de Rashid não se entregou a Cristo ainda. Sua vida continua em perigo. Ele continua a orar pela salvação de seus familiares que querem matá-lo.
Mas Cristo está construindo sua igreja, mesmo nos locais onde ela é oficialmente proibida. E como Pedro e João no livro de Atos, Rashid não pode deixar de falar do que viu, ouviu e experimentou através do poder do Espírito Santo.

*Nome fictício

Fonte: Portas Abertas
Tradução: Marcelo Peixoto
Link: http://www.portasabertas.org.br/noticias/testemunhos/2012/05/1527523/

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...