segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eu Vos Farei Pescadores de Homens


(Sermão pregado na 1ª Conferência Missionária da CAS em São Sebastião/DF, 28 de junho de 2014)

Mt 4.18-22 (ênfase no versículo 19)
Introdução:
1.        Jesus chamou pescadores como discípulos para servirem em sua missão. Ele daria a eles melhores redes.
2.       A evangelização estava no âmago do chamado de Jesus a seus discípulos. O chamado de Jesus é um chamado para a salvação e para a missão.
3.       Oswald Smith: “Cada coração com Cristo é um missionário. Cada coração sem Cristo é um campo missionário”. Todo cristão é chamado a ser um pescador de homens.
4.      O crente, seja ele pastor, presbítero, diácono, professor da EBD, ou apenas membro da igreja, se nãoestiver ocupado, procurando trazer outras pessoas a Cristo, está falhando em seu dever na obra de Deus.
5.       Como ser um pescador de homens? Como ser um ganhador de almas? Jesus nos dá as respostas!

Em primeiro lugar, para ser um pescador de homens é preciso ser chamado - “E disse-lhes” (v. 19):
1.        Ninguém entra na obra missionária sem ser chamado e ninguém consegue sair da obra missionária quando se é chamado.
2.       Jesus não chama desocupados (vs. 18 e 21): “Caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores”. “Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os”.
3.       O chamado de Jesus é eficaz e irrecusável.

Em segundo lugar, para ser um pescador de homens é preciso ser discipulado – “Vinde após mim” (v. 19):
1.        O chamado de Jesus é um chamado para segui-Lo (Mt 16.24): “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
2.       Seguir Jesus requer pagar um alto preço. É necessário estar disposto a morrer.
3.       O preço do discipulado verdadeiro é abrir mão de todos os relacionamentos e posses (Lc 9.57-62): Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.”

Em terceiro lugar, para ser um pescador de homens é preciso ser treinado – “eu vos farei” (v. 19):
1.        O problema reside no fato de que não estamos preparando obreiros, mas “consagrando” obreiros despreparados.
2.       É indispensável que o obreiro tenha adequada preparação para desempenhar sua função.
3.       O treinamento para o ministério exige o cumprimento de pelo menos três fases de treinamento:
a)      Caráter piedoso (aquilo que a pessoa deve ser).
b)     Conhecimento bíblico (o que deve saber).
c)      Habilidades ministeriais (o que deve ser capaz de fazer).

Em quarto lugar, para ser um pescador de homens é preciso abrir mão dos próprios interesses – “... eles deixaram imediatamente as redes” “... no mesmo instante, deixando o barco e seu pai...” (vs. 20 e 22):
1.         Não há como ser um pescador de homens se o perseguir riquezas é o princípio norteador de sua vida (Mt 6.24): “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
2.       Não há como ser um pescador de homens se a sua família é tudo para você (Mt 10.37): “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim”.
3.       Um dos lemas da Missão SAEM: “Não estamos preocupados com os sacrifícios e obstáculos que teremos de realizar e enfrentar para ganhar almas para Cristo. Afinal, para Jesus nos salvar custou-lhe a própria vida”.

Conclusão e Aplicações:
1.        NOSSA TRISTE REALIDADE: Tristemente, chegamos numa época em que precisamos reevangelizar muitas igrejas em nosso país. Antes, batizávamos os convertidos, agora devemos tentar converter os batizados. É por isso que evangelizo “crentes” que não tem visão missionária. Na verdade, eles são verdadeiros campos missionários que precisam ser alcançados. Aquele que não ama missões é possível que nunca tenha encontrado Cristo. Se você diz que ama a Deus, mas não tem visão missionária, então você é um mentiroso. O Príncipe dos Pregadores, Charles Spurgeon, disse: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”. Ser cristão é ser missionário.
2.       FOMOS CHAMADOS A SEGUIR JESUS: Para seguir Jesus é preciso considerá-Lo mais importante que nossa família e bens. Se você procurar alegria em qualquer coisa ou pessoa, além de Jesus, o fim da sua história será triste.
3.       TEMOS UMA GRANDE RESPONSABILIDADE: Cada cristão prestará contas se e de como pregou o Evangelho aos perdidos. Se você diz ser cristão, mas não proclama o Evangelho, preocupa-me o fato de que você pode estar indo para o inferno.
4. PARA CUMPRIRMOS NOSSA MISSÃO PRECISAREMOS SACRIFICAR NOSSAS VIDAS: “Quando Cristo chama um homem, ele ordena que esta venha e morra” (Dietrich Bonhoeffer). Ilustração: “A Missão de Uma Vela” - Se desejamos evangelizar nossa cidade, devemos entregar nossas vidas para que sejam queimadas como velas, para que iluminem o caminho dos pecadores que vivem em densas trevas espirituais.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Razões Porque Devemos Fazer Missões


ESBOÇO DE SERMÃO

1Co 9.16
Introdução:
1.      Oswald Smith: “Cada coração com Cristo é um missionário. Cada coração sem Cristo é um campo missionário”.
2.      Charles Spurgeon: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”.
3.      Você é cristão? Então saiba qual é a sua missão!
4.      Vejamos algumas razões porque devemos fazer missões:

I. A primeira razão é a certeza total de que estamos fazendo a vontade de Deus:
1.      “... pois sobre mim pesa essa obrigação...”.
2.      Paulo não pregava por orgulho próprio, mas por obrigação divina. Ele não tinha outra escolha, porque Deus, de modo soberano, o havia separado para a obra.
3.      Ninguém entra na obra missionária sem ser chamado, e ninguém consegue sair da obra missionária quando se é chamado. Missões não é uma obra pra quem quer ou pra quem gosta, mas pra quem é chamado.
4.      Paulo sabia que não podia se orgulhar da pregação: ele havia sido chamado para isso, não tinha escolha.
5.      Não basta estar envolvido com missões, tem que estar comprometido.

II. A segunda razão é que o evangelho é a única solução para o pecador:
1.      “... porque ai de mim se não pregar o evangelho!”.
2.      “ai”: O castigo mais severo está reservado para os pregadores infiéis.
3.      João Calvino: “Sem o evangelho, tudo é inútil e vão”.
4.      Não há salvação fora de Cristo. Jesus é o próprio evangelho.
5.      Jesus é o único caminho para Deus. Uma pessoa precisa ouvir o evangelho para ser salva.

III. A terceira razão é missões glorificam a Deus:
1.      “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar...”.
2.      Paulo diz que sua glória não era pessoal. Ele não estava orgulhoso como se fosse seu evangelho, não se orgulhava da maneira como o pregava, como se fosse habilidade dele, e muito menos pregava para sua própria glória.
3.      Paulo sabia que não podia se orgulhar da pregação: ele havia sido chamado para isso, não tinha escolha.
4.      Por trás de toda pregação sincera e autêntica, há um chamado de Deus, que produz uma irresistível motivação divina no coração do homem: a glória de Deus.
5.      Fazer missões não dá lucro, fazer missões não enriquece, fazer missões não dá fama; fazer missões só dá prazer, mas só dá prazer pra quem ama as almas.

Conclusão e Aplicações:
1.      Tristemente, chegamos numa época em que precisamos reevangelizar muitas igrejas em nosso país. Antes, batizávamos os convertidos, agora devemos tentar converter os batizados. Quando, então, vamos perceber que um dos grandes campos missionários do nosso país são os bancos das igrejas aos domingos?
2.      Se você diz que ama a Deus, mas não tem visão missionária, então você é um mentiroso. Aquele que não ama missões é possível que nunca tenha encontrado Cristo. Cada coração com Cristo é um missionário!
3.      Aplicações:
a)      Renove o seu compromisso de orar por missões (Mt 9.38).
b)      Renove o seu compromisso de ofertar para a evangelização de nossa cidade. (2Co 9.7).
c) Renove o seu compromisso de evangelizar os perdidos (Mt 10).

terça-feira, 10 de junho de 2014

Capelania Esportiva: Um Desafio Missionário


1Co 9.24-27

Introdução - Comentário do Texto-Base:
1.      (v. 24) “correm”: Os gregos apreciavam dois grandes eventos atléticos, os jogos Olímpicos e os jogos do istmo, e como os jogos dos istmo eram sediados em Corinto, os cristãos estavam bem familiarizados com essa analogia de correr para ganhar.
2.      (v. 25) “se domina”: O autocontrole é essencial para a vitória. “coroa”: Uma grinalda de folhas entregue ao vencedor da corrida.
3.      (v. 26) “não sem meta”: Por quatro vezes ele mencionou o seu objetivo de ganhar pessoas para a salvação. “desferindo golpes no ar”: Paulo muda a metáfora para a luta de boxe, a fim de ilustrar a verdade de que ele não era um boxeador que lutava com um adversário imaginário, apenas brandindo seus braços sem propósito.
4.      (v. 27) “esmurro”: Significa, literalmente, golpear sob os olhos. Paulo golpeou seus impulsos do corpo para evitar que eles impedissem a sua missão de ganhar almas para Cristo. “desqualificado”: Outra metáfora que usa os jogos atléticos. Um competidor que não pode atender às exigências básicas do treinamento não podia participar de modo algum, muito menos ter a oportunidade de ganhar. Paulo refere-se a uma pessoa que está em pecado, e, portanto, não pode fazer a obra de Deus.

I. Referências Bíblicas – Analogia aos Esportes:
1.      1Tm 6.12a:
a)      A palavra grega para “combate” é um termo do atletismo que dá origem a nosso verbo agonizar e se aplica tanto a atletas quanto a soldados.
b)      Era a luta agonizante requerida, caso a pessoa quisesse vencer uma partida de luta romana.
c)      O cristão é chamado a batalhar a luta pessoal contra o mal em todas as suas formas.
2.      Fp 3.12-14:
a)      Paulo emprega a analogia de um corredor para descrever o amadurecimento espiritual do cristão.
b)      O crente não alcançou o seu objetivo de assemelhar-se a Cristo, porém, como um atleta numa corrida, ele deve continuar a buscar isso.
c)      A palavra grega “prossigo” (v. 12) era usada para referir-se um velocista e diz respeito a uma ação agressiva e energética. Paulo busca a santificação com toda a sua força, esforçando todo o músculo espiritual a fim de ganhar o prêmio.
3.      Jr 12.5:
a)      Deus deixou claro que o ministério de Jeremias não iria ser fácil, seria como correr uma competição difícil. Ele começaria competindo com os soldados que vão a pé, mas eles, em breve, seriam substituídos por cavalos, e qual homem ou mulher poderia correr mais rápido que cavalo?
b)      As boas notícias eram que conforme enfrentava esses novos desafios, faria uso das competências dadas por Deus que ele não sabia que tinha! Os desafios iriam amadurecê-lo em seu caráter e em suas técnicas.
c)      Deus não mima os Seus líderes, mas testa-os, para que possa melhor equipá-los.
II. Definições?
1.      O que é Capelania Esportiva?
a)      A Capelania Esportiva é um serviço de apoio e assistência espiritual comprometida com uma visão da integralidade do ser humano (corpo, emoções, intelecto, espírito) dos atletas.
b)      Tem o propósito de consolidar os valores cristãos, acompanhar e orientar os atletas por meio da propagação das verdades bíblicas.
c)      A Capelania Esportiva buscar levar os atletas a compreender que além de se preparar bem para as competições, devem também se preparar para todas as áreas da vida, pautando a conduta nos valores e princípios ético-cristãos.
2.      Qual são os objetivos e as atividades da Capelania Esportiva?
a)      Acompanhamento pastoral aos atletas e aos familiares.
b)      Visitação e oração antes dos treinos e competições.
c)      Promover encontros, retiros, palestras.
d)     Desenvolver a ação social através do esporte.
e)      Acompanhar os desenvolvimento acadêmico dos atletas e orientá-los à dedicação nos estudos.
f)       Distribuir Bíblias, livros cristãos, folhetos evangelísticos.
g)      Aconselhar e orientar atletas e familiares e discipular e evangelizar os atletas.
3.      Qual deve ser a atitude do Capelão Esportivo?
a)      Ser convertido a Cristo: Ser salvo por Jesus e ter o caráter de Jesus.
b)      Ter uma vida abundante: Oração e estudo bíblico.
c)      Ser capacitado: Pregação, evangelização, aconselhamento, oração, criatividade, possuir conhecimento e atualizar-se acerca dos esportes.

III. Projetos Esportivos – Uma Porta Para a Evangelização:
1.      Escolinha de Futebol no Paraguai.
a)      Objetivos: Usar o esporte (futebol) como porta de entrada na comunidade, evangelização, implantação de uma igreja, discipulado, grupos caseiros.
b)      Como funciona: Escolinha de Futebol para várias idades, participação nos campeonatos da cidade, devocional antes de cada treino e oração após o treino.
2.      Escolinha de Futebol na Gâmbia – África:
a)      Idealizador: Ibo Kombo.
b)      Objetivo: Utilizar o esporte como porta de entrada para a evangelização dos muçulmanos.
c)      O missionário Ibo Kombo fez um curso de treinador pela FIFA.
d)     Necessidade: Construção do projeto.
3.      Nossa Experiência - Culto do Atleta:
a)      Tudo começou quando comecei a participar dos treinos.
b)      Pregávamos e orávamos após os treinos.
c)      Instituímos um sábado por mês para o Culto do Atleta (2º sábado).
d)     Depois iniciamos os cultos dominicais e cultos de estudos bíblicos (quarta-feira).
e)      Iniciamos a Classe de Batismo.
f)       Sábado que vem inauguraremos a congregação.

IV. Nossos Desafios:
1.      Copa do Mundo:
a)      Várias nações em nossa nação.
b)      Oportunidade para evangelização.
c)      Necessidade de preparação.
2.      Olimpíadas do Rio:
a)      Várias nações em nossa nação.
b)      Oportunidade para evangelização.
c)      Necessidade de preparação.

Conclusão e Aplicações:
1.      Os atletas formam um grande desafio missionário. Precisamos construir pontes e levar o evangelho aos atletas.
2.      O esporte não evangeliza, somente o evangelho evangeliza. Mas, o esporte pode ser uma porta de entrada para a evangelização. PREGUEMOS O EVANGELHO AOS ATLETAS.
3.      Culto do Atleta:
a)      Versículos-chave: Hb 12.1-2.
b)      Tema: UFC – Único Foco é Cristo. FOQUEMOS E CONFIEMOS EM CRISTO.
c)      Lema: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito” (Martin Luther King). PERSEVEREMOS NA OBRA DE DEUS.
4.      Continue caminhando! Continue correndo! Continue confiando.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

Bibliografia Consultada:
Bíblia de Estudo de Genebra
Bíblia de Estudo MacArthur
      Bíblia de Estudo Shedd

Educando para a glória de Deus