domingo, 29 de janeiro de 2012

A NECESSIDADE DE EVANGELIZAÇÃO BÍBLICA


É preciso que compreendamos a seriedade e a necessidade de uma vida cristã saudável com uma profunda paixão pela evangelização bíblica e cristocêntrica. Para evangelizar é preciso que antes sejamos cristãos. O que é ser cristão? Cristão é alguém que foi perdoado de seu pecado e reconciliado com Deus, por meio de Jesus Cristo. Evidenciamos ao mundo que somos cristãos e fomos transformados, não primariamente porque decoramos versículos bíblicos, oramos antes das refeições, damos o dízimo de nosso salário, usamos camisetas com frases bíblicas, colocamos adesivos em nossos carros do tipo “nas mãos de Deus”, “propriedade exclusiva de Deus” ou “a serviço do Rei”, ou quando ouvimos estações de rádio evangélicas. Demonstramos que somos cristãos quando mostramos de modo crescente uma disposição de suportar, perdoar e amar os inimigos. Confirmamos que somos cristãos quando refletimos o caráter de Cristo em nós de maneira que a nossa vida glorifica a Deus. Todo ser humano que recebeu vida em Cristo e o poder do Espírito Santo é chamado a exprimir o caráter e a glória de Deus a todo o mundo, testemunhando em atos e palavras a grande sabedoria de Deus e a sua obra de salvação. Assim, o nosso caráter de cristão (evangelista) se expressa nas mensagens que pregamos. Cada cristão prestará contas se e de como pregou o Evangelho aos perdidos. Se você diz ser cristão, mas não proclama o Evangelho, preocupa-me o fato de que você pode estar indo para o inferno. A tarefa do cristão é ouvir a Palavra de Deus e, depois, ecoá-la. Ou seja, o grande desafio que temos em nossos dias não é descobrir como podemos ser relevantes ou estratégicos, mas descobrir como ser fiel: ouvir e obedecer as Escrituras. A verdade é que muitas de nossas igrejas precisam ser evangelizadas. As mesmas não sabem o que é o Evangelho de Jesus Cristo. E, portanto, não manifestam ao mundo como o nosso Deus é santo e amável nem testemunham a maravilhosa glória de Deus porque ainda não o conhecem. Muitos estão pregando hoje todo tipo de coisas, menos o Evangelho. Tanto os pastores como os membros da igreja têm de se comprometer em evangelizar, porém, antes conhecer o Evangelho. Existem muitos pregadores que procuram tornar suas pregações mais relevantes e convenientes, comprometendo assim a essência da mensagem do Evangelho. São pessoas que ainda não entenderam a nossa suficiência em Cristo. Eles tentam ser mais sábios do que Deus. Não devemos seguir esse caminho. Somente o Espírito Santo efetua o novo nascimento no ser humano. A Palavra de Deus, somente a Palavra de Deus, dá vida. A autoridade do evangelista começa e termina nas Escrituras. Isto significa que o evangelista tem autoridade somente quando fala a Palavra de Deus. A Bíblia é a autoridade e a própria mensagem na vida do evangelista. O ministério de um evangelista tem de ser caracterizado pela forma prática de submissão à Palavra de Deus. O compromisso de evangelizar é um compromisso de obedecer a Palavra de Deus. Evangelizar é pregar a salvação tão somente pela obra de Jesus Cristo. O Evangelho não é a declaração de que tudo está bem conosco, nem de que Deus é amor, nem de que Jesus quer ser nosso amigo. O Evangelho não é a mensagem de que Deus tem um plano e um propósito maravilhoso para nós. O Evangelho é as boas novas de que Jesus morreu na cruz como um sacrifício vicário, em favor dos pecadores, e ressuscitou, estabelecendo o meio de sermos reconciliados com Deus. É a mensagem de que o Juiz se torna Pai, se tão somente nos arrependermos. Evangelho é a nova de boas novas. Portanto, devemos evangelizar porque Deus diz em sua Palavra que devemos fazer isso. Assim a evangelização é caracterizada pelo conteúdo bíblico. Rogo ao Senhor da missão que nós, cristãos, reconheçamos cada vez mais a nossa responsabilidade solene de anunciar somente e todo o Evangelho. 

Nos laços do Calvário que nos une, 
Rev. Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA (Parte 02)


INTRODUÇÃO: Os problemas relacionados com a missão da igreja na cidade exigem uma missiologia urbana. É imprescindível os cristãos tomarem consciência da realidade das cidades e seus desafios. Considerar os fatos bíblicos e os princípios neles presentes, relacionados com missões urbanas é de fundamental importância para a evangelização das cidades. Apreciar os métodos de missões urbanas, hoje adotados, com base nos princípios e modelos bíblicos é dever da igreja que almeja alcançar sua cidade para Cristo. Vejamos algumas estratégias de evangelização urbana: 

CULTOS AO AR LIVRE: Devem-se fazer uma boa divulgação do culto. Devem-se cantar hinos de fácil assimilação. A pregação deve mostrar claramente o plano de salvação em Jesus Cristo. Devem-se cadastrar os visitantes para efetuar uma futura visita ou enviar cartas ou literatura pelos Correios. E distribuir folhetos evangelísticos aos visitantes com a programação dos cultos e o endereço da igreja para um eficiente discipulado. 

EQUIPES DE VISITAÇÃO AOS LARES: Tem por objetivo visitar os crentes faltosos, doentes, visitantes, novos convertidos, etc. Na visita deve-se levar material de apoio: Bíblias, folhetos, livretos, etc. Razões da visitação: encorajamento (1Ts 5.11,14), admoestação (Cl 1.28; 3.16), repreensão aos desatentos (2Tm 3.16,17) e instrução na sã doutrina (2Tm 4.2). 

CADASTRO DE VISITANTES, NOVOS CONVERTIDOS E INTERESSADOS: “Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa” (Lc 14.23). A igreja deve imprimir as fichas para cadastro. A partir daí, em todas as reuniões no templo, nas casas, ao ar livre, etc., equipes de irmãos bem treinados e orientados colherão os nomes dos visitantes, novos convertidos e interessados para futuros contatos. 

PLANTAÇÃO DE IGREJAS: O crescimento das igrejas também acontece quando são iniciados pontos de pregação. Quantas igrejas têm expandido seu trabalho abrindo pontos de pregação em bairros onde residem vários membros ou às vezes apenas uma família, usando como local uma área simples, porém adequada. 

CONCLUSÃO: Portanto, a atividade missionária da igreja deve principiar sempre pelas ruas da sua própria cidade. Assim, o ensaio de elaboração de um projeto de missões urbanas, visando à evangelização das cidades é um grande desafio que cada igreja local deve aceitar. A palavra de Cristo à igreja não é uma opção e nem deve ser objeto de discussão. É uma ordem. É a filosofia de vida da igreja. Missões urbanas é tarefa da igreja. Lembrando que todo trabalho missionário urbano só terá valor se houver uma preocupação séria com o discipulado. Acompanhem nas próximas edições outras estratégias de missões urbanas. 

Nos laços do Calvário que nos une, 
Pr. Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MINHA CIDADE, MINHA MISSÃO



As cidades se apresentam como uma grande fronteira missionária. No mundo inteiro as cidades estão enfrentando uma explosão demográfica. Elas representam o grande desafio para as missões cristãs devido ao seu tamanho, sua influência e suas necessidades. O que acontece nas cidades acaba por afetar uma nação inteira e o mundo caminha na direção que as cidades seguem. A igreja é chamada para ministrar nas urbes.

A igreja contemporânea precisa levar mais a sério a evangelização integral das cidades. Ela deve influenciar decisivamente a cultura e impactar o processo histórico das nações. Tudo isso só é possível com uma teologia mais vigorosa, a busca constante por uma visão benéfica de mundo, a contribuição de cada igreja local para a transformação da sociedade e, fundamentalmente, mostrando suas marcas indeléveis, exercendo suas funções biblicamente, e atuando com plantação e revitalização de igrejas saudáveis. Cada igreja tem a missão de evangelizar pessoas ao seu redor, localizadas na sua própria cidade, bem como o desafio de plantar novas igrejas no seu próprio país e nas demais nações ao redor do mundo.

As cidades oferecem facilidades e dificuldades no que tange à evangelização. Há diferenças, entre evangelizar numa metrópole e num lugar interiorano. As igrejas precisam ter estratégias de trabalho para alcançar as cidades. As necessidades do homem urbano tornam imperativo o estudo de uma teologia e uma práxis de evangelização compatíveis com os princípios e modelos bíblicos. Missões urbanas exigem planejamento, organização e estratégias. Grupos de oração, boa recepção aos visitantes, assistência social, evangelismo através do rádio, televisão, literatura, internet e etc., mais precisamente o evangelismo pessoal, são estratégias que podem e devem ser usadas pelas igrejas que desejam evangelizar a cidade onde estão inseridas.

É necessário a igreja tomar algumas decisões imprescindíveis no que refere à cidade: decidir fazer uma séria pesquisa sócio-demográfica do contexto onde a igreja encontra-se inserida, desenvolver um ministério centrado na comunidade, no ministério do leigo e nos dons do Espírito Santo, saturar a comunidade local com o Evangelho de Cristo, mover-se para fora das quatro paredes da igreja local, proclamar o Evangelho pela voz e pela vida, testemunhando em palavras e em obras, na missão integral da igreja, mover-se para frente, mas somente em unidade, jamais barganhar o Evangelho da graça em nenhuma circunstância e decidir executar seriamente a tarefa da Grande Comissão (Mt 28.19-20).

A conversão de indivíduos à fé cristã, sua busca e transformação operados pela ação do Espírito Santo, se dá apenas mediante a pregação da Palavra de Deus e a aplicação interna desta feita pelo Espírito Santo. Portanto, faz-se necessário estudar a população ao redor da igreja, e na sabedoria do Espírito Santo, escolher os métodos, estabelecer as estratégias, lembrando sempre que a oração precede a ação, e indispensavelmente, precisa de ousadia, entusiasmo e sabedoria.

Portanto, aqueles que desejam evangelizar a cidade devem aprender a amar a cidade, conhecer a cidade, aprender a apreciar o corpo de Cristo existente na cidade, condoer-se pela cidade e possuir uma paixão por evangelização profunda e genuína. A cidade está de cabeça para baixo, precisamos virá-la de cabeça para cima, com o poder do Evangelho de Jesus Cristo. Missões urbanas não é tarefa apenas do pastor, ou de um pequeno grupo da igreja. Missões urbanas é tarefa da igreja. Lembrando que todo trabalho missionário urbano só terá valor se houver uma preocupação séria com o discipulado. Assim, a palavra de Cristo à igreja não é uma opção e nem deve ser objeto de discussão. É uma ordem. É a filosofia de vida da igreja. E o evangelismo pessoal ou testemunho pessoal de vida é a principal chave para o sucesso evangelístico urbano. É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Tornamos o Evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ESTRATÉGIAS DE EVANGELIZAÇÃO URBANA (Parte 01)


“mas recebereis poder, aos descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

INTRODUÇÃO:
Como prometido, estaremos falando sobre algumas estratégias de evangelização urbana. Assim, é necessário fazer algumas perguntas: O que fazem as igrejas locais em nível de evangelização urbana? Como atingir a população ao redor da igreja?
A conversão de indivíduos à fé cristã, sua busca e transformação operados pela ação do Espírito Santo, se dá apenas mediante a pregação da Palavra de Deus e a aplicação interna desta feita pelo Espírito Santo (1Co 1.21). Precisamos de ousadia, entusiasmo e sabedoria. O mundo é dinâmico, e não estático.
Precisamos estudar a população ao redor da igreja, e na sabedoria do Espírito Santo, escolher os métodos, estabelecer as estratégias, lembrando sempre que a oração precede a ação.

A FORMAÇÃO DE GRUPOS DE ORAÇÃO:
“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30).
A igreja precisa sentir o desejo de orar pelos ainda não convertidos. Interceder significa literalmente “interpor-se”, “colocar-se entre”. O maior exemplo de intercessão é o de Jesus: “pelos transgressores intercedeu” (Is 5.12). Jerram Barrs disse: “Oração sincera, apaixonada, poderosa deve brotar dos nossos corações em favor daqueles a quem amamos, e daqueles cujas vidas são ligadas conosco, na teia da existência diária”.

O TESTEMUNHO PESSOAL:
O evangelismo pessoal ou testemunho pessoal de vida é um dos mais eficientes métodos evangelísticos. É preciso viver o que se prega, senão a evangelização torna-se uma hipocrisia. Tornamos o Evangelho conhecido mais pelo perfume do que pela palavra. Francisco de Assis disse aos seus discípulos: “Evangelize sempre; se necessário, use palavras”.

A RECEPTIVIDADE:
Boa receptividade da parte dos membros da igreja local é muito importante para com os visitantes. É necessário ter uma equipe treinada de recepcionistas, os quais darão atenção antes, durante e depois do culto aos visitantes e membros ausentes que retornam. Um cafezinho após o culto oportuniza a confraternização entre todos.

CONCLUSÃO:
Portanto, a igreja na cidade deve decidir saturar a comunidade local com o Evangelho de Cristo, mover-se para fora das quatro paredes da igreja local, por proclamar o Evangelho pela voz e pela vida, testemunhando em palavras e em obras, na missão integral da igreja, por mover-se para frente, mas somente em unidade e de jamais barganhar o Evangelho da graça, em nenhuma circunstância.
Acompanhe as próximas publicações sobre estratégias de missões urbanas.

Nos laços do Calvário que nos une,
Pr. Luciano Paes Landim.

Educando para a glória de Deus