Mostrando postagens com marcador Bases Bíblicas de Missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bases Bíblicas de Missões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O LIVRO MISSIONÁRIO

Missões no centro da Bíblia[1]


Versículo: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: “Em você serão abençoados todos os povos”.” (Gl 3.8)
Mensagem: Deus fez promessas a Abraão. Essas promessas são o prenúncio das boas novas de salvação centradas em Cristo.  Essas promessas abrangem todos os povos da terra que creem como Abraão creu. Em Cristo todas as promessas de salvação se realizam. Os gentios são incluídos no povo de Deus.
O conteúdo geral da Bíblia é missionário. Missões nunca foi invenção ou produto humano, pois vemos que este princípio partiu de Deus e está no centro da Bíblia. Deus está em missão no mundo (Missio Dei). Deus é um Deus missionário. A Bíblia, o livro inspirado por Deus, é um livro missionário. A Bíblia é a nossa autoridade em missão. Ela revela a mensagem do Evangelho, os motivos corretos para missão e os objetivos e métodos que agradam a Deus.
Todo trabalho missionário deve ser fundamentado e dirigido pelas Escrituras Sagradas. A Bíblia inteira enfoca o propósito de Deus de se revelar a todos os povos na face da terra. A Bíblia não contém missões. Missões é central na Bíblia.
Desafio missionário: Das 7.158 línguas do mundo, a Bíblia ainda não foi traduzida para 4.000 delas.[2]
Orando por missões: “Deus, nós te louvamos por tua Palavra. Agradecemos-te por auto revelar-se a nós através da Escritura. Exaltamos a ti por termos a Bíblia traduzida em nossa língua. Mas, te clamamos para que outros povos ouçam a Tua voz na língua deles, pois cada pessoa necessita ouvir o Evangelho em sua própria língua. Senhor, levanta mais pessoas para traduzir a Bíblia para as línguas, idiomas e dialetos que ainda não possuem o Evangelho. Em nome do teu Filho amado, amém!”
[1] Extraído do livreto “Todos os povos na mira de Deus” – Luciano Paes Landim (SAEM Publicações, páginas 08 e 09).
[2] Fonte: https://prezi.com/kmnt4bfyy-pz/estatisticas-missionarias/. Acessado no dia 08/04/2018.

Lançamento do livreto “Todos os povos na mira de Deus”

No último sábado (21/04/2018), foi lançado o meu novo livreto “Todos os povos na mira de Deus” pela SAEM Publicações. Foi uma singela homenagem aos 15 anos da Missão SAEM. O conteúdo tem como desafio convocar cristãos para missionariamente, atuarem diante dos desafios missionários nacionais e mundiais e interceder pelos campos missionários não alcançados. O propósito é de dez (10) dias imergidos na paixão missionária. Para cada dia um texto bíblico voltado para missões, uma breve concentração missionária, uma estatística sobre missões e uma oração missionária.
Esperamos contribuir para a conscientização missionária global, e que acima de tudo, o Deus Missionário seja glorificado!
Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

ORAR E OFERTAR NÃO ISENTA VOCÊ DE IR


Há duas falsas ideias missionárias no meio do povo de Deus que gostaria de refutar aqui:
Primeira, alguns pregam que há três atitudes diante de missões: fazer algo, ficar olhando ou fugir. Todavia, esse pensamento é antibíblico. Em nenhum lugar da Bíblia Deus diz que podemos ficar olhando ou fugir de missões. Pelo contrário, só temos uma alternativa: Ir. Marcos 16.15 não diz: “Fiquem olhando, fujam ou preguem o Evangelho em todo o mundo”; mas, “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Nada substitui o “ide”. Em grego a palavra “ide” significa “ir” mesmo (rsrsrs). Não há nenhuma mágica ou novidade no sentido da palavra. A ordem é que enquanto estivermos indo, preguemos o evangelho.
Segunda, é que se você não pode ir, então, pode orar e ofertar. Alguns usam isso como desculpa para não ir. Esse pensamento está errado pelo fato de transformar o “todo” (orar, ofertar e ir) de missões em fragmentos alternativos. Missões não é questão de escolha. Orar não é opção, como ofertar também não o é. Não são três alternativas em que podemos escolher uma ou duas, entretanto três mandamentos: orar, ofertar e ir. Todo cristão deve orar por missões e nenhum cristão é tão pobre que não possa ofertar para missões. Se somente orarmos e ofertarmos, seria o mesmo que disséssemos aos soldados que foram aos campos de batalha: deem o sangue, pois estarei aqui torcendo por vocês. Quando de fato deveríamos entrar na batalha orando, ofertando e indo. Afinal, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação (1Co 1.21). Orar e ofertar não nos isenta de ir. Ir não é questão de escolha, porém de obediência. Nada substitui a pregação. Não há um cristão que não seja missionário, pois se é cristão, automaticamente, é um missionário. Se não é um cristão, é um campo missionário. Ser missionário não é questão de escolha, todavia de ser cristão. O cristianismo é missionário em sua essência. Portanto, orar, ofertar e ir, não é questão de alternativa, contudo de submissão. Não temos escolha, mas mandamentos: orar, ofertar e ir. Afinal, amar Jesus é também fazer com que até o último povo da terra o conheça.
Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

TEOLOGIA BÍBLICA DE MISSÕES

cemmundi

Palestra ministrada no dia 05 de abril na aula inaugural do CFM – Curso de Formação Missiológica 2017 da Escola de Missões David Brainerd – Missão SAEM.
Introdução:
  1. Se você diz que ama a Deus, mas não tem visão missionária, então, você é um mentiroso.
  2. Aquele que não ama missões é possível que nunca tenha encontrado Cristo.
  3. Charles Spurgeon: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”.
Definições:
  1. Teologia.
  2. Bíblica.
  3. Missão.
Deus – o Autor da missão (Gn 3.15):
  1. A missão é um dos atributos pessoais de Deus.
  2. A missão se origina no ser e caráter de Deus.
  3. A missão é teocêntrica, e não antropocêntrica.
  4. O Deus vivo é um Deus Missionário.
Jesus – a mensagem da missão (1Co 1.18): 
  1. O Filho de Deus é a realização plena da Missio Dei.
  2. A missão de Jesus no mundo foi buscar e salvar o perdido (Lc 19.10).
  3. Jesus é o Missionário do Pai.
  4. Os Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) retratam Jesus como o Messias Missionário.
  5. Ao mesmo tempo em que Jesus é o Missionário por Excelência é também a mensagem da missão.
  6. Jesus é o Evangelho.
O Espírito Santo – o poder para a missão (At 1.8): 
  1. O Espírito Santo é a força motriz da Missio Dei.
  2. A missão só existe de acordo com a Bíblia se o Espírito Santo estiver no comando.
  3. Ele é o protagonista da missão da igreja.
  4. Ele é o verdadeiro Evangelista.
  5. O Espírito Santo preserva e cuida do fruto missionário.
  6. Ele é Deus.
A Igreja – o instrumento para a missão (At 13.1-3): 
  1. A igreja é, em sua essência e coração, missionária.
  2. A tarefa missionária da Igreja é parte do decreto de Deus, no qual é convocada a participar, se realmente quer ser Igreja.
  3. A missão da Igreja é a continuação da missão de Jesus.
 O Cristão – o agente da missão (1Co 9.16): 
  1. Ser cristão é ser missionário.
  2. Aquele que diz que é cristão, mas não ama missões, é um mentiroso.
  3. Seguir a Cristo implica em pregar Cristo.
  4. Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor (Charles Spurgeon).
O Mundo – o alvo da missão (Mt 28.19-20): 
  1. O Evangelho será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações (Mt 24.14).
  2. As boas novas não são exclusiva a um povo geográfico, etnia ou país.
  3. A mensagem de salvação rompe barreiras geográficas e étnicas.
  4. Ela deve ser ministrada a todos os povos, tribos e línguas.
  5. Assim, a Igreja deve ir em direção aos eleitos.
Satanás – o inimigo da missão (Mt 13.4 e 19): 
  1. Satanás é o inimigo da Igreja e de sua missão.
  2. O nosso adversário odeia a missão da igreja, pois a missão da igreja é proclamar a salvação aos povos com a finalidade de levá-los a glorificarem a Deus.
  3. O que conforta a igreja é a certeza de que Cristo garantiu a vitória de sua noiva – Igreja.
  4. O último livro da Bíblia garante o cumprimento da missão da igreja (Ap 5.9-14).
Implicações para hoje:
  1. Os desafios missionários no mundo nunca foram tão grandes como na atualidade.
  2. Não podemos nos calar. Não podemos sonegar aos povos o evangelho.
  3. Cabe-nos levar o evangelho por todos os meios legítimos, em todo o tempo, em todos os lugares, sob todas as circunstâncias.
  4. O alvo final de missões: o desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da terra.
Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

sábado, 5 de novembro de 2016

De que os pastores mais se queixam dos missionários?


Fiz uma pequena pesquisa missionária com vinte (20) pastores, que trabalham diretamente com missionários. A pergunta que fiz foi: De acordo com sua experiência, quais são suas principais queixas para com os missionários?

De antemão, prometo que também farei uma pesquisa com missionários acerca dos problemas que enfrentam com pastores. Porém, desejo apresentar aqui o resultado da pesquisa realizada com os pastores. Minha intenção é contribuir para a unidade e cooperação no Reino entre pastores e missionários. Mas, antes de mostrar o resultado da pesquisa, preciso fazer algumas observações: primeira, a pesquisa é pessoal, ou seja, não foi realizada por um órgão, mas por um pastor que entrevistou outros 20 pastores envolvidos com missões; segunda, a lista abaixo não está necessariamente na ordem de importância.

Missionários não vocacionados: há muitas pessoas no campo que não tem chamado algum para missões. São pessoas simplesmente emotivas que não possuem nenhuma vocação para missões.
Missionários despreparados: essa foi uma das maiores queixas dos pastores que participaram da pesquisa. A reclamação em grande parte dos pastores é que há um despreparo enorme dos missionários no que refere à teologia, missiologia, antropologia e linguística, que são os pilares do preparo missionário.
Missionários não convertidos: pior do que missionários despreparados ou que não têm chamado missionário, são os missionários que não são convertidos. Há missionários que ainda não nasceram de novo, que ainda não tiveram um encontro com Cristo. Creio que a motivação deles seja outra (dinheiro, fama, status, etc.), e não a glória de Deus e a salvação dos perdidos.
Missionários preguiçosos: são aqueles que querem ser sustentados pela igreja, mas não levantam uma “palha” sequer. Acordam tarde, passam o tempo discutindo polêmicas nas redes sociais, não evangelizam, não visitam, não discipulam, não estudam, não trabalham.
Missionários desigrejados: são aqueles que não frequentam nenhuma igreja e não são enviados por nenhuma igreja. Consideram-se cristãos, mas não mantém comunhão com alguma congregação. Pergunto: Por que eles não fazem parte de alguma igreja? Por acaso, Paulo não pertencia a igreja de Antioquia e por ela não foi enviado? Esses missionários não entenderam que o papel da igreja é fazer missões e o papel das missões é plantar igrejas. Missões só é possível através da igreja. A igreja é a agência missionária. Como evangelizar, discipular, ministrar as ordenanças (batismo e Ceia do Senhor), manter comunhão e crescimento sem a presença de igrejas locais?
Missionários que não plantam igrejas. Esse ponto está bem relacionado ao anterior. São aqueles missionários que não plantam igrejas, não discipulam, somente evangelizam. Possuem uma visão limitada acerca de missões. Não entenderam que para cumprirmos a Grande Comissão é imprescindível a plantação de igrejas. Eles vão aos lugares e evangelizam por alguns dias e depois retornam para suas cidades, sem confirmarem os convertidos, sem discipular, sem batizar, sem proporcionar aos convertidos a oportunidade de participar da Santa Ceia. Como eu disse anteriormente, este ponto está relacionado ao anterior.
Missionários que não prestam relatórios: não prestam relatórios financeiros ou de atividades evangelísticas e discipuladoras, ou quando prestam, mentem bastante. Alguns pastores descobriram relatórios fraudulentos e mentirosos acerca do número de conversos, administração financeira das ofertas, etc.
Missionários freelancers: são aqueles que evangelizam de vez em quando, ou que viajam de vez em quando, mas, não vão definitivamente para o campo, mas que se consideram missionários integrais. São “missionários de igreja”. As igrejas não precisam de missionários, e, sim, os campos. Fazem “missões” de vez em quando. Não entenderam o que é trabalhar missionalmente, isto é, missões não se define pelo que se faz, mas pelo que se é: missionário em todo lugar e em todo tempo.
Missionários pidões e gananciosos: só sabem reclamar das dificuldades financeiras e pedir dinheiro. Não sabem construir um projeto missionário e levantar os recursos. Toda oportunidade que têm para falar sobre missões, usam-na para pedir dinheiro. Demonstram ambição e ganância. Não confiam no sustento de Deus. É óbvio que existe o problema das igrejas que não ofertam para missões, porém, nada justifica atitudes cobiçosas por parte dos missionários. Um grave problema da igreja brasileira é a má administração financeira, isto é, não investe em missões o quanto deveria.
Missionários de púlpitos: são aqueles que só pregam em conferências, congressos, cultos, etc., mas não pregam para os perdidos. Só pregam nos púlpitos, mas não nas feiras, ruas, praças, aldeias, tribos, presídios, hospitais, etc. Admoestam as pessoas a fazerem missões, mas se quer vão à feira evangelizar. São meros “missionários” de púlpitos.

Por outro lado, os pastores também mencionaram o lindo trabalho que muitos missionários realizam. Eles mencionaram:

Missionários vocacionados: aqueles que foram chamados por Deus para anunciar o evangelho e que não largam a vocação por nada. Ou melhor, missionários que entendem que o chamado é maior do que a própria vida deles.
Missionários preparados: aqueles possuem um profundo preparo teológico, missiológico, antropológico e linguístico. São aqueles que buscaram e buscam constantemente o preparo. Esses missionários entenderam o quão importante é afiar o machado (Ec 10.10).
Missionários convertidos: aqueles que demonstram genuinamente sua conversão. São pessoas tementes a Deus e cheias de fervor. São santos que buscam sempre a pureza do evangelho.
Missionários trabalhadores: para eles não existe tempo ruim. Trabalham diariamente. Dedicam-se sempre. Estão sempre dispostos a agir missionalmente. Não são preguiçosos.
Missionários que congregam: eles têm uma igreja para frequentar. Eles são enviados por igrejas e agências missionárias. Não são desigrejados. Eles têm pastores e família na fé.
Missionários plantadores de igrejas: o objetivo deles é evangelizar os perdidos e discipular os conversos. Eles entenderam que a plantação da igreja é imprescindível para a evangelização e discipulado das nações. Eles acreditam que cada igreja é uma agência missionária.
Missionários que prestam relatórios: são claros, pontuais e honestos na prestação de relatórios financeiros e de atividades. Eles entenderam que a transparência na obra missionária é fundamental para ganhar credibilidade e novos intercessores e mantenedores.
Missionários integrais: não são missionários de vez em quando, mas diariamente. Quando vão para campos distantes, trabalham arduamente. Quando estão em suas próprias cidades, também atuam dedicadamente. Eles respiram missões. Eles amam missões. Eles não entendem missões como viagens, mas como filosofia de vida. Para eles, missões é como respirar.
Missionários discretos no levantamento de ofertas: primeiro, eles entendem que quem os sustenta é o Deus Missionário; segundo, como eles congregam, têm uma ou mais igrejas que os apoiam no sustento; terceiro, eles sabem falar sobre o sustento missionário sem explorar as emoções ou a boa-fé das pessoas; quarto, eles são prudentes e discretos no levantamento de ofertas; e quinto, por serem transparentes e honestos nos relatórios financeiros e de atividades, as pessoas ofertam segura e confiadamente.
Missionários de campo: são pregadores de rua, vilas, povoados, tribos, campos, etc. Não são “missionários de igrejas”. Eles pregam em igrejas, mas não somente em igrejas. O foco deles é alcançar o perdido. Fazem missões urbanas e rurais, nacionais e transculturais.

A conclusão é que, apesar dos falsos missionários, a obra missionária avança porque Deus ainda levanta homens e mulheres comprometidos com o anúncio do evangelho. A obra de missões é divina, foi criada por Deus e é mantida por Deus. O final dela será glorioso. Esse evangelho chegará ao mundo inteiro como testemunho para toda a humanidade. O nosso papel é orar, ofertar, treinar, enviar e ir. Observe que não são alternativas (orar, ofertar, treinar, enviar e ir), mas mandamentos que devem ser obedecidos totalmente.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A maior prioridade do missionário



“O objetivo final e mais elevado da evangelização não é o bem-estar dos homens, nem mesmo sua bem-aventurança eterna, mas a glorificação de Deus.” R.B. Kuiper
Introdução:
Os desafios missionários no mundo nunca foram tão grandes como na atualidade. Diante do cenário missionário nacional e mundial, surgem algumas perguntas que exigem respostas objetivas e práticas: Por que devemos fazer missões? O que motiva pais entregarem seus filhos a missões? O que incentiva cristãos ofertarem liberalmente para a obra missionária? O que leva crentes a orarem incessantemente pelos missionários? O que impulsiona cristãos a largarem tudo em prol da evangelização dos perdidos?
A motivação em missões é fundamental, pois o missionário corre o risco de fazer o certo (pregar o evangelho), mas com a motivação errada (dinheiro, fama, status, inveja, etc.). Isto significa que não basta fazer a vontade de Deus, mas fazê-la de coração. Warren Wiersbe disse acertadamente: “O coração de todo problema é o problema do coração”. Deus requer o trabalho certo com a motivação certa. Pois uma coisa é pregar o evangelho, outra é viver o evangelho. Uma coisa é definir o evangelho, outra é ser definido pelo evangelho. Qual é a maior prioridade do missionário?

O perigo de nos convertermos em “Martas ativistas”
Ao lermos Lc 10.38-42, observamos o perigo de nos convertermos em “Martas ativistas”, isto é, o de desaprender o valor da perplexidade e contemplação diante de Jesus. O perigo de nos envolvermos tanto em atividades que acabamos negligenciando a nossa vida devocional. Precisamos praticar um tempo a sós com Deus. O próprio Jesus se retirava para lugares solitários para orar.
A obra de Deus é importante, porém, o Deus da obra é mais importante ainda.
Maria escolheu a melhor de todas as partes. A oportunidade de estar com Jesus e ouvir os seus ensinamentos eram a essência que ela buscava. A comida é fundamental, mas a Palavra de Deus é essencial. Marta poderia estar preparando a refeição de maneira desnecessariamente elaborada. Maria, por outro lado, demonstrou visivelmente a verdade que Jesus estava ensinando: adorá-lo é o mais importante. O fato é que é possível desviar-se de Deus ao tentar servi-lo. Isto acontece quando estamos com o Senhor, mas nossa conduta e obras estão voltadas para focos errados. Às vezes, vemos pessoas engajadas na obra, porém frustradas espiritualmente porque estão concentradas na obra e não no Dono da obra. A obra de Deus é importante, porém, o Deus da obra é mais importante ainda. Antes de pedirmos a Deus para nos usar, devemos pedir para Ele se revelar a nós! Não podemos deixar que o ministério se torne um ídolo em nossas vidas.
O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus
A maior prioridade do missionário não é missões, mas o Deus das missões. Mais importante do que a obra missionária é o Deus da obra missionária, o Senhor das nações. Mais interessado do que naquilo que o missionário faz, Deus está interessado naquilo que o missionário é. Comunhão com Deus precede trabalho para Deus. Antes de fazer missões, o missionário primeiro precisa tratar o coração. Deus quer trabalhar por intermédio do missionário, porém, antes quer trabalhar no missionário. A única motivação capaz de mover, sustentar e direcionar um missionário é a paixão pela glória de Deus.
A glória de Deus é a chama que acenderá o ardor missionário no coração da igreja
A paixão missionária pela glória de Deus é acompanhada pela paixão pelas pessoas que, por ignorância e descrença, estão morrendo em seus pecados. Esta era a paixão de Jesus em Lc 15, quando contou as parábolas da ovelha e da dracma perdida e do filho rebelde. Esta paixão move missionários ao engajamento nas obras que são designadas a trazer glória a Deus por meio da salvação dos pecadores. O propósito maior da evangelização dos povos é que esses povos todos glorifiquem a Deus e exaltem seu nome. O centro da obra missionária da igreja não é o homem, mas o próprio Deus. Há júbilo diante dos anjos de Deus, no céu, por um pecador que se arrepende.
O centro da obra missionária da igreja não é o homem, mas o próprio Deus.
Resumindo...
Podem existir motivos errados escondidos nas mentes dos mais sinceros missionários. Fazer missões não dá lucro, fazer missões não enriquece, fazer missões não dá fama; fazer missões só dá prazer, mas só dá prazer para quem ama a glória de Deus.
Se nos falta paixão pelos perdidos é porque antes nos falta paixão por Cristo. A paixão missionária pela glória de Deus é acompanhada pela paixão pelas pessoas que estão morrendo em seus pecados.
Urgência: Jesus disse “Ide e fazei discípulos”. Um professor de grego bíblico disse que a palavra traduzida como “ide” no grego original está numa forma que expressa uma grande urgência. O que Jesus estava dizendo, então, era: “Vamos logo! Não percam tempo! Multipliquem-se até que pessoas de todas as nações, raças, tribos e línguas me conheçam e me sigam!”

O alvo final de missões: o desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da terra.
Conclusão:
Desejo concluir com quatro pontos:
Primeiro: Erradamente, muitas igrejas e denominações se autoproclamam pensando estar proclamando o evangelho. Anunciam mais suas logomarcas, programas, templos, presidentes, diretores, ministérios de música e pregadores, como se estivessem evangelizando. A maior barreira para a evangelização é a má compreensão a respeito do evangelho. Evangelizar é proclamar as boas novas de salvação única e exclusivamente em Cristo.
Segundo: Engajar-se na missão de Deus pressupõe primeiro conhecer a Deus. Muitos "missionários" deveriam estar estudando a Bíblia e não pregando. É inadmissível um “missionário” sem bagagem bíblica.
Terceiro: Ronaldo Lidório disse que a missão maior da igreja é glorificar a Deus (1Co 6.20), ou seja, é preciso nos desglorificar para, de fato, glorificar a Deus em nossa vida diária. O missionário deve pregar Cristo, e não a si mesmo.
Quarto: Somente olhando para a glória de Deus é que entenderemos os mártires, as lutas, os sacrifícios e a vitórias. Essa foi a motivação deles e essa deve ser a nossa motivação: a glória de Deus.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.


domingo, 16 de outubro de 2016

Muitos "missionários" deveriam estar estudando a Bíblia e não pregando


Quero expor aqui alguns pensamentos sobre a importância do conhecimento bíblico por parte do missionário:

1.       Muitos "missionários" deveriam estar estudando a Bíblia e não pregando.
2.       É inadmissível um “missionário” sem bagagem bíblica.
3.       Lamentavelmente, há muitos “missionários” analfabetos de Bíblia.
4.       O campo missionário não precisa sequer de neófitos e muito menos de crentes que não gostam de ler a Bíblia.
5.       Pesquisas afirmam que a principal causa do retorno antecipado do missionário do campo é a falta de preparo adequado.
6.       O missionário despreparado é como nuvens sem água impelidas pelos ventos; é como árvores em plena estação dos frutos, mas duplamente mortas e desarraigadas (Jd 12).
7.       É loucura total colocar no campo missionário pessoas destreinadas, mal treinadas ou sem chamado.
8.       O nosso problema é que quase não treinamos missionários, mas enviamos pessoas despreparadas ao campo.
9.       Se o preparo for fraco, os resultados também o serão.
10.   Não podemos nos esquecer que Jesus treinou os apóstolos.

Nos laços do calvário que nos une,

Luciano Paes Landim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Que Acontece com Aqueles que Nunca Ouviram o Evangelho?

Por David Platt

O que acontece com as pessoas que nunca ouviram o evangelho? Elas serão condenadas ao inferno? Mas isso é justo? E se elas fizeram o melhor com o que tinham? E se fosse uma boa pessoa?

Verdade número um: Todas as pessoas conhecem o Deus Pai. Todas as pessoas o conhecem, todas têm conhecimento do Deus Pai. Paulo, em seus comentários introdutórios, faz a preparação nos primeiros 17 versículos, e então no versículo 18 [Rm. 1] ele começa a falar da “ira de Deus que se revela do céu contra a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça, porquanto o que de Deus se pode conhecer”, ouça o que ele diz, “é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.” Desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, claramente se veem e são percebidas por meio do que foi criado. Portanto, os homens são indesculpáveis. Ele diz isso lá no versículo 21: “porquanto, tendo conhecimento de Deus”…
Pressuposição fundamental. Deus revelou a Si mesmo a todo homem. Cada pessoa no mundo, quer seja o homem na selva africana, em um vilarejo asiático, em qualquer lugar do mundo, cada pessoa tem conhecimento do Deus Pai que é claro, suficiente, e manifesto para que o homem seja indesculpável. Verdade fundamental número um.

Verdade número dois: Todas as pessoas rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus. Versículo 21: “Porquanto tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível por imagem à semelhança de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, aos desejos pecaminosos dos seus corações, para desonrarem seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira.” E esses somos nós. “Adorando a criaturas ao invés do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” Eles rejeitaram o Deus Pai. E essa é a condição humana de todos nós. Nós neste lugar, as pessoas na África, Ásia, Oriente Médio, Austrália, todos nós rejeitamos o Deus Pai.
Deixe-me falar sobre essa pergunta que surgiu em um grupo de estudantes universitários, certa vez. Uma garota me perguntou: “E quanto, por exemplo, aos índios astecas? Índios astecas que não tinham a Bíblia, mas fizeram o melhor que podiam com o que eles tinham. Talvez eles tenham adorado o sol. Chamavam-no de deus sol. Mas isso foi o melhor que eles puderam com o que eles tinham. Isso não é bom o suficiente?” E eu penso que essa é uma boa pergunta. Mas a realidade é, Paulo diz muito claramente em Romanos: Certamente isso não é bom o suficiente. Essa é a essência do que todos nós fizemos. Nós tomamos a criatura e a adoramos no lugar do Criador. Idolatria não é bom o suficiente diante do Deus do Universo. Todas as pessoas rejeitam o verdadeiro conhecimento de Deus.

O que nos leva à verdade número três: Não há nenhuma pessoa inocente no mundo. Você lê de Rm 1:18 a 2:16 e vê uma acusação contra os gentios que não tinham a lei. Você quase pode ouvir os judeus cristãos dizendo amém a cada linha. Até quando ele chega ao capítulo 2, versículo 17 e diz: “Tu que te chamas judeu e repousa na lei e te glorias em Deus…” ele explode em cima deles. E então, no capítulo 3, versículo 9 até o versículo 20, ele entrega a terrível acusação colocando texto após texto do Velho Testamento dizendo: não há nenhum justo. Nenhum sequer. Ninguém que entenda ou busque a Deus. Todos se extraviaram. À uma se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem. Nenhum sequer.
Então, aqui vai… Se você me perguntasse: “David, o que acontece com o homem inocente na África que nunca ouviu o evangelho?” Minha resposta a você, baseada no que a Palavra de Deus ensina muito claramente, seria que esse homem indubitavelmente vai para o Céu. Sem dúvida. Ele iria para o Céu mesmo não tendo ouvido o Evangelho. O único problema é: tal homem não existe. O que acontece com o homem inocente na África? Esta pergunta é feita com muita frequência. A realidade é: não há nenhuma pessoa inocente na África. Se eles fossem inocentes, eles não teriam necessidade de ouvir o evangelho!
A razão pela qual eles precisam ouvir o evangelho é porque neste momento eles permanecem culpados diante de um Deus Santo. E é por isso que levamos o evangelho até eles. Estão me entendendo? Estou vendo vocês olhando um para o outro como: “Esse cara será apedrejado na capela!” Nós sempre inclinamos essa pergunta em nosso favor e contra a santidade de Deus. Enquanto procuramos por oportunidades de apontar a injustiça de Deus, a realidade é que cada um de nós neste lugar é culpado diante de um Deus Santo. Infinitamente culpados diante de um Deus Santo. Nenhuma pessoa inocente no mundo.

O que nos leva à verdade número quatro: Portanto, todas as pessoas são condenadas por rejeitar a Deus. Romanos 1:18 até 3:20 tem de ser uma das mais impressionantes partes da Bíblia toda. Depravação em cada frase. E Paulo resume tudo isso no capítulo 3, versículo 19, dizendo que: “Tudo o que a lei diz, diz aos que vivem na lei para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus.” Paulo diz que ninguém será justificado diante de Deus por observar a lei. Pela lei vem o conhecimento do pecado, em outras palavras, todos nós permanecemos condenados, e nossos esforços, todo “bom” esforço que temos em vencer nossa condenação, nos afunda em maior condenação. Nosso melhor esforço nos condena ainda mais.
Agora, neste ponto pensamos sobre uma ideia comum não só em nossa cultura, mas eu diria em nossas igrejas. Existe essa ideia de que se as pessoas nunca tivessem ouvido o evangelho, Deus certamente não as permitiria, ou de uma maneira mais ativa, não as enviaria ao Inferno. Elas nunca ouviram. Então, certamente, por elas nunca terem ouvido, elas não podem ser responsabilizadas e portanto irão para o Céu. É uma ideia que em essência nos faz pensar que por eles não terem ouvido, há um tipo de passe para o Céu. Mas pense sobre isso. Se isso fosse verdade… Em primeiro lugar, não achamos a evidência disso em nenhum lugar das Escrituras. Mas mesmo em nível prático, se lhes fosse garantido irem ao o Céu, simplesmente pelo fato de nunca terem ouvido o evangelho, então qual é a pior coisa que você e eu podemos fazer pelo estado eterno dessa pessoa? Levar a eles o evangelho! “Valeu por ter semana de missões!” “Estávamos muito bem, indo para a eternidade no Céu com Deus, até que esse missionariozinho chegou aqui e estragou tudo.” “Pare de fazer missões!” Obviamente isso mina toda a iniciativa evangelística da igreja. Mesmo aqui em nosso país, você vai a um campus universitário e inevitavelmente terá estudantes internacionais com pouco ou nenhum conhecimento do evangelho. Imagine dizer a um deles: “Você já ouviu falar do evangelho? Já ouviu falar de Cristo?” E eles olham para você e dizem: “Não.” E se você crê que essa pessoa vai para o céu justamente por nunca ter ouvido o evangelho, então o que você diria a ela? “Se alguém tentar lhe falar disso, coloque os dedos nos ouvidos, grite alto e corra.” Isso não faz sentido.

David Platt é pastor e escritor norte-americano. Platt se formou em jornalismo na Universidade da Geórgia. Ingressou no seminário Teológico Batista de Nova Orleans, onde obteve seu doutorado e decidiu trabalhar ali mesmo como professor. Serviu na Igreja Batista de Edgewater em Nova Orleans. Aos 28 anos David Platt foi contratado para liderar a congregação da The Church at Brook Hills. É autor do best-seller do The New York Times "Radical: Voltando às raízes da fé".


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/12/david-platt-o-que-acontece-com-aqueles-que-nunca-ouviram-o-evangelho/

sábado, 10 de outubro de 2015

UMA BREVE REFLEXÃO MISSIONÁRIA



V
ivemos “uma” situação delicada no que diz respeito ao trabalho missionário. Há muitos missionários não convertidos no campo. Há um número enorme de missionários não vocacionados na seara. Há muitas pessoas que entram para missões com motivações erradas. Muitos querem as glórias do missionário, mas não suas cicatrizes e marcas. Querem fama, reconhecimento humano e dinheiro. Alguns fazem desta obra um refúgio para esconder sua preguiça e comodismo. Não querem trabalhar. Não querem o bem das ovelhas, mas os bens das ovelhas. Há missionários que querem ser sustentados, mas são os primeiros a pregarem contra o dízimo. São os primeiros a não contribuírem para o sustento da obra. Alguns não frequentam igrejas, pois dizem que a obra de Deus não tem nada a ver com denominações, mas quando precisam de “ofertas”, a primeira coisa que fazem é procurar as denominações. Há missionários que deveriam cuidar de si mesmos antes de quererem cuidar dos outros. Deveriam evangelizar a si mesmos, para depois evangelizar os outros. Há muitos missionários despreparados doutrinariamente. Não estudam a fundo as Escrituras Sagradas. Estão à mercê dos lobos travestidos de ovelhas. Há missionários que estão em pecado e já perderam a sensibilidade espiritual. Há missionários que não evangelizam, não discipulam e não plantam igrejas. Há missionários que só pregam em congressos, conferências e cultos.
Mas há missionários convertidos, missionários preparados biblicamente. Ainda há missionários que fazem missões com a motivação correta - a glória de Deus. Também existem missionários que trabalham arduamente nos campos com o objetivo de anunciar a salvação única e exclusiva em Jesus Cristo. Há missionários que foram abandonados nos campos, que precisam de sustento financeiro e espiritual. Missionários que do pouco que recebem, ajudam outros a se manterem. Há missionários santos e cheios do Espírito Santo, que não medem esforços nem distâncias para anunciar o evangelho ao pecador.
Que o Deus da missão tenha misericórdia de nós, e envie verdadeiros missionários aos campos. Que o Senhor da missão levante uma geração de missionários cheios do conhecimento bíblico e incendiados pelo poder do Espírito Santo. Que Cristo, o Missionário por Excelência, convoque um exército de crentes comprometidos com o eva

Nos laços do Calvário que nos une,

Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Bíblia Missionária de Estudo


Com texto bíblico na tradução de Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia Missionária de Estudo é uma publicação inédita e totalmente desenvolvida no Brasil. A obra enfatiza as perspectivas missionárias da Bíblia ao mesmo tempo em que reforça a importância da Bíblia Sagrada como o livro da missão de Deus. Um de seus diferenciais é contar, ao longo de todo o texto bíblico, com extensas notas de estudo escritas por líderes do movimento missionário no Brasil, como Russell Shedd, Bárbara Burns, Hernandes Dias Lopez, Antonio Gilberto, Samuel Escobar, Edison Queiroz, Valdir Steuernagel, Ronaldo Lidório e Timóteo Carriker, este último um dos idealizadores da obra. A publicação oferece recursos como: introdução a cada livro bíblico, com informações sobre conteúdo e visão missionária, encarte com mapas e gráficos sobre missões e apêndice com artigos e recursos missionários. Entre seus propósitos, visa informar cristãos e igrejas sobre como a Bíblia orienta a ação missionária em várias vertentes, tais como evangelismo pessoal, implantação de igrejas e virtudes da vida cristã. 

Recursos

Introdução aos livros bíblicos, destacando seu conteúdo, estrutura, relação com outros livros da Bíblia e significância missionária
Apêndice com artigos e recursos missionários
Encarte com mapas e gráficos sobre missões
Mais de 7.500 notas de estudo
Mais de 100 quadros com reflexões
Mais de 60 Mapas ao longo do texto
Concordância temática
Cronologia bíblica
Tabela de pesos, moedas e medidas
Como encontrar ajuda na Bíblia
O que a Bíblia diz sobre o perdão de Deus

Para adquirir: www.sbb.com.br

terça-feira, 30 de junho de 2015

Pensando sobre a obra missionária


Pensando sobre a obra missionária, tenho meditado sobre três pontos:

Primeiro, como um pastor local e professor de teologia, sinto-me no dever de me comprometer com missões no que refere ao despertamento e capacitação missionária. Sinto-me na obrigação de conscientizar e preparar as ovelhas e os alunos no que tange à obra de missões. Entendo que o pastor, por ser o líder da igreja local, tem o papel de engajar a igreja na obra evangelística local e mundial.

Segundo, tem pessoas querendo fazer missões à distância. Sim, eu disse “fazer missões à distância” e não “fazer curso de missões à distância”. Orar e ofertar para missões não é fazer missões à distância (se é que existe isso). Muitas pessoas acham que orar e ofertar é o suficiente. É claro que sem oração e sem o sustento financeiro fica inviável a obra de missões, porém, a questão não é somente receber as notícias dos missionários e interceder/ofertar pelos os mesmos. É preciso se comprometer com o evangelismo e o discipulado individual e coletivo, seja perto ou longe, local ou mundial. Precisamos ter igrejas missionais e missionárias, isto é, igrejas que façam a diferença onde estão e que enviem missionários aos campos não alcançados. Mas, não podemos esquecer-nos de orar consistentemente e levantar recursos para missões.

Terceiro, não podemos fazer missões semipresencialmente, isto é, evangelizar os povos e não discípulá-los, ir de vez em quando ao campo missionário. O trabalho precisa ser consistente, presente, atuante e contextual. Uma das maiores tragédias que podemos cometer no campo missionário é a evangelização sem o discipulado. É como uma mãe que dar à luz, mas não quer assumir a criança (amamentar, cuidar, dar banho, vestir, proteger e etc. o bebê). Missões é a evangelização com o propósito de discipular, amadurecer e fazer multiplicar aqueles discípulos que foram alcançados com o evangelho, e isto só é possível com a implantação de igrejas saudáveis.

Nos laços do Calvário que nos une,

Luciano Paes Landim.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Missão: O Centro da Bíblia


O
 conteúdo geral da Bíblia é missionário. Missão nunca foi invenção ou produto humano, pois vemos que este princípio partiu de Deus e está no centro da Bíblia. Se Deus é um Deus Missionário e se a Bíblia é inspirada por Deus, logo, significa que a Bíblia é um Livro Missionário. John Stott afirmou: “Por meio da Bíblia o próprio Deus está evangelizando, isto é, comunicando as boas novas ao mundo. Você deve estar lembrado da declaração de Paulo acerca de Gênesis 12.3, segundo a qual ‘a Escritura [...] preanunciou o evangelho a Abraão’ (Gl 3.8)”, continua: “Toda a Escritura prega o evangelho. Deus evangeliza por meio dela”. A Bíblia é a nossa autoridade em missão. Ela revela a mensagem do Evangelho, os motivos corretos para missão e os objetivos e métodos que agradam a Deus. Todo trabalho missionário deve ser fundamentado e dirigido pelas Escrituras Sagradas. Edison Queiroz disse: “A Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse, é um livro missionário, a partir do ponto de vista bíblico, o propósito de Deus é simplesmente reconciliar o homem consigo mesmo. O problema é que muitas vezes estudamos a Bíblia, não para buscar o propósito de Deus e sim para buscar respostas ou bases para nossas ideias. Precisamos avaliar nossa hermenêutica[1] a partir do ponto de vista dos propósitos de Deus”.
Greenway cita o missiólogo europeu, Johannes Verkuyl, referindo-se ao Novo Testamento: “Do começo ao fim, o Novo Testamento é um livro missionário. Ele deve sua própria existência ao trabalho missionário das igrejas cristãs primitivas, tanto a judia como a helenística. Os Evangelhos são ‘recordações vivas’ da pregação missionária, e as Epístolas, mais do que uma forma de apologética missionária, são instrumentos atuais e autênticos do trabalho missionário”.
Assim sendo, é impossível entender devidamente missão no Novo Testamento sem considerar suas raízes no Antigo Testamento. Russell Shedd disse: “A ordem de fazer missões é muito clara no Novo Testamento, porém Jesus buscou no Antigo Testamento a base para essa declaração. Se lermos a Bíblia toda sem observar sua ênfase sobre missões, provavelmente a estamos lendo superficialmente, como eu lia o Antigo Testamento, sem notar a centralidade do plano de Deus para as nações. Agora penso de modo diferente. Foi uma mudança de paradigma para mim!”

1.       A missão de Abraão (Gn 12.1-9);
2.       A missão de Jonas (Jn 3.1-10);
3. A missão de Jesus (Lc 19.10);
4. A missão do Consolador (Jo 16.7-15);
5. A missão dos doze (Mt 10);
6. A missão dos setenta (Lc 10.1-12);
7. As viagens missionárias de Paulo (At 13.1 ao 14.28; 15.36 ao 18.22 e 18.23 ao 20.28);
8. O cumprimento da missão (Ap 5.9-14); e etc.

Vejamos os quatro Evangelhos, segundo Roger Greenway, como “literatura missionária”:

1. O Evangelho segundo Mateus foi escrito para os judeus, para ensiná-los sobre Jesus e fazer deles a base para a missão da Igreja junto aos gentios;
2. O Evangelho segundo Marcos foi um “tratado” missionário para os gentios que precisavam de um breve relato sobre a vida e os ensinamentos de Jesus;
3. O Evangelho segundo Lucas, um gentio convertido à fé em Jesus, escreveu para os gentios como ele, os quais careciam saber que Jesus os queria em seu Reino tanto quanto os judeus;
4. O Evangelho segundo João foi escrito com o seguinte propósito missionário: “Para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Portanto, o maior exemplo de missão está no próprio Deus, que se fez carne e habitou entre nós para salvar os perdidos (Jo 1.14; Fp 2.5-11). Missão está no centro da Bíblia e deve estar no centro das nossas vidas. Pois, não há lugar mais seguro do que o lugar em que Deus nos colocou.

Nos laços do Calvário que nos une,
Pastor Luciano Paes Landim.



[1] É a ciência que cuida da arte de interpretar texto.

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...