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Sobre a questão do alcance e simultaneidade da obra missionária

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1.8

A questão do alcance da obra missionária

A questão do alcance da obra missionária tem sido comprometida por duas dificuldades de visão: miopia e hipermetropia. Uns tem problema para ver o que está distante, outros, para ver o que está próximo. Há muitos que têm se perguntado para que a igreja investir em missões mundiais (África, Ásia ou qualquer outro lugar distante) se há tanta gente aqui necessitando ouvir o Evangelho (missões locais, regionais e nacionais). Há outros que só conseguem ver missões no ponto de vista transcultural e realçam tanto as necessidades em outros lugares, que chega a colocar em crise e conflito de consciência aqueles que de alguma maneira estão envolvidos em um contexto de missões locais, regionais e nacionais. Jesus Cristo deixa clara a extensão da tarefa que deu à igreja: ela deve ir onde houver pessoas que precisam conhecer a Cristo.

A questão da simultaneidade da obra missionária
Atos 1.8 mostra que o trabalho dos discípulos não deveria primeiro ser iniciado e completado em um lugar para depois partirem para outro. Atos 1.8 diz que o trabalho missionário deve ser feito “ao mesmo tempo” em cada um dos quatro lugares. Essa “simultaneidade” está expressa nas palavras “tanto em”, “como em”, e “até aos”. Assim, devemos louvar a Deus porque o missionário americano Ashbel Green Simonton há mais de 150 anos, não tinha a ideia de evangelizar somente sua cidade e país para depois vir ao Brasil. Ele deixou família e seu conforto para vir ao nosso país e trazer-nos a mensagem do Evangelho. Simonton foi o fundador do Presbiterianismo no Brasil. Agora é a nossa vez de levar a outros povos a mensagem de Cristo.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

www.opastoraprovado.blogspot.com

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