Porque Evangelizar os Povos Indígenas?


Eliésio Marubo

Para discorrer sobre o assunto, uso minha região para responder esse questionamento.
O Vale do Javari é uma região onde mais morre índios no Brasil. Segundo dados publicados pelo Centro de Trabalho Indigenista“morre um índio a cada 12 dias durante os dez anos”. Com isso, vem uma pergunta natural do cristão:
Morreram conhecendo a Deus?
Do ponto de vista pessoal:

Dependendo de quem lê essa pergunta, já pode avistar uma resposta pelo “bom senso” com uma NEGATIVA. Os que percorrem o caminho da razão humana até justificam. Mas como, nós cristão, ainda não assumimos a verdade de Cristo em nossas vidas, cumprindo com o que diz a palavra dEle? “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Marcos 16: 15-16.

Do ponto de vista hierarquico entre as organizações:
As organizações religiosas criadas por homens sob a luz da sabedoria de Deus, existem para organizar o trabalho e facilitar a pregação da palavra de dEle, ganhar vidas para Cristo e cumprir com a determinação imputada a todo cristão, como vimos em Marcos:16:15-16. Mas, uma organização humana pode ser fundada em falhas humanas. Você que lê estas linhas agora, já parou para refletir na quantidade de cristãos que existe em todo o mundo? E com essa reflexão te apresento outra pergunta. Por que não existe muito mais ceifeiros no pregando a palavra de Deus a quem ainda não o conhece? A própria palavra santa de Deus, nos responde: através de I Coríntios 12-13 “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo.Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” Apesar de Paulo estar falando de contendas entre irmão, esse pensamento repreensivo é tranposto para as organizações que literalmente “discutem” entre sí de quem é cada área a ser evangelizada. É como se existisse uma “demarcação” de território e que naquele território ninguém, além da organização missionária “proprietária”, pode evangelizar os perdidos, trazendo-s de volta para Cristo, cumprindo com a palavra dEle imputada a todo cristão. Está posta aí uma das dificuldades criadas por homens conhecedores da palvra de Deus, possuídores do chamado dEle, mas nem por isso pecadores e regozijadores do auto-ego.
Esse termo tão conhecido como politicagem faz com que o evangelho de Cristo não avance nos campos e com isso, doze índios continuam morrendo a cada dez dias sem conhecer a Cristo, assim como no Vale do Javari que segue afundando no caos social que impera sob nossos olhos. E certamente o direcionamento que temos nos dias de hoje, com a “propriedade” missionária que se instalou naquela região, fará com que o trabalho do Senhor não avance, assim como não avançou nas mais de cinco décadas pelo monopólio da palavra.

Quando Jesus orou pelos seus discípulos em João 17:20-21 “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” No auto da supra sabedoria santa, intervei no futuro dos seus discípulos, orou por mim nascido no meio da floresta, e por você que certamente nesceu na cidade. De forma que Ele não fazia essa distinção entre eu e você. Ele queria, e quer, que nos regozijemos nEle, e façamos disso nossa vida, evangelizando a toda criatura, independentemente da “propriedade” e que nos encontremos.

Na singularidade de minha recente conversão, faço essa reflexão na palavra do Senhor na certeza que ele vai cobrar a mim o tenho feito na obra dEle sobre a terra. Apesar da salvação não depender de obras. No entanto, faço um “check list” das minhas responsabilidades na condição de cristão, crente no senhor Jesus que deu sua vida para salvar a mim e a você. Não podemos deixar esse mundo assistindo doze mortes a cada dez dias sem ao menos permitir que esses seres humanos, filhos de Deus e irmão em Cristo conheçam a verdade.

Entendi depois de muito tempo de minha vida, que não importa onde eu vá ou o que eu faça, Deus sempre me quer na obra dEle. Ao ser resgatado pela palavra dEle, vi que quanto maior for a tarefa que Ele nos impõe, mais desafiador será o trabalho. Assim como Moisés, que Deus o expôs na peregrinação do deserto do sinai preparando-o para liderar seu povo e sair da escravidão. A escravidão aqui surge de muitas formas, basta entendermos em que cenário estamos e focalizarmos o objetivo que Ele já nos mostra.

Portanto, chamo você a refletir sobre essa necessidade dos povos indígenas no Amazonas e no Brasil, para rasgarmos os “títulos” de propriedades e prepararmos o campo para a colheita do mestre Senhor e Salvador.

*Eliesio Marubo (*Perfil do Articulista: Clique aqui.)

"A força indígena para o trabalho no Amazonas"

Movimento Político Indígena do Vale do Javari terra indígena do Vale do Javari

www.valedojavari.rg3.net



Fonte: http://www.ooutroladodamoeda.com

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