LOUVOR É MAIS QUE MÚSICA

VIVA E CANTE PARA A GLÓRIA DE CRISTO


“Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia.” Sl 150.6

PARA INÍCIO DE CONVERSA, algumas perguntas: É possível louvar a Deus sem música? Como se portariam os músicos na igreja se o “ministério de louvor” não tivesse música? Músico na igreja é o mesmo que levita? O que é o louvor a Deus? O louvor liberta mesmo? O que Deus espera dos músicos? O que Deus não espera dos músicos?

Vejamos alguns pontos relevantes no que refere ao louvor e a música:

Primeiro: A música tem um valor inestimável. Há quem subestima e menospreza a música na igreja. Entretanto, a música é uma arte briosa e ilustre presente tanto no céu como na terra, empregada tanto por anjos como por homens. A música enleva e extasia a alma e nos motiva a despejar o coração em fervente louvor ao Deus Criador. A música precisa ser dirigida a mente e também ao coração, à razão e às emoções. A música tem uma extensão vertical (a exaltação e a glória de Deus) e uma extensão horizontal (levar as pessoas a confiar em Deus).

Segundo: Muitos se interessam pela música, porém, poucos pelo louvor a Deus com música. Louvar é uma coisa, tocar é outra. Você pode ser o melhor músico do mundo, mas se não houver louvor, Deus não recebe. O louvor pode conter música, mas nem sempre a música contém louvor. Louvor é mais que música. Ou seja, o músico deve ser um adorador na vida antes de se colocar frente ao povo de Deus. Louvar a Deus significa reconhecê-Lo, agradecê-Lo e exaltá-Lo.

Terceiro: Muitos insistem em dizer que músico é levita. Músico na igreja não é o mesmo que levita. Levitas eram os membros da tribo de Levi. A Bíblia relata que existiam levitas envolvidos com a música no antigo Israel. No entanto, nem todos os levitas eram músicos. Alguns levitas cuidavam de outras atividades cultuais, como o sacrifício, tarefas administrativas e operacionais. Se houvesse ainda o sacerdócio levítico, ele não estaria acoplado a músicos na igreja. Músico que se autodenomina “levita” imputa para si uma identificação judaizante e se ergue mais que os outros irmãos. Institui uma categoria entre crentes “levitas” e “não-levitas”. Todavia, com a morte e ressurreição de Cristo, o sacerdócio levítico tornou-se caduco. O levita tinha um papel de mediador, assumido por Cristo. Em Cristo, todos somos sacerdotes.

Quarto: O “mercado gospel”. Toda pressão desse mercado tem apenas contribuído para a falta de conteúdo e de qualidade nas músicas. Há uma exaustão e empobrecimento das letras e um simplismo que beira a repetição e a imitação mundana. Devemos nos empenhar pela excelência na musicalidade e nas letras das canções que cantamos. No “mercado gospel” a motivação deixa de ser “louvar e enaltecer a glória de Cristo” e passa a ser “produzir entretenimento, divertimento e distração na maioria das vezes pautada em emocionalismo e sensacionalismo ou em apelos proféticos de avivamento e de extravagância que só aumentam a idolatrização e egolatrização do ser”. Hoje em dia, vende-se mais porcaria do que canções sérias. Sem querer tornar mínimo a acuidade da música no culto, o que chamamos de ministério de louvor, é na verdade uma equipe de música que deve louvar a Deus, musicalmente falando. Qualquer atitude ou ação oposta a isto deve ser rejeitada, indispensavelmente.

Quinto: O “culto-show”. Subir no altar e fazer imitação de crente não é louvor, é show, ou melhor, rascunho de show mal feito. É uma grande incoerência essa coisa de se tornar estrela gospel. O tratamento dado a artistas gospel é inadmissível. Quando a música na igreja é reduzida a entretenimento e recreação, ela se torna um ídolo. Muita música dita “evangélica” é “do mundo”. A música deve louvar a Deus e não aos homens. O culto é feito para Deus e não para nós mesmos. A verdade é que o show tem que parar e a mensagem da cruz precisa ser cantada em nossas igrejas. Um músico no culto público pode estar profanando o nome de Deus se seu alvo não for a glória de Cristo.

Sexto: Por que os músicos são uma das partes mais complicada da igreja? Porque muitos deles são egocêntricos, crêem piamente que o mundo gira em torno deles e acham que nada funciona sem eles. A maioria dos cantores evangélicos se comporta como artistas e não como servos. A postura é a de um ídolo e não de um servo que recebeu dons. Vale lembrar que os músicos na igreja não são estrelas. Músicos na igreja que agem assim deveriam se arrepender de sua egolatria e aprender sobre a humildade de Cristo. Deus não espera dos músicos o que muitos estão buscando: estatus. Deus espera dos músicos louvor, santidade, conhecimento e intimidade. Os músicos na igreja devem ser humildes.

Sétimo: Barulho não é avivamento. Outro problema no que refere a música na igreja é achar que barulho é sinal de avivamento. Alguns cantores acham que incitando o povo a fazer barulho, levando-os a histeria coletiva estará promovendo um mover de Deus. Isso não é verdade. Barulho não é sinal de avivamento. Se fosse, canteiro de obras seria o lugar mais avivado do mundo! Nosso culto precisa ser racional, isto é, lógico. Precisa ser inteligível e espiritual. A gritaria é uma das formas mais primitivas de extravasar a emoção e não sinal de espiritualidade e avivamento.

Oitavo: O músico precisa conhecer profundamente a Bíblia. É muito ruim ouvir músicos dentro da igreja falando besteiras por não conhecer as Escrituras. Portanto, assim como a oração, a leitura da Palavra de Deus e principalmente a pregação dela, a música também usa a palavra falada e escrita e faz parte do culto solene para juntos transmitirem os ensinamentos das Escrituras. Por isso, é indispensável a ordem: Cante as Escrituras! Para se cantar a Bíblia, antes é preciso conhecê-la. Músicos que não conhecem profundamente as Escrituras não podem estar à frente da igreja.

Nono: O louvor liberta ou Deus liberta por intermédio do louvor? A resposta é: O louvor não liberta. Dez mil vezes não! Deus é quem liberta por intermédio do louvor. Não podemos idolatrizar a música achando que ela liberta. Somente Deus liberta. O propósito da música na igreja não é libertar, mas louvar a Deus.

Décimo: A vida da igreja é adorar, louvar, agradar e exaltar ao seu Senhor. Deus diariamente nos desafia a viver uma adoração sem palavras, onde quer que estejamos. Seja em casa, ou na rua, na faculdade, no ônibus, dentro do carro, no trabalho, em meio a uma grande multidão, ou sozinho. O louvor deve ser expresso de dentro do coração e de várias maneiras. Ele pode se exprimir de várias atitudes, até mesmo através da música. O fato é que Deus espera mais de nós do que temos dado a Ele. Devemos adorá-Lo também através da música. Mas não com músicas pobres e cânticos antropocêntricos, humanistas e personalistas. Mas com cânticos fundamentados na Bíblia, que glorifiquem a Cristo. Afinal, a música na igreja não é para nos entreter ou nos agradar, mas para louvar Aquele que é digno de toda honra e de toda glória.

Aqui ficam algumas ferramentas valiosas para se louvar a Deus apesar da música:

1. Oração.
2. Leitura bíblica.
3. Santidade.
4. Finanças.
5. Testemunho.
6. Jejum.
7. Serviço.
8. Pensamentos. Etc.

Portanto, precisamos rever o papel da música na adoração. Chegou a hora de pararmos de brincar de ministério de música e levar a sério o que Deus nos confiou. Deus procura adoradores que O adore em espírito e em verdade (Jo 4.24), com ou sem música. Assim, a música em seu conteúdo deve ser simples, resumida e direta aplicando os conceitos da sã doutrina a vida do crente. Nosso canto é para a glória de Deus e edificação da igreja. Portanto, vivamos e cantemos para a glória de Cristo!

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

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