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Repensando a Missão


A nossa cultura tornou-se muito departamentalizada. Compartimentalizamos nossa vida em: material, espiritual, familiar, eclesiástica, etc. Dicotomizamos entre o sagrado e o profano.  Dividimos a música entre gospel e mundana. Esquecemo-nos do mandato cultural, da integralidade humana e de que muita música dita evangélica é mundana, pois exalta o homem e não a Cristo.

Assim, também fizemos de missões um departamento da igreja, em vez de assegurar-se da obra missionária como a filosofia bíblica do povo de Deus, que emana das Escrituras, que visa glorificar ao Senhor, edificar a igreja e alcançar os perdidos. Missões não é uma tarefa específica para determinados dias do ano ou para determinadas pessoas “especializadas” no assunto, mas a respiração da igreja, para todos os dias, para todos os crentes, para todos os lugares. Ouse parar de respirar e espera pra ver o que vai acontecer. Aliás, você não vai ver nada depois que parar de respirar. Assim, como o oxigênio é para o corpo missões é para a igreja.

Missões é para todos os crentes em Jesus. Ser cristão é ser missionário. Missões não é mais uma atividade a ser adaptada no programa da igreja local. Missões não são eventos, mas relacionamentos. É a missão diária do povo escolhido de Deus. Não é departamento, mas evangelismo. É a intenção que a verdadeira igreja carrega na vida diária. É o tempo dedicado ao estudo, trabalho, lazer, família e igreja. É o médico cristão como missionário de Cristo no hospital, o estudante convertido como evangelista na escola ou faculdade, a empregada doméstica que brilha a luz do evangelho na casa onde trabalha, o filho que testemunha de Cristo aos pais, os pais que evangelizam os filhos, etc.

Nos laços do Calvário que nos une,

Luciano Paes Landim.

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