AS VÁRIAS FACES DA DOENÇA

Jesus Cristo dedicou boa parte do seu ministério aos enfermos. Os Evangelhos contêm numerosos relatos sobre curas que Jesus efetuou. Jesus é a esperança dos desesperados. Ao realizar diversas curas, mostrou as várias faces das enfermidades: 1ª Face: Existem casos em que o pecado gera a doença. Veja dois exemplos onde o pecado está relacionado profundamente com a enfermidade: a) O paralítico de Betesda: “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não pequeis mais, para que não te suceda coisa pior” (João 5.14, ARA); b) O paralítico em Cafarnaum (conferir Lucas 5.17-26). Observe que Jesus somente curou suas pernas depois de perdoar-lhe os pecados. 2ª Face: Existem casos em que tanto a doença quanto a morte não decorrem de um pecado específico, mas concorrem para a glória de Deus. Exemplos: a) O cego de nascença: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9.3, ARA); b) A grave enfermidade de Lázaro que posteriormente sucumbiu em morte: “Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado” (João 11.4, ARA). 3ª Face: Algumas vezes Jesus cura em resposta à fé do doente. Vejamos a questão da fé relacionada intimamente à enfermidade. Exemplos: a) O caso da mulher que sofria de um fluxo de sangue: “porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada” (Mateus 9.21, ARA); b) O leproso que apenas perguntou se Jesus queria curá-lo: “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Mateus 8.2, ARA); c) Em outras ocasiões é denunciado abertamente o seguinte: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mateus 13.58, ARA). Por outro lado, em algumas ocasiões Jesus curava tão soberanamente que mesmo um pai que clamava por seu filho, admitindo sua falta de fé, não impediu a manifestação do poder de Deus: “E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Marcos 9.24, ARA). Há registro de um caso em que a ação soberana de Jesus independeu da fé do enfermo, de amigos ou parentes, como no caso de doença ou deformação causada por espírito maligno (conferir Lucas 13.10-17). Finalmente, houve casos em que havia uma fé autêntica e não havia cura. Foi o caso do apóstolo Paulo que tinha um “espinho na carne” (embora o texto não diga claramente que o espinho na carne fosse uma doença); algo que o atormentava tanto quanto a dor dilacerada de um espinho na carne, mas para o apóstolo, era suficiente a graça de Deus: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12.7-10, ARA). Nos laços do Calvário que nos une, Rev. Luciano Paes Landim. Texto extraído do livro "Quando Deus Decide Não Curar", 2ª Edição.

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