Como os Falsos Profetas Agem?


Ao olhar para determinadas igrejas notamos também a secularização político-administrativa da igreja. Infelizmente, em igrejas hoje, os critérios bíblicos têm sido substituídos por critérios mundanos. Em alguns casos, na igreja, as ações são piores do que as do mundo sem Deus, pois vêm transvestidas de espiritualidade e vida e são feitas falsamente em nome do Senhor e de irmão contra irmão. São pessoas que se sentem donas da igreja, que querem “fundar” o seu império gospel a qualquer custo. São feitas ameaças e até execuções. A morte mora atrás dos templos. Os “profetas” dessas igrejas falsificam os dons espirituais. São irresponsáveis o bastante para profetizar em nome de Deus onde criam visões em suas mentes pecaminosas. Eles, porém, serão cobrados por Deus de tudo que inventam, manipulam e falsificam: “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR” (Jr 23.32). Esses profetas ensinam os seus adeptos a exigir de Deus o melhor para si nesta vida e se isso não acontecer, o motivo é a falta de fé ou por estar servindo ao deus errado. Nesse caso, eles aconselham a trocar de divindade. Eles esqueceram que a Bíblia diz que o verdadeiro crente pede ou suplica, e nunca exige de Deus: “Pedi, e dar-se-vos-á...” (Mt 7.7). Eles perderam o entendimento fundamental de que há um só Deus: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). E esse Deus não é nenhum deles. Deus esse que não se sujeita ao homem, mas que todo homem deve se sujeitar a Ele. Deus que faz o que Lhe apraz. Deus digno de toda a honra, de toda a glória e de toda adoração.

A igreja tem a missão de adorar somente a Deus. Quando o culto deixa de ser a expressão da glória de Deus, algo está errado. Isso acontece quando não se adora a Deus na forma como a Bíblia ordena, e acaba sucumbindo-se em um culto antropocêntrico. Onde a pregação e cânticos são objetos de grande negócio e autopromoção. O que importa para os membros da sociedade sem Deus é o profissionalismo dos ídolos evangélicos. Ídolos que têm como melhor negócio investir na empresa da fé, garantir lucros e fama no mercado.

Os verdadeiros pregadores são aqueles que proclamam Cristo como Único e Suficiente Profeta, Sacerdote e Rei. Isto significa que não precisamos de sacerdotes para mediar a salvação de Deus e nem de reis para controlar o pensamento e vida dos cristãos. Jesus é tudo. Afinal: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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