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Vocação ou Profissão?

Por causa da tendência de depreciar a pregação em prol de várias outras formas de atividades, a secularização está presente nos arraiais cristãos. A manipulação psicológica está superando a pregação bíblica em alguns púlpitos. O lugar da pregação no culto perdeu sua importância e a espantosa multiplicidade de ofertas eclesiásticas impregnando diferentes nomes, práticas, ênfases, ostentações faz com que a tarefa de procurar uma igreja seja como ir a um enorme supermercado ou a um restaurante onde um cardápio é oferecido. A mensagem da cruz não é pregada, que não somente estabelece o que devemos pregar, mas também a maneira como devemos fazê-lo. Ministrar a Palavra, para a glória de Deus, é a tarefa primordial da igreja. As Escrituras afirmam claramente: “... aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação” (1Co 1.21).

Pastorear também está secularizado, deixando de ser um ofício sacerdotal para ser uma profissão. São pastores de “palcos” e não de oração, estudo bíblico, pregação, aconselhamento e visitação. Os “cantores” comportam-se como
artistas, o dirigente do culto pensa que é um animador de picadeiro. Muitos pastores abandonaram a vocação de portadores do evangelho e assumiram outros papéis. Tornaram-se animadores de auditório e levantadores de fundos.
Um dos maiores pecados cometidos pelos cristãos surge exatamente neste ponto: a egolatria. O ato de se gloriar é maligno, pois eleva o ego ao pináculo da importância.

Seminários estão formando pastores de acordo com modelos de uma sociedade sem Deus, por isso, surgiram os “profissionais da fé”, os mercenários, os artistas gospel e adoradores de si mesmos. A função das escolas de teologia deveria colaborar no aperfeiçoamento dos santos, com disciplinas que enfatizem verdades das Escrituras e o preparo para o ministério cristão.

A sociedade moderna tem aversão a verdades objetivas, ela não aceita a Bíblia como única, inspirada, inerrante, autoritativa e suficiente Palavra de Deus. Ela não crê no Absoluto e está secularizada. Afastou-se do cristianismo das Escrituras e vive um cristianismo sem Cristo. Ela influencia cristãos incautos e fracos na fé. Em muitos cultos atuais a pregação da Palavra de Deus é como uma ilha que está diminuindo cada vez mais, destroçada pelo oceano tempestuoso de atividades e criatividades meramente humanas.

Assim, retornar ao evangelho implica em redescobrir a Bíblia. Afastar-se dela resulta sempre em depreciação da Palavra de Deus. A Bíblia sempre nos afastará do pecado e o pecado sempre nos afastará da Bíblia. O Cristo da Bíblia nunca participa de grupos que desrespeitam a revelação da Palavra de Deus autorizada nas Escrituras Sagradas. Deus não aprova decisões, atitudes, teologias e projetos que comprometam Sua revelação suprema. A igreja tem um plano arquitetônico de edifício espiritual e não precisa reproduzir ou contemporizar projetos falidos advindos da sociedade perdida no pecado. Portanto, os cristãos precisam procurar pastores que conheçam a Bíblia e não ministros com habilidades de gerenciamento e entretenimento. Ou seja, buscar pastores de caráter e não de mero carisma.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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