A Igreja Que Queremos Ser (Parte 04)


Uma igreja que busca a Deus em oração

“E perseveravam na doutrina... e nas orações.” (Atos 2.42)

O mundo luta com armas químicas, biológicas, bombas atômicas e etc.. São armas consideradas de muito poder. No entanto, existe uma arma mais poderosa do que essas citadas - a oração do justo: “... Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16). Ela é mais potente do que os mísseis norte-americanos, pois nunca erra o alvo. A nossa arma é a oração. Devemos orar e clamar a Deus por avivamento. A oração nos orienta a tomar decisões importantes na obra missionária e em tudo na vida. Ela promove comunhão na igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42, grifo nosso).

A oração é a marca distintiva da igreja missionária. A oração é um meio para enfrentar a perseguição. Em At 12.1 diz: “Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar.” No versículo 5 diz que enquanto o apóstolo Pedro estava aguardando o seu martírio: “... havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele.” Toda igreja que faz missões passa por perseguição. Todavia, a perseguição não é capaz de acorrentar o avanço da obra missionária, pelo contrário, a obra de Deus avança mais ainda.

A oração vai à frente do missionário abrindo um caminho por entre a escuridão espiritual. David Bryant narra um caso de um cristão da Índia, membro de um movimento indiano nativo, que lhe apresentou um contraste entre a maioria das pessoas em seu país (onde existem milhões que nunca ouviram falar uma única vez de Cristo) e as dos Estados Unidos: “Nos Estados Unidos você têm trevas, mas na Índia nós temos trevas profundas”. Para adentrarmos em lugar assim é preciso orar com objetividade crendo no poder do Espírito Santo para abrir as portas e entrarmos com a Luz do Evangelho de maneira que as trevas sejam dissolvidas e dissipadas. Quando deixamos de orar por lugares assim estamos deixando o inimigo dominar sobre as vidas que ali vivem. Ao orarmos pelos perdidos espiritualmente estamos invadindo o território inimigo. Sem oração o trabalho missionário é fraco.

Portanto, a igreja deve prover oração constante e consistente para o sustento da obra missionária. A igreja move-se no poder sobrenatural através da oração. Alguém disse: “O corajoso é o medroso que acabou de orar”. Falta-nos oração. Falta o fervor que moveu a igreja no passado. A oração é o oxigênio na vida da igreja. Uma igreja comprometida com missões cultiva a oração individual e coletiva. A igreja missionária só avança de joelhos, em oração. Nada substitui a oração.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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