domingo, 14 de julho de 2013

Uma Convocação Urgente ao Fervor Espiritual


Esboço de Sermão

Ap 3.14-22
Introdução:
1.      Para corrigir a igreja de Laodiceia, Jesus levou em conta o contexto que a mesma vivia.
2.      Características de Laodiceia:
a)      Rica e possuidora de terras férteis ao seu redor.
b)      Possuidora de um dinâmico comércio e uma posição privilegiada no sentido financeiro.
c)      Porém, perdia para as cidades vizinhas em outras áreas. Não havia nela suprimentos de água; esta vinha de uma fonte que ficava a certa distância e, provavelmente, chegava a seu destino morna, através de pequenos canos de barro.
3.      Estava localizada entre duas grandes e conhecidas cidades da região:
a)      Hierápolis: Ficava ao norte. Conhecida em toda região por suas fontes de águas quentes, sobre as quais se dizia possuírem poderes medicinais e terapêuticos, usadas por pessoas com problemas ósseos, reumáticos, respiratórios e tantos outros. Era um lugar de cura e terapia para o corpo.
b)      Colossos: Ficava ao sul. Era ainda mais conhecida, pelas suas fontes de águas frias, uma espécie de oásis, no verão, para onde as multidões afluíam. Na entrada da cidade havia uma inscrição com os dizeres: Lugar de Refrigério.
4.      Laodiceia era morna. A água morna e barrenta causava vômito.
5.      Jesus desejava que a igreja de Laodiceia fosse quente ou fria. Fria como a água de Colossos (que tivesse a função de refrigério ou quente como a água de Hierápolis (que tivesse a função terapêutica de trazer alívio aos aflitos).

(v. 15): “Conheço as tuas obras” – Jesus nos conhece por dentro:
1.      O texto utiliza a expressão “erga” para obras. “Erga” se refere a atos puramente pessoais.
2.      Não se trata de grandes realizações ou façanhas, mas da rotina da vida diária.
3.      Jesus está dizendo: “Conheço a sua rotina fora do templo. Conheço sua vida além das máscaras. Conheço o seu caráter”.
4.      A maquiagem pode até esconder alguns dos nossos defeitos diante dos outros, porém, jamais os encobre diante de Deus. Se preciso for, façamos uma cirurgia plástica para corrigir as nossas imperfeições com o Grande Cirurgião: Jesus.
5.      Deus não se impressiona com nossos ministérios e obras. O que Ele espera de nós é santidade e fidelidade. Espera caráter e verdade, ao invés de resultados e reputação.
6.      A Bíblia nos conduz a tratarmos o coração antes de nos envolvermos na missão.

(v. 15): “que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!” – Jesus sabe quando somos pessoas espiritualmente indiferentes:
1.      Uma igreja indiferente é uma igreja que vive de aparência. É uma igreja que causa enjôos em Jesus. Dá ânsia de vômito.
2.      Água morna é repulsiva, serve somente para ser cuspida fora.
3.      A igreja indiferente é morna. A igreja morna é aquela que cede com o mundo e, em procedimento, se assemelha à sociedade ímpia ao seu redor.
4.      Alfredo dos Santos Oliva disse: “Podemos passar um verniz de crente em nossas vidas e até convencer as pessoas de que somos supercrentes, mas não vamos conseguir enganar a Deus, que tudo vê e tudo conhece”.
5.      Uma igreja que não faz o que é errado, mas que também não faz o que é certo para a glória de Deus, está fora de foco.
6.      A igreja deve buscar intimidade com Deus e olhar para dentro de si e para o mundo que está ao seu redor.

(v. 17): “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” – Jesus sabe quando somos pessoas espiritualmente arrogantes:
1.      A autoconfiança e segurança da igreja de Laodiceia eram definitivamente falsas.
2.      Os crentes da igreja de Laodiceia consideravam-se ricos, porém, eram espiritualmente pobres.
3.      De tão envolvida e submergida com as coisas materiais, essa igreja não reconhecia a sua verdadeira situação. O pecado do orgulho a transformava em uma igreja estéril, sem vida.
4.      A autossuficiência desta igreja ao demonstrar não preciso de nada...”, configurava a sua grande soberba e ao mesmo tempo seu próprio drama.
5.      A suficiência da igreja vem de Cristo.

(v. 18): “Aconselho-te que de mim compres outro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” – Jesus nos chama para uma conversa séria sobre nossa espiritualidade:
1.      Ela estava orgulhosa do seu ouro, roupas e colírio. Mas era pobre, nua e cega. Os seus membros pensavam que sua religião ia bem, todavia, eram mendigos apesar de seus bancos, cegos apesar de seus pós frígios e nus apesar de suas fábricas de tecidos.
2.       “que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres”: a verdadeira riqueza está em Deus.
3.      “vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez”: Uma igreja fervorosa é uma igreja vestida de vestes brancas (santidade), onde sua vergonha não é exposta.
4.      “e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas”: Uma igreja fervorosa tem a visão de Deus.
5.      Uma igreja fervorosa é:
a)      É uma igreja que tem vida em Deus, espiritual e não mundana e materialista.
b)      Uma igreja vestida de vestes brancas (santidade), onde sua vergonha não é exposta.
c)      Uma igreja em que foi restaurado o ardor missionário tem a visão de Deus, e não a visão humana.

(v. 19): “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” – Jesus nos corrige quando trilhamos o caminho de uma espiritualidade descomprometida:
1.      Jesus nos corrige quando trilhamos o caminho de uma espiritualidade descomprometida. Ele nos chama a uma mudança de vida. Ele não desiste da igreja, pelo contrário, demonstra misericórdia ao repreendê-la e discipliná-la. Sua atitude em relação à igreja não era punitiva, mas disciplinadora e corretiva.
2.      Cristo chama os cristãos complacentes, negligentes, inertes, indiferentes e coniventes com o mal a mudarem de vida. Ele corrige a quem ama: “porque o Senhor corrige a quem ama...” (Hb 12.6).
3.      A pedra precisa ser lapidada para brilhar. A igreja de Laodiceia precisava arrepender-se, ou seja, dar as costas à religiosidade de aparências, de faz de conta, de mornidão.
4.      Assim, hoje, devemos nos arrepender de nossa mornidão e passarmos a ter zelo pela glória de Deus. Cristo ainda nos convida para que nos arrependamos e sejamos restaurados a uma posição de fé, justiça e comunhão (v. 18,19).
5.      Ilustração: Galinha e o Porco.

(v. 20): “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”: Jesus nos convida para uma relação de intimidade:
1.      Aqui não se trata de um texto evangelístico, para pecadores se arrependerem. Trata-se de um convite à igreja, para ter comunhão com Jesus. Aqui Jesus nos convida para uma relação de intimidade.
2.      No mundo antigo, era costume entre os judeus compartilhar uma refeição como sinal de confiança, afeição, intimidade e lealdade.
3.      O contexto dessa passagem revela uma admoestação explícita e direta aos crentes que se iludem com suas próprias conquistas e aquisições ou com uma religiosidade formal, e abandonam o leal relacionamento com Cristo e o dedicado amor ao próximo.
4.      Observe que Cristo, o Senhor da igreja, está do lado de fora. A igreja não tem comunhão com ele.
5.      Ilustração: O Menino Paulinho.
6.      Algumas características importantes da adoração (Jo 4):
a)      A adoração exige exclusividade (4.22): “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.”
b)      A adoração não se restringe a uma localidade (4.20 e 21): “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.”
c)      A adoração é um estilo de vida (4.23 e 24): “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

Conclusão e Aplicações:
1.      A visão de Laodiceia sobre si mesma estava errada. Ela pensava ser rica e era pobre, ter visão e era cega. A igreja de Laodiceia era uma igreja sem missão, com as mãos fora do arado.
2.      Novamente, como Cristo estava procurando entrar na Igreja de Laodiceia, que leva o seu nome, mas que não contava com um único crente sequer, está também buscando entrar em nossas igrejas. É necessário tão somente reconhecermos a nossa falência espiritual e responder com fé salvadora. Deus tem avivamento para sua igreja!
3.      Para sermos uma igreja fervorosa é preciso que mantenhamos uma vida de intimidade diária com Jesus.
4.      Para sermos uma igreja fervorosa é preciso que trabalhemos na formação e treinamento de líderes que sejam verdadeiros modelos de espiritualidade fervorosa e comprometida.
5.      Para sermos uma igreja fervorosa é preciso que estimulemos o serviço amoroso aos necessitados da igreja local e da comunidade externa.
6.      Quero desafiá-lo a responder com mais intensidade o chamado de Deus para sua vida.
7.      Ponho diante de você a possibilidade de atender com responsabilidade ao chamado para ser um seguidor de Jesus e um proclamador das boas novas de salvação através de sua vida, obras e palavras.
8.       Que a sua vida seja um instrumento para a glória de Deus.

Nos laços do Calvário que nos une,

     Luciano Paes Landim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários:

LANÇAMENTO DA REVISTA MISSIONÁRIA “MISSIO DEI”

Estamos no mês de aniversário da Missão SAEM. No dia 21 de abril, comemoraremos 18 anos de existência da Sociedade de Apoio Evangelístico e ...