A Igreja Que Queremos Ser (Parte 05)

Uma igreja que oferta para o sustento da obra missionária

Alguém disse que os jovens gastam mais com refrigerantes do que com a obra missionária, que as mulheres gastam mais com cosméticos do que com a obra missionária, que os homens gastam mais com sua bebida preferida ou seu esporte favorito do que com a obra missionária e que muitos gastam mais com o veterinário do seu cãozinho de estimação do que com a obra missionária. A dificuldade missionária da igreja não é carência de recursos, mas de uma mordomia, administração, certa dos recursos financeiros dados pelo Senhor. Atos 2.45 diz: “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. Eles não juntaram seus recursos, mas venderam suas posses. Isto significa compartilhar de modo voluntário. Os cristãos estavam unidos ao Espírito, assim, permaneciam alerta às necessidades físicas dos outros e voluntariamente (At 4.34 e 5.4) contribuíam para satisfazê-las (4.32).

Deus é tão gracioso que quando a igreja vive em obediência missionária, investindo em missões, providencia os recursos materiais necessários: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Fp 4.18-20). Assim, Paulo demonstra que o poder que atua com eficiência na igreja é o poder do Espírito Santo e não do dinheiro. Aqui está um alerta: Deus julga nossas ofertas pela nossa motivação e não pela soma ofertada. Portanto, tenhamos cuidado com a maneira como ofertamos a Deus (At 5.1-11). A Bíblia diz que a contribuição não é um peso, mas uma graça. Graça é um dom imerecido: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia” (2Co 8.1). A contribuição não é somente alguma coisa que apresentamos a Deus, porém, principalmente, uma graça que Deus concede a nós. Deus nos dá o privilégio de sermos parceiros no grande projeto de evangelização do mundo e assistência aos santos. Dinheiro na igreja, portanto, não pode substituir o poder de Deus, deve vir em resposta a ele.

Os missionários do passado foram homens e mulheres que largaram tudo e saíram pelo mundo, errantes, sem saber para onde iam, mas convictos de que foram comissionados por Aquele que tem todo o poder no céu e na Terra. Com os missionários do passado aprendemos que não devemos esperar por circunstâncias ideais para fazer a obra de Deus, pelo contrário, não podemos depender das circunstâncias para realizar a obra de Deus, mas Daquele que dirige o Universo. Assim, quando a igreja se encontra em chamas pelo evangelismo, a liberalidade se manifesta e surgem recursos suficientes para o sustento de obreiros e o envio de missionários para outros países.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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