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A Igreja Que Queremos Ser (Parte 07)


Uma igreja que cresce numericamente

“louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2.47).

A salvação é uma obra soberana de Deus. A igreja não salva. Somente Jesus salva. Ele é quem acrescenta pessoas à igreja. Entretanto, por mais que a atividade esteja centralizada na atividade divina na salvação, sabe-se que “aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1Co 1.21). Portanto, não se pode negar que o evangelismo era parte integral da vida da igreja primitiva, sendo que isto acontecia diariamente. Segue-se, então, que a proclamação da verdade na igreja primitiva era parte fundamental da vitalidade da igreja de Cristo, assim como todas as características já mencionadas (partes de 01 a 06).

Um exemplo profundo de missionário no período apostólico é o de Paulo. Ele era um homem que tinha um objetivo claro na vida, uma paixão que permeava suas entranhas e o impelia a avançar, não importando os obstáculos: anunciar a Cristo como único Senhor e Salvador. O apóstolo Paulo tinha uma santa obsessão de evangelizar. Falta-nos esse ardor missionário no evangelismo.

Uma igreja comprometida com missões é uma igreja que entende a evangelização como a natureza e estilo de vida do povo de Deus. Não como uma atividade ou um departamento eclesiástico, mas, como a filosofia de vida da igreja. Assim, não podemos substituir o ir por pagar, orar, ou por qualquer outra coisa. Devemos interpretar o ir como ir mesmo (Mc 16.15). Não podemos ficar parados onde estamos. Precisamos sair de nossa zona de conforto e semear a Palavra que transforma vidas. Alguém que se diz ser crente, mas que não prega o Evangelho está fugindo de sua responsabilidade perante Deus, ou pior, tem um forte indício de que ainda não experimentou o novo nascimento. Na verdade, Ele ainda é um campo missionário. Não é digno de ser chamado de cristão. Assim, devemos pregar onde quer que haja um homem em trevas espirituais.

Portanto, na obra missionária devemos estar prontos para dar a nossa vida, sem nos preocuparmos com os holofotes, para que os perdidos sejam alcançados pelo Evangelho para a glória de Deus.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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