Precisa-se de Pastores... de Verdade!


Certa feita, um garoto ao ser interrogado a respeito do trabalho do seu pai, respondeu: “Meu pai não faz nada. Ele é pastor”. Pessimamente, nos últimos anos, a identidade do pastor enfraqueceu-se. Alguns dos motivos podem ser: difamação do mundo sem Deus, mal testemunho de pastores, deficiência na preparação dos pastores, distorção do papel do pastor (administrador, marqueteiro, produtor de eventos, guru, celebridade, etc.), e outros. Sem falar, é claro, daqueles que não querem mais ser chamados de “pastores”, mas de bispos, apóstolos, etc. Não que deixou de existir bispos (no sentido de supervisor e não de título ou graduação) ou apóstolos (no sentido de “missionário” e não de título ou herança apostólica). Grande parte do problema reside exatamente na existência de falsos pastores que prejudicam enormemente a fé de muitos. Só é possível saber se um pastor é verdadeiro ou falso através de um exame bíblico, isto é, é preciso essencialmente julgar o caráter, as motivações e as ações do “pastor”: se ele prega e vive a Bíblia fielmente para a glória de Deus ou se ele ensina as heresias da teologia da prosperidade, confissão positiva, auto-ajuda e etc. Deste modo, o exame nunca deve ser, como alguém sugeriu erroneamente em um comentário na internet, de que percebe-se se o pastor é verdadeiro ou falso através do “brilho no rosto”. Penso que esse alguém não compreende nem mesmo aquele ditado popular: “Quem vê cara não vê coração”; muito menos entenderá as Escrituras.

O fato é que muitos estão entrando no pastorado sem serem chamados. Alguns por ganância como se o pastorado fosse uma profissão e outros por mera vaidade. É verdade que o seminário teológico não forma pastores. Somente pastores formam pastores. Entretanto, o seminário teológico fornece as ferramentas para o pastor. Estão ordenando pastores sendo que muitos deles sequer leram a Bíblia inteira uma única vez. Outros são ordenados por “promoção” (elevando-se de cargo, como se fosse uma hierarquia). Ainda outros por serem “bajuladores” do líder “maior”. Sendo assim, o trabalho pastoral deve ser resgatado em nosso tempo. O pastor é aquele que é exemplo de vida com Deus: estudo bíblico, oração e orientação de conselheiros sábios. Pois seu ministério dependerá totalmente da seriedade com que leva as Sagradas Escrituras, a intimidade com Deus através da oração e orientação realizada através de homens direcionados e tementes a Deus. Assim sendo, o pastor será poderoso no púlpito ao pregar as Escrituras, sábio ao aconselhar os membros e disposto a visitar as ovelhas.

Não podemos esquecer que a função primordial do pastor é a pregação e a visão da igreja. Ele deve alimentar, proteger e dirigir o rebanho através da Bíblia. Seu papel não é produzir eventos, fazer divulgações ou trabalhar como uma máquina. Porém, refletir o caráter de Cristo de tal forma que suas ovelhas percebam nele um homem de Deus ao observarem sua conduta e temor diante da Palavra de Deus e o seu cuidado para com a sua própria família, indispensavelmente. Como um pastor respondeu ao ser interrogado acerca do que era: “Sou marido”. “O que mais?”. “Sou pai”, responde pela segunda vez. “O que mais?”. “Quando tenho tempo, sou pregador”, responde.

Nos laços do Calvário que nos une,
Rev. Luciano Paes Landim.

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